O Novo Futuro do Cristianismo
Nova York, Nova York,
18 de setembro de 1974
Senhoras e senhores, eu estou muito feliz em estar aqui esta noite. Agradeço-lhes por terem vindo. Estamos reunidos nesta impressionante edificação do Madison Square Garden esta noite em nome de Deus.
Meu tópico esta noite é "O Novo Futuro do Cristianismo." Mas antes que eu comece a mensagem desta noite, eu gostaria de fazer uma observação pessoal. Eu não vim aqui para repetir o que vocês já sabem. Eu tenho que revelar para vocês coisas novas. Eu quero compartilhar com vocês uma revelação de Deus.
Há somente um Deus, somente um Cristo e somente uma Bíblia. Entretanto, atualmente, apenas no mundo cristão há mais de 400 denominações diferentes, todas olhando para a Bíblia de diferentes pontos de vista, e com muitas interpretações diferentes.
No que estamos interessados não é a interpretação humana da Bíblia, mas como Deus interpreta a Bíblia, e qual é realmente a vontade de Deus. Portanto, nenhuma pessoa por si mesma é capaz de nos satisfazer. Essa informação deve vir de Deus, na forma de revelação. E eu quero compartilhar essa revelação com vocês esta noite.
Sendo que esta mensagem veio de Deus, e sendo que ela é do ponto de vista de Deus, o conteúdo naturalmente pode ser diferente do entendimento humano. Portanto, ela pode ser novidade para vocês. Mas o que necessitamos são novas idéias – idéias de Deus, porque o homem já esgotou todas as suas próprias idéias. Essa é a razão para minha vinda para lhes falar esta noite.
Por isso eu peço a cada um de vocês para abrir sua mente e abrir seu coração, para que o espírito de Deus possa falar diretamente para você.
Por 2.000 anos, os cristãos do mundo têm esperado por um culminante grande dia, como profetizado na Bíblia, -- o dia da Segunda Vinda do Senhor. Sendo que esta tem sido a promessa de Deus, a Segunda Vinda de Cristo definitivamente será realizada.
Porque o Senhor está vindo uma segunda vez? Ele está vindo para consumar a vontade de Deus.
Então, o que é a vontade de Deus? Sabemos claramente o que é a vontade de Deus? Deus é imutável, eterno, único e absoluto. E Ele tem uma vontade, a qual é também eterna, imutável, e absoluta. No início, Deus tinha um propósito definido para a criação do universo e este mundo. Esse propósito era a razão para a criação. E Deus começou a criação do universo e do homem para cumprir esse propósito.
De acordo com a Bíblia, após o primeiro homem e a primeira mulher serem criados – Adão e Eva – Deus deu a eles um mandamento. Esse mandamento era que 'da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás'. (Gen. 2:17)
Deus pediu que eles obedecessem Seu mandamento. Deus estava insinuando que pela obediência de Adão e Eva à lei, Seu propósito seria realizado.
Entretanto, Deus deixou muito claro as conseqüências da desobediência. Ele disse, "no dia em que dela comeres, certamente morrerás". O fruto da desobediência foi a morte.
Entretanto, Adão e Eva desobedeceram a Deus. O resultado foi a queda do homem. A morte espiritual veio para a humanidade, e o propósito de Deus não foi realizado. A queda do homem significa o seu desvio do estado original pretendido por Deus. Adão e Eva se apartaram do cumprimento do propósito de sua criação. Eles fizeram uma escolha errada, criando o oposto ao que Deus originalmente pretendia. Após sua desobediência, Deus não teve outra escolha a não ser expulsar este homem e esta mulher do Jardim do Éden. O Jardim do Éden é uma expressão simbólica do Reino de Deus na terra.
Adão e Eva jamais saborearam a cidadania no Reino de Deus, por isso eles foram expulsos para a realidade não divina, o inferno vivo – o qual foi sua própria criação.
Reino do Céu na terra
Se Adão e Eva tivessem obedecido a Deus, eles teriam realizado o Reino do Céu na terra.
Como seria esse Reino? Adão e Eva foram criados sem pecado, com o potencial para a perfeição. E eles deviam crescer até a perfeição pela obediência à lei de Deus. Enquanto estavam crescendo na plenitude de um homem e uma mulher aperfeiçoados, seu relacionamento devia ser de irmão e irmã. Eles estavam destinados a estabelecer a verdadeira tradição de fraternidade entre irmão e irmã.
(Mateus 5:48) Deus criou um masculino e um feminino. Por quê? Após alcançar o estado de sua perfeição, Deus queria trazê-los para ser um casal celeste, através da bênção do matrimônio celeste.
Deus pretendia começar Seu Reino com Adão e Eva como os primeiros esposo e esposa. Se isso tivesse se tornado uma realidade, então a bênção de Deus de ser frutífero e multiplicar teria sido realizada. Ele teria dado a eles o poder de multiplicar filhos de Deus. E esses filhos seriam sem pecado e perfeitos.
Até mesmo o que eles poderiam ser? O pecado nunca teria sido introduzido na raça humana. Tendo filhos, Adão e Eva teriam se tornado o Verdadeiro Pai e a Verdadeira Mãe centrados em Deus – os Verdadeiros Pais da humanidade.
Se Adão e Eva tivessem formado esta primeira família centrada em Deus, a partir deles teria surgido uma tribo centrada em Deus, uma nação centrada em Deus, e um mundo centrado em Deus, regido apenas por Deus. Então a perfeição teria reinado desde o início e para toda a eternidade. Onde Deus criou Adão e Eva? No ar, ou no espaço? Não, Ele os criou exatamente aqui na terra. Portanto, a prosperidade da família de Adão deveria trazer a realização do ideal de Deus aqui na terra, e Deus teria se tornado o centro da humanidade. Isto teria sido com certeza o Reino de Deus na terra, no qual Deus reside com os homens e mulheres.
Se isso tivesse sido realizado no início, não haveria nenhuma grande divisão de raças e idiomas. Todos pertenceríamos a uma única raça de Adão sob a única tradição de Adão. E o único idioma de Adão seria nosso idioma universal. Como conseqüência, o mundo inteiro seria uma única nação sob Deus. Assim, no plano de Deus, todos os homens estão destinados a nascerem no Reino de Deus na terra.
Devemos desfrutar a vida celeste na terra. E então, quando terminar nossa vida física na terra, devemos ser elevados para o Reino de Deus no céu espiritual, onde deveremos viver eternamente. Esse era o plano original de Deus. Não poderia haver Satanás, e nenhum inferno nesse mundo. Deus não criaria inferno para Seus próprios filhos.
Nenhum bom pai construiria uma prisão para seu filho recém nascido. Porque Deus necessitaria de um inferno para Seus filhos?
Apenas o céu era a vontade original de Deus. Por causa do pecado, entretanto, as pessoas perderam seu valor original e se tornaram lixos humanos. O inferno é como uma lata de lixo. Mas isto foi necessário somente após a queda do homem.
Reino do inferno – paraíso perdido
Então, examinemos o estado das pessoas decaídas e do mundo decaído. Lemos em João que Jesus disse, 'Vós tendes por pai o Diabo'. (João 8:44)
Pela Queda, o homem se colocou sob a falsa paternidade de Satanás. O homem trocou de pai. Deixamos nosso verdadeiro pai, Deus, e nos unimos com o falso pai, Satanás. O primeiro homem e a primeira mulher se tornaram os filhos de Satanás.
Sob a falsa paternidade de Satanás, Adão e Eva se uniram totalmente fora da lei sem a bênção de Deus e sem Sua permissão. E quando eles multiplicaram filhos, todos eles vieram a estar sob o mesmo falso pai. Todos eles nasceram como os filhos do pecado, não como os filhos de Deus. Portanto, a multiplicação de filhos de pecado de uma geração para outra desencadeou este decaído mundo pecaminoso.
Porque Deus não está no centro, este é um mundo de pecado, um mundo de desconfiança, um mundo de crime e um mundo de guerra. E nós, as nações e as sociedades deste mundo podemos destruir uns aos outros e não sentir pesar por isso. Este é o reino do inferno na terra. O mestre deste mundo na realidade, não é Deus, mas Satanás. Este é o motivo pelo qual João 12:31 indica que Satanás é o regente deste mundo.
Sabemos que este universo foi criado por Deus. Sabemos que Deus nos criou. Mas Deus está há muito tempo sem ser o mestre, porque as pessoas trocaram os mestres. O homem traiu Deus e se uniu com um falso mestre, Satanás. Este Satanás se tornou o pai da humanidade.
O Deus Todo-Poderoso é um Deus de amor, um Deus de misericórdia. Seu coração é compassivo e Ele se afligiu pela morte em vida de Seus filhos.
Ele sabe que nenhuma pessoa é capaz de quebrar suas correntes e obter liberdade do pecado por si mesma. Ele sabe que somente um único poder pode trazer a salvação para as pessoas – o próprio Deus. E Deus, em Sua misericórdia, está determinado para salvar este mundo.
O que é salvação? Salvação é simplesmente restauração. O que faz um médico para salvar seu paciente? Ele restaura o paciente ao estado normal de saúde. Isso é uma cura. O que você faria para salvar uma pessoa se afogando?Você a salvaria trazendo-a para fora da água e restaurando-a para a terra seca. Isso é um resgate. Da mesma forma, a salvação de Deus para o homem é simplesmente restaurar o homem de um estado anormal de desvio para o estado original de bondade. Assim, salvação é equivalente a restauração.
Deus restaurará o reino do inferno para o Reino do Céu. Deus fez claramente Sua determinação na Bíblia:
'Sim, eu o disse, e eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei'. (Isaías 46:11)
Deus não disse que Ele poderia fazê-lo. Ele disse que Ele fará, demonstrando Sua determinação absoluta em restaurar o homem e o mundo ao desígnio original.
Como? Através do Messias. Para restaurar a humanidade, Deus enviou Seu único filho, Jesus Cristo, para este mundo como o Salvador – como o Messias. Dois mil anos atrás, Jesus Cristo veio ao nosso mundo como o autor da vida. Ele veio para transformar todas as pessoas pecadoras em pessoas como Cristo. Ele veio para restaurar o Reino do Céu na terra.
Portanto, Jesus Cristo proclamou como seu primeiro evangelho, 'Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus'. (Mateus 4:17) Com a vinda de Jesus Cristo, as pessoas verdadeiramente estavam no limiar do Reino do Céu.
Preparação para o Messias
Entretanto, antes de Deus enviar Seu filho para restaurar o mundo, Ele teve que preparar o caminho passo a passo, iniciando com um indivíduo e expandindo para uma nação, a fim de estabelecer um fundamento de fé sobre o qual o Messias poderia vir. Isso porque este mundo era o mundo de Satanás. Se o Messias viesse a esta terra sem um fundamento de preparação, o mundo satânico o destruiria. Assim, Deus trabalhou diligente e caprichosamente para estabelecer uma nação, uma soberania sobre a qual Ele poderia ter o controle. A nação de Israel era o resultado dessa preparação para o Messias.
Deus preparou a nação de Israel como a "local de pouso" para o Messias. Sobre o fundamento de fé de Israel, Deus pôde enviar Seu definitivo campeão, o Messias.
Da mesma forma, o cristianismo de hoje é o local de pouso paralelo do Messias para sua Segunda Vinda. E os cristãos estão destinados a formar um fundamento de fé para o retorno do Messias no momento final da realização.
Hoje, como nunca antes em nosso atribulado mundo, o Messias é nossa esperança! A Missão do Messias é restauração – tirar a sofredora humanidade decaída deste mundo do mal e restaurar o homem para a perfeição e bondade original de Deus. Ele deve destruir a má soberania de Satanás sobre este mundo e estabelecer a soberania de Deus.
Jesus Cristo veio como o Messias há 2.000 anos atrás para este propósito – restaurar o Reino de Deus. Atualmente estamos esperando pela Segunda Vinda de Cristo. O propósito dessa Segunda Vinda é exatamente o mesmo – a restauração do Reino original de Deus. Esse é o único propósito e a única vontade de Deus.
Os cristãos de hoje é o povo escolhido de Deus. Os cristãos são os colaboradores da obra de Cristo. Assim estamos em uma posição de preparar um fundamento para o Senhor, para recebê-lo e aceitá-lo quando ele chegar, e participar em sua missão de destruir Satanás da face da terra, e trazer toda a humanidade para a salvação.
Mas atualmente, os cristãos não estão seguros sobre a vontade de Deus. Estamos mais interessados em nossa própria salvação pessoal, nosso próprio céu em algum lugar, e a garantia de nosso próprio pequeno nicho lá em cima. Mas essa não é a forma que Deus pretendia que os cristãos fossem.
Onde está você, meu Davi?
Deus está procurando por seus campeões entre os cristãos do mundo de hoje. E a obra de Deus necessita de um espírito sacrifical. Quantos cristãos estão agora dizendo, "Utilize-me como um cordeiro sobre Seu altar, e faça de mim um sacrifico para salvar este mundo"? Deus está buscando um espírito de autonegação. Deus está buscando pelas pessoas capazes de carregar a cruz pelo século XX. E os cristãos de hoje estão surdos a este chamado.
Ao invés, os cristãos de hoje estão clamando pelo "meu céu," "minha salvação." E quanto a Deus? E quanto ao resto do mundo? Você será capaz de manter seu pequeno pedaço de céu quando o resto do mundo está se esmigalhando? Não. Se, por outro lado, o mundo inteiro fosse salvo, sua própria salvação já não estaria incluída?
Atualmente, se as igrejas cristãs insistirem na mesma forma centrada no indivíduo, o espírito do cristianismo está destinado a declinar. Antes que clamemos por nossa salvação, vamos clamar pela realização da vontade de Deus. Devemos liberar Deus de Sua tristeza, de Sua angústia. Quando resolvemos o problema de Deus, o problema do homem estará automaticamente resolvido. Então o fervor cristão verdadeiramente reascenderá para o benefício do triste coração de Deus, e não para nós mesmos.
Em seus 2.000 anos de história, os cristãos tiveram grandes oportunidades para trazer todo o mundo para Deus. Mas os cristãos simplesmente não conheciam com clareza a vontade de Deus. Eles não agiram quando a oportunidade bateu à porta. Essa mesma oportunidade está batendo à porta mais uma vez. Desta vez a oportunidade veio para a América.
Se atualmente os cristãos da América reconhecem a vontade de Deus para o presente momento e agem em conformidade, podemos girar o mundo de cabeça para baixo colocando o lado certo para cima, e trazer o céu para a terra. A hora da Segunda Vinda de Cristo está próxima, contudo estamos aguardando os sinais destes tempos.
Ao invés de continuarmos pedindo e orando, 'Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu,' (Mateus 6:10) agora podemos agir baseados na vontade de Deus, e fazer desse céu, uma realidade aqui mesmo em Nova York, porque já chegamos na hora agendada por Deus para a realização. Cada um de nós é parte do corpo de Cristo, por isso quando Cristo vem, somos as extensões de seu corpo vivo. Se cada um de nós está disposto e pronto para pregar nosso corpo na cruz a fim de ter nosso mundo reavivado, então transformaremos realmente este mundo no Reino do Céu. Viver e morrer por Deus e Cristo – este é o privilégio de ser um cristão!
Lembrem-se, a vontade de Deus é salvar o mundo inteiro – não apenas os cristãos, nem apenas as igrejas. Há um versículo na Bíblia universalmente conhecido, que nos ensinavam enquanto crianças na escola dominical:
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16)
A ênfase aqui está na palavra "mundo." Deus amou o mundo, não apenas a igreja, nem apenas os cristãos, muito menos um povo em particular, mas o mundo inteiro. Por essa razão – para salvar este mundo – é enviado o Messias.
Se você fizer ao nosso Senhor a pergunta, "Você é o Salvador somente dos cristãos?" Ele responderia: "Não! Eu sou o Salvador de toda a humanidade." Se você perguntasse para Deus, "Você é o Deus dos cristãos?" Deus diria: "Não! Eu sou o Deus do universo, o Deus de toda a criação, o Deus de todas as pessoas."
Dois mil anos atrás, as pessoas estavam esperando a vinda do Messias, mas apenas por razões autocentradas. Elas pensavam que o Messias estava vindo como um tipo de conquistador militar para vingá-los e derrotar o Império Romano, e exaltar Israel com grande glória e poder em um sentido mundano. E elas simplesmente não entenderam o ponto essencial.
Pelo contrário, o Messias estava vindo para Israel a fim de conduzir o povo como um sacrifício para atingir o restante do mundo, para trazer o mundo inteiro para a salvação de Deus.
Deus se determinou a restaurar o mundo inteiro, e trazer todas as pessoas para o bem e a perfeição. Se Deus não pudesse fazer isso, Ele seria um Deus derrotado. Derrotado por quem? Por Satanás! Então, Deus não seria Deus.
Imaginem-se na posição de Deus. Quando Deus olha para os cristãos do mundo atual, eu não acho que Ele esteja satisfeito. Ele prevê uma grande batalha a ser enfrentada e vencida. Deus deve ter uma confrontação com o formidável poder do inimigo, o poder de Satanás, o poder do pecado.
Por isso, Deus necessita de um Davi dos dias modernos para confrontar este Golias, Satanás. Vocês não ouvem Deus clamando, "Onde está meu Davi? Onde você está, meu Davi?" E Deus espera que os cristãos de hoje respondam: "Sim, meu Senhor! Eu sou Seu Davi. Sua vontade será feita!"
Mas os cristãos deste mundo parecem estar em sono profundo. E o punhado de cristãos que está acordado, está ocupado lutando entre eles mesmos. O tempo da colheita chegou ao seu outono cósmico, mas Deus não tem trabalhadores para enviar aos campos.
Desde a queda do homem, Deus tem empreendido uma guerra divina contra o poder de Satanás. Essa guerra não terminou. A batalha final ainda está por vir. Cristo está vindo pela segunda vez, como o chefe em comando, para empreender essa batalha final.
E essa hora chegou. Mas mesmo assim, nenhum soldado celeste está pronto. Os cristãos estão adormecidos. Por muito tempo, Deus tem apenas sido capaz de se ocupar em "guerrilhas" contra Satanás, não em uma guerra total.
Entretanto, Deus tem se preparado para um grande dia, o "Dia D" celeste – quando Deus pode lançar toda a ofensiva. Esse dia é o dia do retorno de Cristo. Esse Dia D de Deus está próximo! A Bíblia é o registro da paciente preparação de Deus na condução da humanidade para essa batalha final. A realização da Bíblia é a vinda do Senhor – o retorno de Cristo para esse Dia D.
A Bíblia é uma mensagem codificada
O que é a Bíblia, mais precisamente? A Bíblia tem sido um livro de mistério. Entretanto, a Bíblia contém a mensagem de Deus para você e para mim. A Bíblia não utiliza linguagem plana, mas está escrita em símbolos e parábolas. Vocês sabem por que Deus apresentou a Bíblia em símbolos e parábolas? Porque Ele não falou claramente a verdade?
Deus tinha que tratar com o mundo do mal. Por todas as idades, Deus tem colhido com Suas próprias mãos Seus trabalhadores, ou campeões, a partir deste mundo mal. Abraão foi um destes campeões. Noé foi também um destes campeões.
E os campeões de Deus estavam sempre em absoluta minoria no mundo mal. Se Deus revelasse muito aberta e amplamente Sua estratégia, o inimigo utilizaria essa informação contra os campeões de Deus. Assim, a Bíblia foi escrita como uma mensagem codificada, e assim somente os agentes ou campeões de Deus poderiam decifrá-la.
Por toda a história, pessoas de retidão enfrentaram apenas sofrimento nesta terra, simplesmente porque elas estavam em território inimigo, e Satanás não quer que os agentes de Deus prosperem. Sempre que as forças de Satanás descobrem os representantes de Deus, elas tentam destruí-los.
Devemos compreender que Deus teve que dar Suas instruções em mensagens codificadas. Assim a Bíblia está escrita em símbolos e parábolas. De certo modo, a Bíblia estava destinada a ser misteriosa.
Então como podemos conhecer o verdadeiro significado desses símbolos e parábolas? De certo modo, é simples. Se você é um agente enviado por seu quartel general, e quer decifrar uma mensagem codificada, então, ou você deve ter um livro de códigos, ou se comunicar diretamente com seu quartel general na terra natal.
Justamente por isso, o significado dos símbolos e parábolas na Bíblia somente podem ser esclarecidos quando nos comunicamos com nosso "quartel general original" -- Deus. Esta é verdadeiramente a única forma segura de podermos conhecer o significado definitivo da Bíblia.
Dois mil anos atrás, nosso Senhor Jesus Cristo trouxe o esboço para o Reino do Céu na terra. Entretanto, ele não pôde falar claramente sobre seu plano, nem mesmo para seus discípulos. Jesus falou em figuras e parábolas. Por quê? Jesus conhecia as circunstâncias adversas nas quais ele teria que trabalhar. Havia pressão política a partir do Império Romano. Havia uma monarquia vigorando, que se opunha a qualquer mudança. E havia um forte e tradicional sistema religioso. Tudo isto poderia ser direcionado contra a edificação do Reino de Deus.
Jesus veio ascender o fogo da revolução nas pessoas, que mudaria a estrutura e a vida da nação inteira. Mas ele não pôde falar claramente sobre isto nem mesmo para seus discípulos. Ao invés, ele teve que falar em figuras e parábolas, dizendo: 'Quem tem ouvidos para ouvir, ouça'. (Lucas 14:35)
Se você tentar interpretar a Bíblia literalmente, palavra por palavra, letra por letra, sem entender a natureza da mensagem codificada na Bíblia, você estará capacitado a cometer um grande engano.
Portanto, neste dia, nesta hora, o que os cristãos do mundo necessitam é uma revelação de Deus. Deus deve nos revelar Seu plano; Ele deve nos contar Seu plano, e nos dar instruções sobre o que fazer neste momento. Deus realmente prometeu o que está dito em Amós, 'Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas'. (Amós 3:7)
Esta noite eu estou aqui no Madison Square Garden não em conformidade com minha própria vontade, mas em obediência à vontade divina de Deus. Deus me chamou como Seu instrumento, para revelar Sua mensagem para Sua providência nos dias atuais, para que possa haver muitas pessoas preparadas para o dia do Senhor.
Esta noite estarei concentrado na revelação divina referente à vinda do Senhor do Segundo Advento – a questão mais importante de nosso tempo. E a fim de entender isto mais claramente, devemos primeiramente conhecer as circunstâncias da vinda de Jesus Cristo há 2.000 anos atrás.
Jesus não veio para morrer
Há um quebra-cabeça histórico que não foi resolvido.
Por 4.000 anos antes da vinda de Jesus Cristo, Deus esteve preparando as pessoas para o Messias, como expliquei anteriormente. Através de Seus profetas, Deus esteve prevenindo o povo para se prepararem para o Messias.
Deus esteve trabalhando para construir expectativa, e realmente houve grande fervor messiânico em Israel. E na hora indicada, Deus cumpriu Sua promessa. O Filho de Deus, Jesus Cristo, veio para seu próprio povo no momento indicado.
Então o que ocorreu? A história é a testemunha de que não o reconhecemos. Nós o rejeitamos, nos rebelamos contra ele, e finalmente o crucificamos na cruz.
Por quê? As igrejas cristãs dizem, "Bem, a resposta para essa questão é simples, Deus enviou Jesus Cristo para morrer na cruz. A crucifixão era a vontade predestinada de Deus desde o início".
Então me deixe perguntar a esses cristãos, "O que vocês farão, quando Jesus Cristo retornar nos dias de hoje?"
Todos os cristãos indubitavelmente responderão, "Nós o receberemos! Daremos as boas vindas a ele! Nos uniremos com ele! Seguiremos ele!"
Deixe-me perguntar novamente, "Vocês o crucificarão quando ele aparecer?" Sua resposta será, "Não!"
Se isso é assim, então e quanto ao povo de 2.000 anos atrás? Se eles tivessem aceitado – como vocês fariam nos dias de hoje – eles ainda o teriam crucificado? Não! Isto foi um erro! Foi por ignorância que crucificamos Jesus Cristo. Era a vontade de Deus que Seu povo aceitasse o Messias.
Mas ao invés, nós o crucificamos. E então os cristãos "transferem a responsabilidade" dizendo que era a vontade de Deus. Ridículo! Isto não é aceitável para nossa lógica. Alguma coisa terrivelmente errada deve ter acontecido. O que foi?
O povo não soube quem era Jesus de Nazaré. Eles não o conheceram como o Filho de Deus. Se eles tivessem conhecido claramente que Jesus era o Messias, o Filho de Deus, não o teriam crucificado. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
(João 1:11) Nenhum dos príncipes deste mundo compreendeu; porque se tivessem compreendido, não teriam crucificado o Senhor da glória. (I Cor. 2:8)
Se eles ao menos tivessem entendido quem ele era, não teriam crucificado o Senhor da glória. Isto foi um erro. Foi a ignorância e a cegueira que assassinou Jesus Cristo!
Os cristãos do mundo não compreenderam a verdade sobre o que realmente ocorreu no tempo de Jesus.
Se o único propósito de Deus ao enviar Seu filho era tê-lo pregado na cruz, então porque em primeiro lugar, Deus despenderia o tempo para preparar o povo? Teria sido mais fácil para Deus enviar Seu filho entre os descrentes, ou mesmo entre os selvagens. Eles o teriam assassinado mais rapidamente, e a salvação teria vindo mais rápido.
Escravos das letras do Velho Testamento
Então a questão é, porque o povo não soube quem era Jesus? Acreditem ou não, a primeira razão pela qual o povo de Deus não reconheceu Jesus como o Messias foi por causa do Velho Testamento. Isto pode causar surpresa para vocês. Mas o povo interpretava literalmente o Velho Testamento. Eles não compreendiam que a Bíblia estava em código. Eles não procuraram por um dicionário de códigos. Ao invés, eles tomaram a Bíblia literalmente, palavra por palavra, letra por letra. Em outras palavras, eles se tornaram escravos das letras do Velho Testamento.
Deixe-me dar-lhes uma evidência. O Livro de Malaquias no Velho Testamento tem um propósito paralelo ao do Livro do Apocalipse no Novo Testamento. Isto demonstra claramente o plano e a última descrição de como o Messias viria.
Em Malaquias, você encontrará estas palavras:
'Vou mandar-vos o profeta Elias, antes que venha o grande e temível dia do Senhor, e ele converterá o coração dos pais para os filhos, e o coração dos filhos para os pais'. (Mal. 4:5-6)
Quem era Elias? Ele foi um grande profeta de Israel que havia vivido aproximadamente 900 anos antes de Jesus Cristo, e que ascendeu ao céu em uma carruagem de fogo em um turbilhão de vento, de acordo com o Velho Testamento. Por isso as pessoas acreditavam que Elias retornaria literalmente do céu azul em uma carruagem de fogo e anunciaria o Filho de Deus: Isto é o que o povo esperava.
Mas Elias veio? O problema foi que Elias não retornou da maneira como o povo esperava. O povo nunca ouviu qualquer coisa sobre seu retorno milagroso.
Entretanto, um dia eles ouviram uma extraordinária declaração. Um jovem de Nazaré, cujo nome era Jesus, estava sendo proclamado por seus seguidores como o Messias, o Filho de Deus. Esse era realmente um anúncio incrível.
E qual foi a reação imediata do povo? "Impossível!" eles disseram. "Como Jesus de Nazaré poderia ser o Filho de Deus? Não ouvimos nada sobre Elias." Sem Elias, sem Messias.
A profecia de Malaquias da vinda de Elias foi realmente um obstáculo para o sucesso no ministério de Jesus. Quando os discípulos de Jesus foram por todo Israel ensinando o evangelho e proclamando Jesus como o Filho de Deus, o povo repudiava suas palavras, dizendo, "Se seu mestre é o Filho de Deus, onde está Elias? As Escrituras dizem que Elias deve vir primeiro."
João Batista era Elias
Os discípulos de Jesus não estavam bem preparados para responder a esta questão. De fato, eles não conheciam sobre o Velho Testamento. Afinal de contas, eles eram humildes pescadores da Galiléia e coletores de impostos.
Assim, os discípulos envergonhados decidiram um dia ir até Jesus para pedir sua ajuda neste assunto. Um relato aparece em Mateus:
Perguntaram-lhe os discípulos: Por que dizem então os escribas que é necessário que Elias venha primeiro? Respondeu ele: Na verdade Elias havia de vir e restaurar todas as coisas; digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram; mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim também o Filho do homem há de padecer às mãos deles. Então entenderam os discípulos que lhes falava a respeito de João, o Batista. (Mateus 17:10-13)
Isto foi um choque para os discípulos. E então, eles entenderam, de acordo com a Bíblia, que Jesus estava falando a eles sobre João Batista.
João Batista era Elias? Sim, Jesus disse isso. Mas o povo nunca foi convencido. Eles diziam, "Ultrajante!"
Vamos imaginar que podemos transportar estes eventos para nosso tempo.
João Batista de 2.000 anos atrás era uma pessoa de tremenda influência, desfrutando grande prestígio em todo Israel como um grande homem de Deus – tal como o Billy Graham de hoje, um grande líder cristão. Digamos que algum jovem desconhecido repentinamente aparecesse e começasse a se proclamar para o mundo como o Filho de Deus. Como um estudioso das escrituras, você perguntaria a ele, "Se você é o Filho de Deus, onde está o Elias prometido?"
Se este homem dissesse, "Você não sabe que Billy Graham é Elias?"
Qual seria sua reação? Você indubitavelmente diria, "Impossível!
Como Billy Graham pode ser Elias? Ele não veio do céu azul. Nós sabemos que ele veio da Carolina do Norte!"
Você não poderia aceitar isso, poderia?
Exatamente este tipo de descrença confrontou nosso Senhor Jesus Cristo. O povo não pôde aceitar João Batista como Elias, simplesmente porque ele não veio do céu.
O povo de 2.000 anos atrás foi teimoso em sua crença na profecia de que o retorno de Elias deveria ser realizado literalmente, que ele deveria vir do céu. Eles foram vítimas da letra do Velho Testamento.
João Batista, homem de falha
Contudo, Jesus Cristo continuou a pregar com poder e autoridade a despeito da teimosia da opinião pública. O povo não podia dispensar tal homem rapidamente. Eles queriam estar seguros de si. Assim, eles decidiram ir até o próprio João Batista e lançar-lhe suas questões de uma vez por todas.
Eles perguntaram para João,
Quem és tu? Ele, pois, confessou e não negou; sim, confessou: Eu não sou o Cristo. Ao que lhe perguntaram: Pois que? És tu Elias? Respondeu ele: Não sou. És tu o profeta? E respondeu: Não. (João 1:19-21)
João Batista negou tudo. Ele disse, "Eu não sou Elias." Ele até mesmo negou o título de profeta. Todos sabiam e o reconheciam como um profeta de Deus, mas ele disse, "Eu não sou profeta."
Por quê? Ele avaliou a situação e sabia que Jesus Cristo era tratado por sua própria sociedade como um desterrado.
Jesus parecia ser um perdedor, e João decidiu não apoiar Jesus. Ele pensou que seria melhor negar tudo. Fazendo assim, João Batista empurrou Jesus para um canto, fazendo-o parecer um grande impostor sem defesa.
Após a negativa de João, Jesus não teve nenhum recurso adicional neste ponto.
Então porque Jesus foi crucificado?
Primeiro, ele se tornou a vítima da interpretação do Velho Testamento. Segundo, Jesus foi rejeitado e finalmente crucificado por causa da falha da missão de João Batista.
Podemos ler em Mateus que João Batista, esperando na prisão ser decapitado, enviou dois de seus próprios discípulos até Jesus para fazer a seguinte pergunta: 'És tu aquele que havia de vir, ou havemos de esperar outro?' (Mateus 11:3) Esta é a pergunta de um homem que tinha fé em Jesus como o Filho de Deus? João Batista tinha anteriormente testificado sobre Jesus no Rio Jordão: 'Eu mesmo vi e já vos dei testemunho de que este é o Filho de Deus'. (João 1:34)
Contudo, esta mesma pessoa, com a mesma língua, estava agora confrontando Jesus ao perguntar, "Você é realmente o Messias, ou devemos procurar por outro?"
Quão desanimadora essa pergunta deve ter sido para Jesus! Que homem de pouca fé era João Batista! A missão de João Batista era muito importante para a realização da missão do Messias.
Deus enviou João especificamente, . . . a fim de preparar para o Senhor um povo apercebido. (Lucas 1:17) Essa era a responsabilidade de João, como o precursor de Cristo. Jesus confiava muito no sucesso da missão de João Batista. Quando este mesmo João Batista enviou seus discípulos até Jesus para perguntar a ele, "Você realmente é o Messias?" foi muito doloroso para Jesus como se ele tivesse sido apunhalado com uma faca.
Fúria o dominou. Jesus se recusou em responder com sim ou não para esta impossível pergunta. Ao invés, ele disse, 'E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar de mim'. (Mateus 11:6) Esta foi a consolação de Jesus para João, quando ele viu que João estava falhando.
Jesus estava realmente dizendo, "Pobre João, homem de falha. Você já não tem mais fé em mim. Você está ofendendo ao Filho de Deus. Sinto muito por você, João."
Portanto, Jesus disse em Mateus,
'Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu outro maior do que João, o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele'. (Mateus 11:11)
João havia caído ao ponto onde até mesmo o menor no Reino do Céu era maior do que ele. O significado da afirmação de Jesus havia permanecido um mistério.
Os cristãos não haviam entendido seu verdadeiro significado porque não tinham compreendido que João Batista era um homem que falhou em sua missão. Esta noite conhecemos o verdadeiro significado.
João Batista foi o maior entre aqueles nascidos de mulheres por causa de sua missão, que era testificar o Filho de Deus. Todos os profetas no passado tiveram a mesma missão. Mas os profetas que vieram antes de João Batista nasceram para testificar o Messias com uma distância de tempo entre eles e o Senhor.
João nasceu como um contemporâneo de Jesus Cristo, assim ele tinha o privilégio de testemunhar o Cristo vivo quando ele apareceu em pessoa. Desde muito tempo sua missão foi concebida, João Batista tinha a maior e mais gloriosa missão de todas. Assim, Jesus disse que ele era o maior entre aqueles nascidos de mulheres.
Entretanto, ao conduzir sua missão, João foi o menor; ele foi o mais miserável entre todos os fracassados. Todos os profetas que haviam vivido antes dele estavam assistindo a partir do mundo espiritual. Eles sabiam quem era Jesus Cristo.
Mas João não sabia. Ele duvidou. Ele se tornou cético e finalmente cego para a identidade de Jesus. No final, ele falhou em manter seu próprio testemunho sobre o Filho de Deus. Ele se tornou um homem de falha, e por isso, o menor no Reino do Céu.
João Batista finalmente foi decapitado. Ele poderia ter sido um mártir glorioso ao ser decapitado executando sua missão determinada: testemunhando e proclamando ao mundo que Jesus Cristo era o Filho de Deus!
Mas ele foi decapitado meramente por estar envolvido no escândalo amoroso da família do Rei Herodes. Esse assunto não tinha nada com os assuntos de João. Atender ao Filho de Deus era sua única responsabilidade. Mas João abandonou esta missão divina e sofreu sem sentido, tendo uma morte vergonhosa. Esta verdade deve ser dita, embora seja dolorosa.
Entretanto, se João Batista tivesse sido um homem de grande fé, o que teria resultado?
Ele realmente teria se tornado o discípulo chefe do Filho de Deus, Jesus Cristo. Se Jesus tivesse se tornado rei, João Batista teria sido o primeiro ministro. Essa era a posição que Deus determinou para João.
Então, nesse caso, os 12 apóstolos, os 70 discípulos, e as 120 pessoas escolhidas por Jesus teriam vindo dos próprios seguidores de João.
João teria servido como um mediador para trazer unidade entre o povo escolhido de Israel e o Filho de Deus. Quem teria ousado crucificar Jesus sob essas circunstâncias? Ninguém! A crucifixão nunca teria ocorrido.
Você pode dizer, "Reverendo Moon, com que autoridade você está falando? O que o faz tão seguro?" Eu tenho a autoridade para dizer estas coisas. Deus me mostrou a verdade. Eu encontrei Jesus. O próprio Jesus me mostrou estas verdades. E eu encontrei também João Batista no mundo espiritual. Ele mesmo testificou a verdade deste testemunho. Após estas extraordinárias experiências espirituais, quando retornei para a realidade deste mundo, a mesma Bíblia que eu tinha lido passou a ter um significado inteiramente novo.
Mesmo se você não pode aceitar agora estas coisas como a verdade, você deve ao menos adiar o julgamento. Um dia todos nós conheceremos a verdade. Eventualmente todos iremos morrer. Todos terminaremos indo para o mundo espiritual, onde a verdade é como a luz do sol. Ninguém pode escapar dela. Nesse dia todos nós veremos toda a verdade. Entretanto, abençoado é quem pode ser humilde o suficiente para aceitar a verdade enquanto tem a oportunidade aqui na terra. Seu conhecimento da verdade de Deus aqui na terra determinará sua vida eterna.
Jesus esperado nas nuvens do céu
Há uma terceira razão vital pela qual Jesus não foi aceito como o Messias. Dois mil anos atrás o povo esperava o Filho de Deus vindo das nuvens do céu, de acordo com a profecia de Daniel: 'Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem'. (Dan. 7:13)
Mas Jesus Cristo não apareceu milagrosamente nas nuvens do céu. Ele nasceu de uma mulher, Maria, a esposa de José. O povo disse, "Bem, como pode este Jesus ser o Filho de Deus? Ele é apenas um homem, tal como você e eu." Esta foi outra razão opressiva pela qual o povo rejeitou Jesus.
Esta profecia de Daniel acarretou muitas dificuldades para o ministério de Jesus. Por exemplo, podemos ver que o apóstolo João adverte no Novo Testamento, Porque já muitos enganadores saíram pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Tal é o enganador e o anticristo. (II João 7) Isto é o que João estava dizendo há 2.000 anos atrás sobre aqueles que descreram em Jesus Cristo, o rejeitando simplesmente porque ele era um homem na carne. Eles não aceitaram Jesus, mas continuaram esperando uma aparição sobrenatural nas nuvens. João condenou estas pessoas nas piores condições, dizendo, "tal é o anticristo."
Estas verdades históricas permaneceram ocultas do mundo cristão. Hoje, pela primeira vez, todas estas circunstâncias do ministério de Jesus estão sendo trazidas à luz.
Então, porque esta verdade está sendo revelada neste momento particular? Porque o tempo da Segunda Vinda de Cristo está próximo. E Deus não quer que os cristãos cometam o mesmo erro cometido no tempo de Jesus. Somente com a clara revelação da verdade a partir do Pai Celestial, todas as igrejas cristãs podem se tornar uma unidade. Sim, a verdade nos faz uma unidade. Se conhecermos a verdade, essa verdade nos libertará de nossa crença enganosa e de nossa desunião. E a clara verdade de Deus está sendo revelada agora.
Crucifixão – missão secundária de Jesus
A crucifixão não era a missão original do Filho de Deus, mas representou uma alteração de seu curso planejado. Era uma missão secundária. Ela foi decidida no Monte da Transfiguração. Um relato disto aparece em Lucas.
E eis que estavam falando com ele dois varões, que eram Moisés e Elias, os quais apareceram com glória, e falavam da sua partida que estava para cumprir-se em Jerusalém. (Lucas 9:30-31)
Quando Pedro, o discípulo chefe de Jesus, foi informado por Jesus o que sofreria em Jerusalém, e que seria crucificado, Pedro protestou violentamente, como lemos em Mateus:
'Tenha Deus compaixão de ti, Senhor; isso de modo nenhum te acontecerá'. (Mateus 16:22)
Então Jesus repreendeu-o dizendo, 'Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não estás pensando nas coisas que são de Deus, mas sim nas que são dos homens'. (Mateus 16:23) Os cristãos freqüentemente citam esta passagem particular como prova de que Jesus veio para morrer na cruz. Muitos explicam, "Olhe o que Jesus disse. Ele disse que veio para morrer. Esse é o motivo pelo qual ele repreendeu Pedro e o chamou de Satanás, porque Pedro se opôs à ida de Jesus para a cruz."
Mas essa interpretação carece de um ponto vital. Jesus repreendeu Pedro após ele saber que Deus havia mudado Seu plano e alterado a missão de Jesus. Sendo que o povo rejeitou Jesus, Deus soube que Jesus não poderia executar sua missão primária, o estabelecimento do reino na terra, o qual requeria a cooperação do povo. Naquele ponto em seu ministério, Deus então pediu para Jesus cumprir somente a meta limitada da salvação espiritual. Por isso, Jesus começou a preparação para esta meta secundária. E o pobre Pedro não sabia nada sobre esta mudança na missão de Jesus Cristo.
Jesus chamou Pedro de "Satanás" porque as palavras aparentemente confortadoras de Pedro não tinham nenhuma relevância para a vontade de Deus nesse ponto. Pedro falou a partir da ignorância e da cegueira. Mas Jesus não podia arriscar em perder esta missão secundária – pois assim, sua vinda teria sido completamente em vão.
Aceitar Jesus teria trazido o Reino de Deus.
Consideremos realmente o que teria ocorrido se Jesus tivesse sido aceito pelo povo de Israel. Realmente, ele se tornaria o rei de Israel; ele teria unido seus discípulos com todos os descendentes de Abraão, as 12 tribos de Jacó, e também todas as tribos árabes. Todos eles teriam se tornado uma família do Filho de Deus.
Jesus Cristo teria estabelecido uma soberania celeste centrada na nação de Israel. A constituição do Reino de Deus teria sido promulgada em seu tempo. Uma nação invencível teria sido estabelecida, com a soberania de Deus encabeçada pelo último Adão -- Jesus Cristo – como rei. Até mesmo o Império Romano teria sido humilhado diante do Reino de Deus. Esta foi a predição de Isaías:
Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos exércitos fará isso. (Is. 9:7)
Após a morte de Jesus, seus discípulos marcharam em direção a Roma de mãos vazias, sofrendo e derramando seu sangue. E dentro de 400 anos, o Império Romano desmoronou diante deste exército desarmado. Se Jesus Cristo não tivesse sido crucificado, mas comandado pessoalmente este santo exército, todo o Império Romano teria sido subjugado sob a soberania de Deus durante o tempo de vida do próprio Jesus.
Naqueles dias, o grande Império Romano era o centro do mundo. O plano de salvação de Deus era para restaurar o mundo inteiro. Assim, Deus preparou Roma em um papel central para que, uma vez que o reino viesse para Roma, ele poderia ser espalhado facilmente para todo o mundo.
Se Jesus tivesse sido capaz de estabelecer seu reino no Império Romano, então através do poder e influência de Roma, as pessoas em todo canto do globo ouviria seu evangelho enquanto ele vivesse na terra.
Assim, em seu tempo de vida, Jesus teria estabelecido o Reino do Céu na terra como uma realidade. A nação de Israel teria sido o centro glorioso de seu reino. Então, não haveria nenhum cristianismo dividido como temos hoje – nenhum Catolicismo Romano, nem Presbiterianismo, nem Metodismo, nem Igreja de Cristo.
Nenhumas destas igrejas seriam necessárias. Você não precisa mais de um veículo, quando já tiver alcançado seu destino.
Vocês e eu já seríamos cidadãos do Reino do Céu. Não teria ocorrido a sangrenta história do cristianismo – nem mártires.
E não haveria nenhuma razão para a Segunda Vinda. Um médico é desnecessário se não há pacientes para curar.
Entretanto, a triste realidade é que Jesus Cristo se deparou com rebelião. Sem a obediência de Adão e Eva, Deus não pôde cumprir Seu ideal no Jardim do Éden. E sem a cooperação do povo, Jesus Cristo não pôde estabelecer seu reino na terra.
Assim, Jesus focou em sua missão secundária, a salvação espiritual. Devido ao pecado e a cegueira do povo, Deus permitiu que Seu filho fosse um sacrifício. Esse era o significado da crucifixão.
Deus permitiu que Jesus morresse na cruz como um resgate pago para Satanás. Em troca, sobre a ressurreição de Jesus, Deus pôde reivindicar as almas das pessoas, embora a redenção do corpo não tenha sido possível. Portanto, a vitória de Deus não foi na cruz, mas na ressurreição. A ressurreição trouxe a salvação que o cristianismo oferece.
Na crucifixão de Jesus, o cristianismo foi crucificado também. Na hora da tribulação do Senhor, ninguém permaneceu fiel. Todos traíram Jesus. Até mesmo Pedro negou Jesus Cristo.
Mas com a ressurreição de Jesus, o cristianismo também ressuscitou. Então por 40 dias, Jesus reuniu e sedimentou os fragmentos do cristianismo. Esse foi o início do cristianismo de hoje.
Sim, nossa salvação vem a partir da ressurreição vitoriosa de Jesus. Esta é a vitória de Cristo, e o poder de Satanás nunca pode influenciá-la.
Mas o corpo de Jesus Cristo foi dado como um sacrifício e um resgate. Ao desistir de seu corpo, Jesus desistiu do corpo da humanidade. Nossa salvação está limitada a uma redenção espiritual, porque a redenção do corpo permanece irrealizada desde 2.000 anos atrás. E nosso mundo ainda sofre sob o poder de Satanás. O pecado aflige e domina este mundo através de nossos corpos.
Por isso, Paulo lamentou em angústia, Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado. (Rom. 7:24-25)
Paulo estava vivendo na graça do Senhor. Mesmo assim, ele confessou que podia servir a Deus somente com sua mente, enquanto sua carne servia a lei do pecado. Seu corpo ansiava ser redimido; ele ainda se angustiava pelo pecado.
E é assim conosco também. Aceitando Cristo, recebemos a salvação espiritual. Mas nossos corpos servem a lei do pecado sob o domínio de Satanás – até que Cristo retorne e nos liberte do domínio do pecado.
Somente o Senhor do Segundo Advento pode dar total salvação: a salvação espiritual e também a redenção de nossos corpos.
O poder do cristianismo está limitado à salvação espiritual. Diferentemente da nação de Israel, o cristianismo não tem nenhuma base física. Por isso o domínio de Deus no cristianismo é somente como um reino espiritual.
Portanto, nossa grande esperança é a segunda Vinda do Messias. Esta é a esperança da América, a esperança do mundo.
A América – está nação unicamente cristã – deve despertar agora e se aprontar para o dia de sua vinda.
O cristianismo americano está na posição espiritual de Israel de 2.000 anos atrás. A América está destinada a servir como o local de pouso para o Messias no século XX. Deus quer alcançar todas as pessoas, e escolheu alcançar primeiramente a América, e através dela, alcançar o mundo.
O papel da América é paralelo ao papel do Império Romano de 2.000 anos atrás. Tal como Roma era o centro do mundo, a América é o centro do mundo dos tempos modernos. Jesus estava de olho em Roma. E quando Cristo retorna, ele estará de olho na América.
Oração no Jardim do Getsêmani
Em nossa ignorância, nós cristãos carecemos do verdadeiro espírito da oração de Jesus no Jardim do Getsêmani.
Lá Jesus falou a seus discípulos: 'A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai comigo. E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.' (Mateus 26:28-39)
Ele orou desta maneira não apenas uma vez, mas três vezes. Ele estava triste até a morte. Muitos no mundo cristão acreditam que Jesus orou desta maneira por causa da fraqueza humana, recuando de sua missão de morrer na cruz. Nada pode estar além da verdade!
Sob os tiranos romanos centenas de milhares de cristãos foram martirizados. Eles nunca disseram, "Por favor, passe de mim este cálice." Quando o próprio Simão Pedro estava para ser crucificado, ele disse aos seus perseguidores, "Eu são sou digno de morrer da mesma maneira como meu Senhor. Faça-me um favor! Crucifiquem-me de cabeça para baixo." Ele nem mesmo disse, "Por favor, passem de mim este cálice."
Quando Estevão, o primeiro mártir cristão, estava sendo apedrejado até a morte, ele não disse, "Passe de mim este cálice." Ao invés, ele morreu pacificamente, orando por seus perseguidores.
Tal bravura não está limitada à Bíblia. Nathan Hale, um jovem oficial capturado na Guerra Revolucionária Americana, disse enquanto estava para ser executado, "Eu só me arrependo que tenha uma única vida para dar por meu país." Ele não disse, "Por favor, passe de mim este cálice."
Vocês acham que o Messias, o Filho de Deus, era mais fraco do que todas estas pessoas – especialmente se você acha que ele veio pelo único propósito de morrer na cruz pela salvação do mundo? Não! Se esse fosse o caso, ele seria desqualificado como um Messias. Não entendemos o Senhor Jesus.
A oração no Jardim do Getsêmani não foi proferida a partir de qualquer preocupação egoísta ou medo da morte. Jesus Cristo, nosso Senhor, estava pronto para morrer mais de mil vezes se isso fosse a única forma de trazer a salvação da humanidade.
A preocupação de Jesus era por sua missão. Ele se afligiu pelo sofrimento de seu Pai Celestial. Ele estava angustiado porque podia prever as terríveis conseqüências de sua crucifixão. Jesus sabia muito bem que sua crucifixão não era a vontade definitiva de Deus. Ele sabia que sua morte adiaria a realização do Reino do Céu mais 2.000 anos, e que enquanto isso a humanidade sofreria terrivelmente. Ele sabia que milhões de futuros seguidores teriam que sofrer, derramando seu sangue e sendo martirizados como ele havia sido martirizado. Ele sabia que Israel seria abandonada e devastada. E além de tudo, ele desejava trazer vitória e realização gloriosa para o trono de seu Pai no céu, e não retornar sozinho através da crucifixão. Ele esperava por uma volta triunfante ao lar.
Por isso, no Jardim do Getsêmani, Jesus fez seu final apelo desesperado a Deus: "Mesmo nesta hora, há qualquer forma possível de que eu possa permanecer na terra para realizar minha missão?" Se formos nos tornar os verdadeiros seguidores de Cristo, devemos compreender a aflição e angústia que Jesus Cristo sofreu.
Além disso, se a crucifixão fosse a plena vontade de Deus, então Judas – o traidor de Jesus – deveria ser considerado como um herói e premiado com uma medalha celeste, porque alguém teve que entregar o Filho de Deus para o inimigo para ser crucificado. Contudo, Jesus disse sobre Judas, 'Em verdade o Filho do homem vai, conforme está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do homem é traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido.' (Mateus 26:24) E porque Jesus gritaria na cruz, 'Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?' (Mateus 27:46)
Se sua crucifixão fosse a vontade de Deus, Jesus estaria regozijado. Ele teria gritado, "Deus, Eu estou honrado! Alegre-se, Pai, eu sou vitorioso!"
Significado das nuvens do céu
O cristianismo de hoje tem preservado a visão tradicional de que Jesus veio simplesmente para morrer na cruz. Assim é como os cristãos entendem o assassinato do Filho de Deus!
Então, qual é o verdadeiro significado das "nuvens do céu"? Vamos novamente lembrar que a Bíblia está escrita em símbolos. Jesus disse, "Eu sou a vinha, vocês são os galhos". É claro, esta é uma expressão simbólica.
Da mesma forma, as "nuvens do céu" têm um significado espiritual, não um significado físico. Por exemplo, lemos no Apocalipse, As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas. (Apoc. 17:15)
A Bíblia indica que água é um símbolo para as multidões da humanidade decaída. O que são nuvens? Elas são água evaporada. Água está freqüentemente impura, suja, com muitos elementos estranhos, mas quando essa água é evaporada em forma de nuvens, esta deixa para trás suas impurezas. Assim, aquelas pessoas que são evaporadas e purificadas a partir do meio das águas da humanidade estão simbolicamente na posição de nuvens no céu.
Jesus está vindo entre essas pessoas preparadas, o povo de Deus. Ele está vindo entre os consagrados cristãos renascidos – aqueles que são purificados, elevados, limpos do pecado. Eles formarão o fundamento do Reino de Deus quando Jesus retorna para a terra. Este é o verdadeiro significado das nuvens do céu.
Hoje, as pessoas não podem acreditar em nada que seja menos lógico. Deus é a verdade, e a verdade é lógica. Não pode haver perfeição na ignorância.
Somente a oração dos cristãos não pôde levar Neil Armstrong para a lua. A verdade científica era necessária. Eu mesmo também fui um estudante de ciência, e sei que Deus é também o Deus de ciência. A mensagem de Deus deve ser científica, lógica, e convincente para os homens do século XX.
Deixe-me agora vir ao ápice do tema desta noite discutindo como a Segunda Vinda de Cristo será realizada.
Lemos no Evangelho, 'Eles verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.' (Mateus 24:30) E no Apocalipse lemos: Eis que vem com as nuvens. (Apoc. 1:7) Mas, por outro lado, Paulo escreveu, "que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite." (I Tess. 5:2)
Uma profecia descreve o Senhor aparecendo com as nuvens do céu, e na outra ele aparece furtivamente como um ladrão na noite. Estas duas profecias estão em conflito. Se ele vem como um ladrão, ele não pode ao mesmo tempo aparecer nas nuvens. Deveríamos escolher uma profecia e lançar fora a outra?
O povo de 2.000 anos atrás não sabia que a mensagem de Deus estava em símbolos. Ao interpretá-la literalmente, eles cometeram um grave erro. E quando os cristãos lêem o Novo Testamento, não devem cometer o mesmo engano. Devemos ler a Bíblia no espírito de Deus, e descobrir o verdadeiro significado de seus símbolos e parábolas.
Dois mil anos atrás, todos esperavam que Elias aparecesse do céu azul, mas ele não veio dessa forma. Da mesma forma, eles esperavam que o Messias viesse das nuvens do céu, mas ele não veio dessa forma. Hoje, os cristãos esperam a chegada do Senhor do Segundo Advento nas nuvens. Mas vocês têm qualquer garantia que tais expectativas não serão desapontadas neste tempo?
Sejamos humildes e abramos a mente suficientemente para aceitar ambas as possibilidades – sua vinda nas nuvens do céu, e sua vinda como um ladrão de noite. Se você fixar sua mente apenas na vinda do Senhor nas nuvens, e ele vem como o Filho do Homem na carne, provavelmente você cometerá o mesmo crime como o povo de 2.000 anos atrás.
Entretanto, se você é humilde e capaz de aceitar o Senhor como o Filho do Homem na carne – a qual é a única forma dele poder vir como um ladrão – você ganha de qualquer forma. Você estará certo de encontrar o Senhor qualquer que seja a forma que ele venha.
Se você sentisse falta do Senhor, seria somente porque ele veio como um ladrão. Se ele vem nas nuvens, você não teriam com o que se preocupar. Todo olho o veria. As redes de televisão seguramente fariam isso!
Mas eu devo adverti-los que Deus não enviará Seu Filho literalmente com as nuvens do céu. Se você está contemplando o céu e esperando pela Segunda Vinda do Senhor, você ficará desapontado. Ele virá, mais uma vez, como um homem na carne.
Esta é a revelação de Deus. Deixem-me testificar isto lendo as significantes profecias da Bíblia. Em Lucas lemos, Sendo perguntado pelos fariseus quando o reino de Deus viria, ele [Jesus] respondeu a eles, 'O reino de Deus não vem com aparência exterior' (Lucas 17:20)
Todos poderiam ver as nuvens do céu. Mas Jesus disse que não observaríamos a vinda do reino. O povo viu a vinda do Messias há 2.000 anos atrás? Não, eles não viram, porque ele veio como o Filho do Homem na carne.
A seguir examinaremos uma extraordinária afirmação de Jesus Cristo. Muitas pessoas perguntam, "A Bíblia realmente diz isso?" Olhem em Lucas, onde Jesus disse, 'Mas primeiro é necessário que ele padeça muitas coisas, e que seja rejeitado por esta geração.' (Lucas 17:25)
Se o Senhor está vindo com as nuvens do céu, em poder e grande glória, com as trombetas dos anjos, quem ousaria rejeitá-lo ou causar-lhe sofrimento? Vocês o fariam? Estas são palavras de Jesus: Ele sofrerá e será rejeitado, porque ele está vindo como o Filho do Homem na carne. Por isso, as pessoas terão um tempo difícil ao reconhecê-lo como o Cristo.
As igrejas cristãs e os cristãos devotos estão esperando a vinda do Senhor nas nuvens do céu. Todos eles estão olhando para cima, esperando por sua aparição. Mas se essa expectativa não for verdadeira, e o Senhor aparecer inesperadamente como o Filho do Homem na carne – como Jesus veio a este mundo na primeira vez – então o que ocorrerá? Primeiramente o povo o rejeitará e causará sofrimento a ele. Não haverá fé na terra. Não haverá aceitação inicial de Cristo. Muitos cristãos pegarão pedras para atirar nele. Muitos cristãos o chamarão de blasfemo, um herege, um homem possuído por demônios. Essas foram as mesmas agressões lançadas contra Jesus há 2.000 anos atrás.
Em Lucas lemos, Como aconteceu nos dias de Noé, assim também será nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e os destruiu a todos. (Lucas 17:26-27)
Esta é a descrição dos dias do Filho do Homem. E isto ocorrerá quando o Senhor vem como o Filho do Homem na carne.
A vinda de Jesus como um homem anunciará o Reino do Céu. Mas ninguém o atenderá. De fato, as pessoas rirão dele, o ridicularizarão, e o perseguirão, e farão todo tipo de mal contra ele. E enquanto isso, o mundo continuará de seu modo habitual, em negócios carnais – comendo, bebendo, casando – até o dia em que o Senhor é levantado ao trono de julgamento. Quando o mundo o reconhece como o Senhor do Julgamento, será muito tarde! A arca estará fechada. O julgamento já estará próximo.
Agora, quero que considerem outra passagem: 'Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?' (Lucas 18:8)
Jesus questionou se haveria fé na terra quando Cristo retornasse. Por quê?
A história pode se repetir. Dois mil anos atrás havia tremenda fé. O povo orava nas sinagogas de manhã, ao meio-dia e à noite. Eles liam constantemente as Escrituras, escrevendo-as em suas lapelas, recitando-as todos os dias. Eles guardavam os Dez Mandamentos e todas as leis. Eles traziam seus dízimos ao templo. Eles jejuavam e jejuavam. Entretanto, quando o Filho de Deus apareceu, eles falharam em reconhecê-lo, e o condenaram para a cruz.
Jesus encontrou alguma fé? Aos olhos de Jesus Cristo, não houve absolutamente nenhuma fé na terra. Assim, quando ele retorna como o Filho do Homem na carne, pode também não haver fé na terra. Milhões de cristãos e milhares de igrejas podem nunca ver o Filho do Homem vindo, porque sua vinda será na carne.
Agora, finalmente, vamos ler Mateus, 'Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.' (Mateus 7:22)
O que isto significa? Porque estes devotos cristãos, que estão clamando em nome do Senhor, deveriam ser condenados como praticantes de iniqüidade? Que erro eles teriam cometido?
Por toda a história muitos crimes e pecados têm sido cometidos em nome do Senhor, em nome de Deus. Não há melhor exemplo disto do que o que ocorreu no tempo de Jesus. As pessoas que conspiraram para assassinar Jesus Cristo – e finalmente tiveram sucesso em crucificá-lo na cruz – eram as mesmas pessoas que estavam fielmente seguindo a palavra de Deus dia e noite. Mas quando o Filho de Deus veio até eles, eles cometeram o pior crime da história. Eles assassinaram o único Filho de Deus, e fizeram isto em nome do Senhor!
Da mesma forma, quando Cristo vier novamente até nós como um homem na carne, como podemos estar seguros de que os cristãos de hoje não serão os primeiros a atirarem pedras no Cristo que retorna? Hoje temos a mesma responsabilidade como o povo de 2.000 anos atrás. Não importa quão grandiosa sejam nossas obras ou nossas orações, quando Deus enviar Seu Filho, se não o reconhecermos e não nos unirmos com ele, ele nos dirá, "Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." Se é até mesmo verdadeiro que essa história se repete, então os cristãos de hoje poderiam se tornar os piores inimigos do Cristo em seu retorno. Eles podem tentar crucificá-lo novamente em nome do Senhor. Entretanto, embora a rejeição e perseguição inicial possa ser muito severa, Cristo não está retornando para ser crucificado novamente. O Senhor do Segundo Advento será vitorioso, e finalmente será elevado ao trono de julgamento, e julgará o mundo como o Senhor do Julgamento.
Quando ele é elevado ao trono, então todo olho o verá. Estará inegavelmente claro quem é ele. E aqueles que previamente o acusaram e o rejeitaram lamentarão e se arrependerão por causa do mal que tenham feito a ele. Mas será muito tarde. O Senhor dirá a eles, "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade".
O senhor está vindo. E ele está vindo como um homem. Contudo, ele também está vindo com o poder e glória de Deus. E ele julgará o mundo. Somente o humilde será abençoado. O arrogante verá o inextinguível fogo.
Propósito de Deus realizado
Primeiros Adão e Eva: Deus pretendia realmente que Seu Reino na terra começasse com os primeiros Adão e Eva. Se eles tivessem obedecido verdadeiramente a Deus e alcançado a perfeição, Deus os teria unido em matrimônio celeste e estabelecido a primeira família na terra de acordo com Sua vontade. Esta família teria se tornado a pedra fundamental do Reino de Deus na terra, com Adão e Eva como o Verdadeiro Pai e Verdadeira Mãe de todas as pessoas. O Jardim do Éden é a expressão simbólica para esse Reino. E este mundo teria sido o motivo de alegria para Deus.
Esta condição final está profetizada no Livro do Apocalipse como o Banquete das Bodas do Cordeiro. E o Senhor do Segundo Advento é esse Cordeiro, esse Adão aperfeiçoado. O Senhor está vindo como o Adão aperfeiçoado, e ele restaurará a Eva aperfeiçoada. Então eles serão arrebatados como os primeiros Verdadeiros Pais da humanidade. E finalmente, a alegria de Deus estará completa.
Segundos Adão e Eva: Embora o primeiro Adão e Eva tenham falhado, o ideal de Deus permaneceu o mesmo. Deus determinou realizar esse reino ideal e cumprir o mundo de alegria. E 4.000 anos mais tarde na história bíblica, Deus pretendia restaurar esse Reino de Deus na terra através de outro Adão aperfeiçoado. Jesus Cristo era esse Adão aperfeiçoado.
Paulo chamou Jesus de o "último Adão", ou o segundo Adão (I Cor. 15:45). Ele veio como o Adão aperfeiçoado 2.000 anos atrás no lugar do primeiro Adão, que havia falhado.
A restauração somente de Adão não poderia trazer um Reino. Deve haver uma noiva, uma mãe – outra Eva. Assim, Deus pretendia que este Adão aperfeiçoado -- Jesus Cristo – restaurasse sua noiva, a Eva aperfeiçoada. Isto teria sido a restauração da primeira família, perdida desde o Jardim do Éden.
Terceiros Adão e Eva: Entretanto, por causa da rebelião do povo escolhido de Israel, isto nunca ocorreu. Deus está determinado a realizar Sua vontade. Assim, Ele prometeu o retorno de Cristo.
Aproximadamente 2.000 anos se passaram desde a morte de Jesus Cristo. E agora, novamente, Deus está pronto para enviar Seu filho – na posição do Terceiro Adão.
Através de toda a história, Deus sempre esteve cumprindo Seu objetivo em Sua terceira tentativa. É verdade que o número três é o número de perfeição. Desta vez, Deus definitivamente realizará Seu antigo ideal abençoando os aperfeiçoados Adão e Eva em matrimônio sagrado, estabelecendo assim, o fundamento do Reino de Deus na terra.
Pouco antes de sua crucifixão, Jesus disse para Pedro, 'Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus.' (Mateus 16:19).
O erro foi feito aqui na terra. O pecado foi cometido aqui na terra. Assim, o erro deve ser sanado e o pecado erradicado aqui na terra. Jesus pediu para orarmos, "Venha o Seu Reino, seja feita a Sua vontade, assim na terra como no céu.'' A terra é o problema. Esse é o motivo pelo qual Cristo deve voltar para esta terra.
Muitos cristãos acreditam que no fim do mundo, Deus destruirá todas as coisas. O sol escurecerá, as estrelas cairão, e a terra será queimada. Um mero punhado de cristãos serão arrebatados no ar, para passar o milênio com Cristo.
Se Deus fizesse isso, então Ele se tornaria um Deus de fracasso, e Sua vontade original irrealizada para sempre. Ele estaria renunciando a esta terra para Satanás. Então Satanás realmente se tornaria o vitorioso, e Deus um perdedor. Isto nunca ocorrerá! Deus é Todo-Poderoso. Ele nunca desistirá desta terra. Ela estava destinada a ser, e ela deverá ser, Seu reino. Até Nova York, deverá ser Seu reino também. Vocês podem ser os cidadãos do Reino do Céu se encontrarem a vinda do Messias. Ele é sua esperança, minha esperança, e a única esperança da América e deste mundo.
Entretanto, se falharmos em vê-lo, então o cristianismo não terá esperança. O cristianismo declinará. Seu fogo espiritual se extinguirá. As igrejas se tornarão túmulos do velho legado. Nosso mundo então estará sentenciado.
Senhoras e senhores, eu vim aqui ao Madison Square Garden esta noite em obediência ao comando de Deus. A Bíblia diz, 'E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos terão visões, os vossos anciãos terão sonhos.' (Atos 2:17)
Estamos vivendo em tão extraordinário momento, no nascimento de uma nova era! O Céu está muito perto. Se você ardentemente chamar por Deus, Ele lhe responderá.
Vocês devem urgentemente perguntar a Ele, "Como posso saber se o que o Reverendo Moon está dizendo é verdadeiro?" Não deixem que eu ou qualquer outra pessoa responda essa questão para vocês. Deixe que Deus lhes responda diretamente.
Assim, sigam em paz, e por favor, perguntem para Deus ansiosa e sinceramente. Se coloquem diante de Deus em oração. Deus revelará a resposta para vocês.
A nova esperança para a humanidade é o Messias. E esse "grande e terrível dia do Senhor” está próximo. E esse dia para você poderá ser grande ou terrível. Se você encontrar o Messias, para você esse dia será grande. Mas se você falhar em encontrá-lo, então, para você, esse dia será terrível.
Deus os abençoe. Obrigado por sua atenção. Kamsa hamnida! Obrigado, e boa noite.
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