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Seção 1. O Que é a Vida?

1.1. Até Agora as Questões Quanto à Vida Tinham Sido Como um Labirinto

Porque vim para este mundo, porque tenho que viver e para onde devo ir?
Nunca se permitam pensar que nasceram neste mundo devido as suas próprias vontades. Embora tenhamos nascido, não sabemos por qual motivo ou em prol do que nascemos; em suma, não sabemos a razão e finalidade da nossa vinda ao mundo.
Em outras palavras, embora tenhamos nascido, não foi a nossa intenção nascer; embora vivamos, não é a nossa intenção viver; embora morramos não é a nossa intenção morrer. Então, neste caso do que podemos nos orgulhar? Não temos controle sobre nossas vidas, temos apenas a custódia delas e não podemos evitar o caminho da morte. Logo, qualquer tentativa de nos orgulharmos de nós mesmos pelo que somos ou temos vem a ser digna de pena. Uma vez que nascemos, somos destinados a viver e destinados a morrer e finalmente passamos para o outro mundo.

Até hoje, a filosofia preocupou-se em resolver os problemas da vida através da história. Muitos filósofos apareceram e se empenharam muito para elaborar todos os tipos de asserções no que respeita às questões relativas ao verdadeiro valor dos seres humanos, como poderemos atingir a perfeição com êxito e por si próprios de maneira que se possamos orgulhar perante todo o universo. Todavia, hoje vemos que todos os ismos e asserções que conduziram ao estabelecimento de novos sistemas ideológicos através da história, foram testados e provaram ser fracassos. Em suma, todos falharam.

Os seres humanos não refletem muito sobre o modo como vivem, contudo detestam morrer; além disso, têm muitas questões em suas mentes, tais como: “Porque eu devo viver? Qual é a origem da minha vida?” As respostas para estas questões não podem ser encontradas nos livros de filosofia. Isto acontece porque a finalidade da filosofia consiste na procura e estabelecimento do caminho que conduz à Deus. Então, o que é a religião? A vida religiosa começa com a aprendizagem sobre Deus e sobe a vida com Ele.

Qual é a finalidade de vivermos e então falecermos? Esta questão devia ser considerada em maior profundidade. Como a causa não reside em mim, segue-se que a finalidade não reside só em mim. Quem não desejaria ser feliz durante a sua permanência na Terra, e quem não desejaria viver no luxo? Contudo, nesta matéria não se pode fazer o que se quer. Por outro lado, uma parte de mim deseja vangloriar-se perante os outros, viver como lhe apetece, e continuar a viver. O ser chamado eu tem todas estas idéias em conflito no coração, colidindo entre si.

Digamos que vocês vivem até aos oitenta anos de idade. Depois de excluir as horas que passam dormindo à noite, tudo o que resta são quarenta anos de vida. Resumindo, o tempo que passam acordados é metade da suas vidas inteiras. Diriam que estão vivos quando estão dormindo? Quando estão dormindo, estão como mortos porque estão inanimados. Dormir é o mesmo que estar morto durante toda a duração do sono. Portanto, seguese que o número de horas que trabalham para viver, é metade das vinte e quatro horas de um dia.
Além disso, que restaria se descontassem o tempo que passam comendo?
Demora pelo menos uma hora para acabar uma refeição. Além disso, se descontassem o tempo gasto com visitas, festas organizadas pelos seus amigos, a celebração do sexagésimo aniversário de um vovô do bairro, festas de aniversário da consagração de uma igreja, funerais, visitas a doentes; em suma, se excluíssem este dia e aquele, quaisquer que sejam as razões, quantos dias nas suas vidas inteiras podiam realmente dizer que viveram? Seria pelo menos metade da vida inteira? Quando calculei isto, não há muito tempo, os dias que sinceramente poderiam ser ditos como vividos totalizaram sete anos. Desses sete anos, quantos dias poderiam vocês realmente podem dizer que “viveram”?
(49-331, 24/10/1971)

A vida passa muito depressa. Depois de vocês terem atingido a idade da maturidade, e conhecerem muito do mundo, depois de aparentemente não terem feito muito, encontrar-se-ão na posição de atravessar a linha dos quarenta anos e pouco tempo depois a linha dos cinqüenta. Uma década voará num abrir e fechar de olhos. Uma década que parece só um segundo mais tarde, serão sessenta anos, e depois de outra década, serão setenta anos só durante um minuto, até envelhecerem novamente. Quando pensam nisto, o ditado “A vida não é mais que um sonho vazio” nunca pareceu mais verdadeiro.

O destino do ser humano se estica e se comprime como um elástico. Se você possui como um valor 100 de bênçãos e em sua vida gasta como 120, seus descendentes então irão perecer. Mas se você viver 80 e preservar algo como 20, estas bênçãos poderão ser herdadas pelos seus descendentes. Esta é a forma como deve ser. (78-325, 10/06/1975)

A sorte pode ser mudada, mas o destino original não. Podem mudar o fato de que nasceram como coreanos? Podem mudar de pais? Por mais forte que sejam o governo de uma nação e os seus costumes, isso nunca pode mudar o fato de que vocês nasceram como o filho ou filha de seus pais. Como se pode verificar, o caminho da restauração é o caminho do destino.

Se tiverem um início errado, acabarão num lugar completamente inesperado. É por isso que antes de um navio sair de um porto para o oceano, a direção que deve ser seguida, desde o porto até o destino, tem que primeiro ser estabelecida com a ajuda de uma bússola. Então qual é o porto do qual nós, seres humanos, devíamos partir? Não temos a resposta para essa pergunta. Qual a direção que devíamos tomar, para atingir a outra costa, o nosso destino final, de acordo com a bússola? Não sabemos a direção que precisamos de tomar. Seguimos em zigue-zague, para trás e para a frente, sem um plano definido. Deste ponto de vista, não importa o quanto se tente, não há como se superar as limitações humanas.

1.2. Para Onde é que Devemos Ir

Para onde devo ir após o término da vida na terra? Esta é uma questão muito importante que devia ser respondida pelos seres humanos. A religião, assim como a filosofia, tiveram como finalidade responder a esta questão.
Assim, vocês próprios não podem negar que foram tomados e estão sendo guiados por este destino.
Apesar de se ter um destino, para onde meu corpo está indo? Para onde e mente pretende ir? Pra que sentido minha vida está sendo orientada? Para onde meu coração está indo? Meus desejos, esperanças e ideais, para onde eles estão tentando ir? Mesmo que não possamos responder as estas questões, estamos, de qualquer modo, destinados a ir para esse lugar.
No dia em que morremos, o nosso corpo será enterrado na terra, e esse seria o fim. Então a questão levanta-se: no dia em que o nosso corpo é enterrado, serão também enterrados os nossos corações e as nossas mentes, vidas, ideologias e esperanças? Desaparecerão simplesmente? A menos que se tenha integridade, um claro senso de propósito, e respostas definitivas, inevitavelmente seremos pessoas infelizes.

Para que as cigarras se tornem adultas, elas têm que primeiro serem incubadas e em seguida passam pela fase de larva. Enquanto estão na fase larval, vivem em poças de água ou debaixo da terra, mas este não é o seu destino. O destino final delas é voar nos ares. Porém, antes de poderem voar, precisam fazer preparativos enquanto estão debaixo da terra ou na água; estes preparativos são uma necessidade absoluta. São condições indispensáveis.
Para que possam passar da fase larval à fase imaginal, precisam fazer preparações meticulosas para voarem, enquanto ainda estão na fase anterior. Para passarem da primeira fase à última, precisam primeiro se libertar da sua carapaça, a barreira final para o seu estado amadurecido, e mudarem para insetos adultos. Em suma, precisam primeiro se libertarem das suas peles. Enquanto ainda estão vivendo na água como ninfas, precisam ser largas e planas, para que possam facilmente flutuar na água; por outro lado, quando se tornam adultas e precisam voar, a retenção de tal forma seria perigosa. Precisam passar por uma metamorfose completa adequando-se ao seu novo estilo de vida.
(120-236, 17/10/1982)

Com base me que nascemos? Em que deveríamos basear nossas vidas, e qual deveria ser a finalidade da vida? Estas questões só podem ser respondidas em relação a Deus. Sem Ele, seria o mesmo que ter um efeito sem causa.
Uma pessoa sem causa não pode conseguir um resultado nos seus esforços para cumprir qualquer tarefa, e, conseqüentemente, o seu valor não pode ser reconhecido. Quando se constrói um certo edifício, é necessário seguir o projeto feito pelo arquiteto. Um edifício construído sem referência ao projeto original, não pode vir a ser aquilo o que originalmente foi pretendido pelo arquiteto.
(21-98, 17/11/1968)

A chegada do outono preconiza que o inverno não está longe. O inverno é um processo pelo qual só os que têm vida conseguem atravessar. Aqueles que não têm vida, não têm outra alternativa senão retroceder antes da vinda do inverno. É por isso que lhes é pedido que injetem-se de nova vida antes do inverno chegar. Uma nova vida tem que ter um novo ismo e ideologia, uma nova visão da vida, do mundo e do cosmos, baseados num novo amor. De outro modo não é possível passar pela estação do inverno. Uma vez que tenhamos adquirido a força vital para passar através do inverno, embora o processo não seja fácil, quanto mais tempo passar, tão mais perto estará a primavera. Os dias amenos de primavera estarão chegando dentro em breve. Este é o caminho seguido pela Igreja da Unificação. (35-67, 03/10/1970)