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Seção 2. Os Seres Humanos Não São os Seres Causais

2.1. Originalmente, a Humanidade Nasceu do Amor de Deus

Originalmente, nós, seres humanos não nascemos da nossa própria livre vontade. Não nascemos como resultado de planos traçados pelos nossos pais, para ter tal filho ou filha. Assim, não nascemos a pedido dos nossos pais. Se inquirirmos mais profundamente sobre a origem da nossa existência, com base na providência de Deus, não existe outra alternativa senão concluirmos que, nós, seres humanos, estamos de acordo com a origem da providência e fomos enviados à terra como seres para assumirmos a importante responsabilidade de formar uma relação com a história que sempre esta mudando de acordo a esta origem. Por conseguinte, embora o ser chamado eu, no processo da história, possa ocupar só uma pequena parte de toda a grande história, isso não significa que acabaremos sendo nada mais que seres pequenos e insignificantes. (34-154, 06/09/1970)

Onde está a fonte com base na qual os seres humanos podem vangloriar-se se seus nascimentos ou de si próprios? Quando fazemos face aos princípios deste grande universo, onde devíamos começar a olhar para encontrar a fonte do que os seres humanos podem reivindicar como seu? Nascemos como seres resultantes, portanto, aqueles de nós, seres resultantes, que não conhecem a causa, mas que, de qualquer modo, se afirmam a si próprios, estão todos loucos. Em suma, são todos insensatos. (83-187, 08/02/1976)

A resposta às questões sobre o porquê do nosso nascimento, o motivo porque Deus criou a humanidade e todas as coisas, é muito simples. Deus também tem a necessidade de um objeto de amor, e por conseqüência, criou os seres humanos para serem os Seus companheiros de amor. Talvez alguns de vocês estejam pensando neste momento: “Sou inútil, e não faria diferença continuar a viver ou não?” Todavia, não há razão para pensarem desse modo. Ser o companheiro do amor de Deus, é como ser amado pelos seus pais; eles não amam unicamente aqueles filhos que são superiores aos outros. Eles amam todos os seus filhos igualmente, quer sejam superiores ou inferiores aos outros. De modo semelhante, os pais com filhos inválidos sofrem mais por estes filhos.
Deus que é o centro do universo tem um coração afetuoso que transcende coisas triviais como quão superiores ou inferiores vocês são. O que é mais importante é que manifestem amor através de suas naturezas originais. Por esta razão, precisam saber o porquê de vocês e todo o universo terem sido criados. Deviam saber que, tal como todo o universo, foram criados para aperfeiçoarem o ideal do amor.

Porque Deus criou todas as coisas no universo, e porque nos criou? Para o amor. Porque nasci? Nasci por causa do amor de Deus. Nasci do Seu amor, e para viver no Seu amor. Para poder tornar-me uma pessoa que possa clamar que é amada pela sua família, sociedade, nação e mundo, assim como por Deus, preciso viver primeiro no amor Dele. (97-252, 19/03/1978)

Recebendo o quê é que o ser chamado “eu” nasceu dos meus pais? Pode dizer-se que nasci para conectar a vida. No lugar onde a mãe e o pai se tornaram um, eu nasci com o valor da força vital dos meus pais. Nasci de acordo a força vital sendo que tal força existe para a completa realização do propósito do universo. Em suma, nasci para realizar este propósito. Homens ou mulheres, todos nascem a partir da união baseada nesta força vital para aperfeiçoarem a si mesmos como participantes no grande propósito do universo.

Porque nascemos? Para quê nascemos? - Para o amor de Deus. Esse amor é tal que se sentíssemos uma forte emoção aqui que nos estalasse como um “Paaammm!”, Deus diretamente sentiria um tinido em Sua cabeça como um “Tiiiinnn!”. Se vocês jogarem qualquer coisa para dentro de um pequeno lago, “plup!” pequenas ondas se espalharão até às margens do lago; do mesmo modo, se vocês lançassem amor no centro do universo, “pluft!” as ondulações espalhar-se-iam por todos os cantos do universo. Tal é a obra que estamos fazendo. A questão é, de que modo vocês criariam grandes ondas. (103-246, 04/03/1979)

Quem é Deus? Ele é o Criador. Quem é o Criador? O conceito concebido pelo mundo religioso, é que “Deus é o nosso Pai”, e que “Nós somos os Seus filhos”. Mas que espécie de pai é Ele? De que modo é Ele o nosso Pai? A partir daqui tudo se torna vago. É ele um Pai emprestado, um Pai do bairro vizinho, ou um pai adotivo? Que espécie de pai é Ele? É Ele o Pai do lado da mulher, ou o Pai do lado do esposo? A palavra Pai tem vários significados. Sem se resolver este problema fundamental, não importa o quanto tentem solucionar os problemas deste mundo que são expansões desta questão, não encontrarão soluções. Mesmo depois de dezenas de milhares de anos, não encontrariam estas soluções.
O problema está entre “a humanidade e Deus”. Digamos que Ele é o nosso Pai; vocês já alguma vez sentiram que Ele de verdade é o Pai de vocês? Antes que eu possa vir a existir, o meu pai e mãe tiverem que existir primeiro. Na premissa de que posso existir porque o meu pai e mãe existiram antes de mim, segue-se que, antes que eu possa afirmar a minha existência, devo primeiro afirmar a existência da minha mãe e pai. Isso faz muito sentido. Afirmar que existo, sem ter em conta a existência da minha mãe e pai, seria loucura.

Os seres humanos não são os seres primários e causais. Somos seres secundários, seres resultantes. Por esta razão, antes de afirmar que eu existo, tenho que afirmar a existência da minha mãe e de meu pai. Deste ponto de vista, não é óbvio que devíamos primeiro resolver a questão fundamental, a questão de Deus ser a origem do universo? Se fôssemos para além da mãe e do pai, na árvore genealógica, não chegaríamos eventualmente a Deus? Se vocês seguissem esta lógica, antes de poderem afirmar a si próprios, precisariam chegar a uma conclusão com relação a Deus sobre quem Ele é, saber que Ele é o meu Pai, e que como Pai, Ele tem tal e tal caráter. É por isso que a nossa Igreja da Unificação está lhes ensinando tudo isto. (188-191, 26/02/1989)

O que estou lhes dizendo é que vocês precisam compreender corretamente, e corretamente procurarem o ponto de partida original da vida humana. Já que os seres humanos são resultantes, vocês precisam focar o ponto de partida causal. Embora precisem concentrar suas atenções neste ponto de partida causal, tal ponto não deve se tornar um ponto cego. Como Deus também possui caráter humano, os seres humanos todos têm as funções conscientes de intelecto, emoção e vontade. Por essa razão, a motivação do amor Deles deve ser maior que a Origem. Deve ser também absoluto. Se o que começou, sai errado, nunca pode ser retificado.

2.2. O Propósito Original do Nascimento do Ser Humano

Deus é a Causa Primária do universo e Criador de todas as coisas na natureza. Ele é também o nosso amado Pai. Ele criou todas as coisas para realizar a Sua Vontade especial, e a finalidade desta, consiste na materialização do amor. Embora Deus possa ser a origem do amor verdadeiro e embora seja todopoderoso, Ele não pode sentir sozinho a alegria do amor. Ele precisa de um objeto de amor, e deseja receber em troca, voluntariamente, o amor desse objeto. A maior de todas as criações, criada para ser tal objeto, é a humanidade. Por esta razão, temos uma finalidade na nossa vida. A nossa finalidade na vida consiste em nos tornarmos maduros e colocarmos em pratica a relação de amor verdadeiro eterno com Deus. Este é o princípio fundamental através do qual a paz pode ser conseguida entre Deus e a humanidade. (166-131, 01/06/1987)

Pode ser importante viver em afluência, e conseguir algo na vida; contudo, antes de qualquer outra coisa, vocês precisam cumprir o dever de piedade filial para com o Pai Celestial vertical. Precisam cumprir os seus deveres de súditos leias, como também cumprirem o dever do ideal de santidade perante Ele. Tal é o propósito original para o nascimento do ser humano. Deus criou os seres humanos de modo a encontrar tais pessoas. Por conseqüência, tal é a nossa finalidade. (58-227, 11/06/1972)

Onde está o caminho verdadeiro para a vida humana? De onde nasceram os seres humanos? Nasceram do amor; então, que caminho devem seguir na vida? Devem seguir o caminho do amor. Como devem morrer? A conclusão lógica é que devem morrer para o amor. Que espécie de amor é este? É o amor que pode ser bem recebido pelo macrocosmos, não só o amor do microcosmos. Em suma, a finalidade da vida pode ser compreendida como nascer no macrocosmos, recebendo oficialmente a aprovação de Deus, do mundo angélico, de toda a criação, de todas as pessoas e de nossos pais, para viver nele, amar nele, e morrer nele. (83-160, 08/02/1976)

Quando alguém está satisfeito com algo, precisa partilhar a sua alegria com os seus pais, irmãos e parentes. Coisas boas proporcionam felicidade. A felicidade é eterna e o que é eterno é o coração. Qual é o centro do universo? São os pais e filhos. Em suma, são os meus pais e eu. São Deus e eu. Deus é o Pai, e eu sou o filho. A finalidade última na vida é procurar o Pai e sentir alegria infinita pela formação de uma inseparável relação com Ele. (12-102, 16/12/1962)

Uma vez eu estava caminhando na rua, e aconteceu que comecei a conversar com um homem muito velho. Perguntei-lhe: “Para onde vai?” e ele respondeu, “Para onde devia ir? Para onde mais, a não ser a casa do meu filho?” Perguntei então, “Ah, sim? Que fará quando chegar lá?” e ele respondeu: “Comerei o que quer que seja que for colocado à minha frente, e se forem amáveis ao ponto de me servirem frango, comerei também algo disso, com satisfação”. Perguntei-lhe uma vez mais: “Que fará depois de ter tomado a sua refeição?” e esta foi a resposta que ele deu: “Depois de comer, não tenho o que fazer”. É assim que devíamos passar as nossas vidas? (19-286, 10/03/1968)

Quando se escreve o livro de contas de uma loja, é necessário calcular com exatidão quantas entradas e saídas de caixa ocorreram. Ao ajustar as contas de uma simples loja, é necessário ter cuidado. Por acaso vocês prestam a mesma atenção no ajustar as contas das suas vida? Já há alguma vez tentaram sequer ajustar as contas de suas vidas? Têm um saldo negativo ou positivo? Se estiverem no vermelho, deviam lamentar-se seriamente. Uma pessoa deve ser capaz de cantar de alegria no seu leito da morte. Se vocês se debatem para aceitar a realidade quando enfrentam a morte, isso só prova que levaram uma vida com saldo negativo. Deveríamos viver nossa vida com saldo positivo, com base em um padrão absoluto. (19-287, 10/03/1968)

Em prol de quem os seres humanos vivem? Se vocês respondessem “Para si mesmos”, isso seria um fracasso. Pode haver uma família perante alguém que vive para si mesmo e ninguém mais? Para alguém assim, não poderia haver uma família com esperanças de futuro. Poderia uma nação existir perante tal pessoa? Não poderia. Poderia o mundo existir perante ele? Também não poderia. Não haveria lugar para o mundo na sua vida. Os compromissos do céu e terra o conservariam afastado, dizendo-lhe: “Seu vilão individualista! Fora daqui!” Se uma pessoa põe sempre a si mesma em primeiro lugar, há como ela ter uma família? Haveria lugar para uma nação ideal? Poderiam eles passar por uma fenda menor do que o “buraco de uma agulha”? Por mais que tentassem, nunca poderiam por um espaço tão pequeno. (57-62, 28/05/1972)

Vocês deviam compreender o amor. A finalidade de toda ação e toda a existência, é o amor. Precisam manter este princípio invariável em seus corações, de que as pessoas agem em busca de amor e existem para o amor. As aves voam, cantarolando deleitando-se na companhia umas das outras, tudo por causa do amor, e os pólos positivo e negativo de um ímã atraem-se entre si e mantêm-se fortemente unidos, tudo porque se querem unir no amor. A razão por que os seres humanos estão sempre à procura da sua outra metade, é para se tornarem “um” com ela. (67-154, 01/06/1973)

2.3. Vivemos para o Amor

Como deveriam viver suas vidas? De onde, e para quê nasceram os seres humanos, e como devem viver? A resposta é simples. Uma vez que nascemos do amor de Deus, que nascemos por causa do amor, devíamos procurar o caminho do amor e segui-lo até o destino do amor. Deste modo, podemos mover-nos num ciclo sem fim. O amor é um conceito eterno, e, por conseqüência em última instância, chegamos ao centro através de nossa busca pelo amor. Isto somente pode ser realizado atreves do amor.

A vida que levo na terra não é para mim mesmo. Estou vivendo por causa do amor de Deus. Para essa finalidade, estou em constante movimento e existência. Quão esplêndido é isso! Uma vez que alguém viva desse modo nunca poderá ser arruinado. Mesmo que encontre dificuldades, lágrimas, e miséria em sua vida, isso não seria sentido como miséria, amargura ou tristeza, porque ele suportaria tudo pelo amor de Deus. Vocês têm que compreender este princípio. (67-154, 01/06/1973)

Para o bem de que estamos vivendo? Vivamos em prol do absoluto amor verdadeiro, vivamos para o amor verdadeiro! Tudo está incluso nele. Por isso, o lenço que está no meu bolso existe para o amor; trabalho e derramo suor pelo amor, para o amor verdadeiro. Falo para obter amor verdadeiro, como para obter amor verdadeiro, jogo para obter amor verdadeiro, de fato, tudo o que faço é em função do amor verdadeiro.

Qual deveria ser o propósito da humanidade? Em vez de estabelecer como propósito o indivíduo, a família, o grupo social, a nação, o mundo ou o céu e terra, os seres humanos deviam avançar em frente, em direção ao objetivo comum de Deus e da humanidade, com base Nele.
Então, por fim, qual propósito nos restaria? O que for baseado no indivíduo, família, grupo social, nação, ou mundo certamente desaparecerá. Aquilo que permanece até ao fim, depois de tudo mais desaparecer, será a finalidade procurada conjuntamente por Deus e pela humanidade. Somente tal finalidade, e nenhuma outra, pode permanecer até o final da história.
(41-320, 18/02/1971)

Onde está o destino final onde seus corações poderão finamente se fixar? Mesmo que tivessem encontrado Deus e o tivessem feito vosso, não pretenderiam fixar seus corações neste ponto. O destino final de seus corações e mentes será o lugar onde tomarem posse de Deus e do Seu amor. Portanto, se falharem em tornar vosso o amor de Deus, tudo será em vão.

No que diz respeito à finalidade última da vida, a questão não está em saber se podemos encontrar Deus, o centro do Céu. A questão está em vivermos juntos com Ele. A questão é onde poderíamos encontrá-Lo, se alguma vez faremos isto, e se vivêssemos com Ele em que espécie de lugar viveríamos. Em suma, precisamos encontrá-Lo e viver com Ele no lugar central, e esse é o lugar do amor de Deus. Por conseguinte, o maior objetivo aspirado pela consciência humana, é seguir o Destino Celestial, tornar-se um com Deus, e fazer nosso o amor de Deus. Essa é a conclusão.

O desejo final dos seres humanos é tornarem-se o objeto do amor do maior de todos os Seres. Esse Ser Supremo é nosso Pai, e ao mesmo tempo, Deus. (65-44, 13/11/1972)

Originalmente, todos os seres humanos, independentemente de quem fossem, seriam dotados com o privilégio de nascerem como os Príncipes e Princesas no mundo do Reino Celestial. Tal é o valor dos seres humanos. Originalmente, tal seria o prestígio dos seres humanos. (68-319, 05/08/1973)

Se a relação de coração for estabelecida, todos se tornarão filhos de Deus. O valor dos seres humanos não depende dos seus antecedentes culturais, circunstâncias históricas ou situações atuais. Nada na terra pode determinar o valor dos seres humanos. O que determina o valor de um ser humano é o seu conhecimento de Deus, da terra, da finalidade de Deus, da finalidade da terra, e do propósito da criação dos seres humanos.

Precisamos procurar um novo conjunto de valores, e basearmo-nos neles. Precisamos procurar novos valores em relação ao mundo, à humanidade, aos ideais, e ao amor. Quando esse conjunto de valores começar a tomar forma de acordo com a vontade de Deus, assumirá uma forma completamente diferente da matriz do conjunto de valores baseado na humanidade. Será diferente da atual perspectiva de valores, que foram estabelecidos com base na vontade humana. (44-222, 23/05/1971)

Neste mundo de hoje, uma pessoa precisa ter um conjunto de valores definidos que superem a visão mundana de valores. A Igreja da Unificação estabeleceu Deus como o centro do novo conjunto de valores. A nossa asserção não é apenas nos voltarmos para o mundo ou retornarmos para o mundo ideal. Estamos argumentando que devemos voltar para Deus. Se falharmos em voltar para Ele, não poderá haver um mundo ideal, um mundo de felicidade, de eternidade e de amor. Isto porque os fatores primários da felicidade, todas as condições que nós desejamos, só podem começar com Deus. Por esta razão, vocês têm de compreender que a instituição da religião emergiu na história, ansiando por isto, e tentando alcançar isto. (68-133, 29/07/1973)

A nossa Igreja da Unificação está apresentando valores absolutos ao mundo, e ao mesmo tempo, apresentando Verdadeiros Pais. Qual é o ponto final do padrão de valores absolutos, que nós ansiamos? É tornarmo-nos os filhos e filhas de Verdadeiros Pais. É tornarmo-nos os filhos e filhas de Deus, que possam ter vida e amor eternos. Não há outro modo. No tempo da Queda de Adão e Eva, eles não estabeleceram o ideal de relacionamento conjugal com a permissão de Deus. Fizeram-no de sua livre vontade. A única relação que começou com o consentimento de Deus foi a relação entre pai e filho. Porém, esta relação foi destruída, arruinada, e, por isso, precisa ser recuperada e reparada uma vez mais. (68-135, 29/07/1973)