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Seção 5. A Vontade de Deus ao Criar o Mundo da Criação

5.1. O Propósito de Deus ter Feito a Criação

Originalmente Deus não criou todas as coisas nos Céus e Terra por brincadeira. Também não as criou por hobby. Também não as criou sem um propósito e sem direção, ou sem algum tipo de conteúdo ideológico. Ele criou a este grande universo tomando o maior de todos os ideais. Assim, não podemos negar que desde o menor de todos os microorganismos até chegar ao universo, todas as criaturas existentes tem em si a ideologia conectada ao coração de Deus.
Dessa forma, ao tomar tal ideologia, qual foi o propósito de Deus ao criar? Isto não pôde deixar de ser o desejo de um mundo cada vez mais fadado ao amor, cada vez mais contente no amor, vivendo em amor e morrendo no amor; o mundo da ideologia centrada no amor de Deus.
Ao abrirmos os olhos quando acordamos, a criação se esparge em nossa visão. Sem nos darmos conta, através dos seres visíveis da criação, recebemos indiretamente uma certa impressão e ao reagirmos a esta impressão através de nossa sensibilidade ao longo de nossas vidas, isto faz com que nos tornemos mais sensíveis. Até mesmo o mais ínfimo microrganismo que está ao nosso redor está relacionado e mantém uma afinidade conosco. Mesmo que o ignoremos, este microrganismo dia após dia revela-se como uma existência de valor, e cada vez mais está tecendo uma relação com o ser humano.
Por que é assim? É assim porque, observando pelo ponto de vista do propósito da existência, desde o mais ínfimo ser até o ser humano, que é o senhor da criação que tudo domina, tudo está dentro da grande ideologia universal de Deus que transmite a esfera dos ideais de amor. Por isso, os seres menores, para atingirem o grande propósito do universo, movem-se para serem absorvidos pelos seres que estão a cargo de uma esfera maior. Tais seres absorvidos pelos que são maiores tornam-se o material, os constituintes destes, e rumam para o propósito único, centrados no grande ideal.
A história avança dessa maneira. Não podemos negar o fato de que todo o mundo da existência move-se em função de um propósito único conforme a órbita das regras fundamentais dos princípios celestes.
(9-164, 08/05/1960)

Por que Deus fez a criação? Para amar a um objeto, para possuir um ser objetivo. Para produzir Sua própria esfera de amor objetiva. Para que estes, após viverem se alimentando, retornem para o mundo original e possam entrar e viver na eterna pátria do amor de Deus. (142-76, 01/03/1986)

Olhando a Bíblia vemos a criação do Céu e Terra simplesmente por palavras. Ela diz que tudo no Céu e na Terra foi criado através da Palavra. “Faça-se as estrelas!” e então surgiram as estrelas, “Faça-se o Planeta Terra!” e eis que surgiu a Terra; assim está escrito. Porém, devemos saber que, seguindo infinitas metodologias e leis, ocorreu uma ascensão pelas regras de avanço, causando o desenvolvimento a partir dos menores seres, até se chegar nos seres maiores. Então, dessa maneira, tudo foi criado e, Adão e Eva, os antepassados da humanidade, foram feitos como uma condensação da essência de todos os seres criados. (65-19, 13/11/1972)

O pensamento dos cristãos de hoje em dia é o de que, por Deus ser onipotente e onisciente, disse então uma só palavra – “Venha existir os tais Céus e Terra!” e assim tudo foi feito. Porém não foi dessa forma. Deus investiu tudo. Investiu toda a vitalidade que tinha. Investindo toda energia do amor que possuía, criou como um presente, como um legado para seus futuros filhos e filhas amados - criou em prol de sua amada família. Tudo foi feito dessa forma. Por causa disso, quando contemplamos as coisas criadas devemos fazê-lo a partir de tal concepção. (112-307, 25/04/1981)

Ao criar, através do que Deus criou? Inicialmente houve a vontade de Deus - houve a idéia de Deus. E junto à idéia existiu o plano de Deus. Podemos saber que houve a vontade e o plano original de Deus segundo o qual, após criar o homem, o mundo do ser humano seria feito então de tal e tal forma. (76-88, 01/02/1975)

Um ponto que devemos saber, é que Deus ao criar o mundo, criou primeiro o ambiente. Ou seja, a criação do ambiente veio antes. Devemos entender isto. Este aqui é um mundo que inevitavelmente funciona centrado em sujeitos e objetos. Este é o resultado. O mundo natural desenvolveu-se como o mundo fenomenal onde sujeito e objeto atuam após combinarem-se. (131-217, 04/05/1984)

Observando a lógica da criação do universo, vemos que este não foi feito criando-se primeiro o que é principal para depois se fazer o que o acompanharia. Ao invés, antes de se criar o cerne foram criadas as condições recíprocas necessárias. Ora, para se criar o homem, tinha que se criar primeiro o pó da terra... Tomando por base o que é externo é que vêm a ser edificado o que é interno. Esta é a lógica da criação do universo. Busca-se sempre algo maior do que se tem no presente, e do ponto onde não se tem valor segue-se em busca do que é mais valioso. A lógica da criação é assim. Quando observamos a criação do ser humano, vemos que, o corpo foi feito primeiro e depois foi criado o espírito. (152-319, 18/08/1963)

Deus queria se orgulhar ao contemplar a Criação feita durante os 6 dias. Contemplando a todos os seres criados, Ele se sentiria infinitamente feliz. Com este coração de felicidade, repetidamente diria: “Ó isto é bom! Isto é bom!”. Para quem Ele diria isto? Ele diria para a criação. Saibam que Deus diria isto com fervor em seu coração em relação à criação. (5-236, 08/02/1959)

Quando Deus fez o mundo criado, Ele sentiu alegria. Tendo criado, ao vê-lo, disse que era bom. Havia alegria. Mas o que é a alegria? É o que se sente ao se atingir algum objetivo.
Pela consciência do propósito de Deus ser inerente à Criação, Ele sentiu muita alegria após criar todas as coisas. Assim sendo, como será o mundo restaurado? Em poucas palavras, é o mundo em que vivem as pessoas que possuem uma afinidade de coração concreta com Deus, que ao observar os seres da criação, podem exaltar a Deus através de observar os indivíduos dela.
Do ponto de vista do Céu, aqui é onde o valor do caráter habita. A história de pessoas como São Francisco de Assis, que deu sermões para animais e pássaros, não é uma mentira. Parece um sonho, porém é uma realidade.
(9-168, 08/05/1960)

Pode-se ter o amor quando se está sozinho, porém o efeito do amor não surge antes que haja o companheiro para amar. Nem se quer Deus pode amar sem um companheiro. Apesar do amor ser o que Deus mais gosta, sozinho este não se materializa. Sozinho não é possível se sentir a alegria do amor, não se pode sentir o ímpeto do amor. Foi por esta razão que Deus criou o universo. Ele o fez como o objeto de amor o qual Ele pudesse amar e com o qual pudesse regozijar-se. Depois de criar o universo, Ele criou Adão e Eva como senhores dele. (143-82, 16/03/1986)

5.2. O Tamanho e a Estrutura do Misterioso Universo

Todas as coisas da criação são materiais didáticos que capacitam os amados filhos e filhas de Deus a descobrirem o ideal do amor. Por isso há as estruturas recíprocas. Os minerais funcionam em relações de sujeito e objeto e até os átomos, prótons e elétrons funcionam através de uma relação de sujeito e objeto. Sem funcionar desta maneira eles não poderiam continuar existindo. Sem movimento não pode haver continuação e existência eterna. Este é o porquê do universo poder ser descrito como um mundo criado centrado no ser humano, que tem a este como seu ponto central, e que foi criado para chegar até ele. (137-59, 18/12/1985)

O que é o universo? É como o corpo de Deus. É como o corpo visível de Deus - o outro Eu de Deus. Devido a isso, é possível existir o conceito de que eu posso amar de verdade. Isto é, amar o universo é senti-lo de maneira real. Os senhores passam a mão na cabeça desse jeito, não passam? Também, se tem alguma coisa grudada na roupa, a espanam, não é mesmo? Por que fazem isso? Porque as roupas são minhas, porque elas estão junto a mim, este é tipo noção que há aqui.
Ao perguntar o que todos os senhores devem fazer no futuro, a resposta é que devem servir Deus em meio aos seus corações e tornarem-se um com o coração de Deus, um com o corpo de Deus e um com todas as coisas da criação. Tal mundo de unidade deve ser realizado.
(86-171, 28/03/1976)

Quão grande é o universo? Ele tem alguns bilhões de anos-luz. A luz viaja 300.000 quilômetros em um segundo. Quão grande é a distância de 300.000 quilômetros? É a mesma distância de dar sete voltas e meia ao redor do planeta terra. Em astronomia, a distância percorrida pela luz em um ano, que viaja tudo isso em apenas um segundo, é conhecida como “ano-luz”. Baseado nesta unidade de cálculo, mesmo que a luz talvez viaje por muitas centenas de milhões de anos, ela ainda não chegaria ao fim do universo. O universo é assim tão grande. (127-216, 08/05/1983)

Pouco tempo atrás, no Observatório de Greenwich, foi possível descobrir estrelas numa distância de 10 bilhões de ano-luz, mas agora chegou o tempo em que somos capazes de ver estrelas numa distância de 15 bilhões de anos-luz e entraremos numa era onde será possível ver estrelas que estão até mesmo numa distância maior do que esta.
Ao perguntarmos: “Quão grande é o universo?”, vemos que esta grandeza é também um número principalístico - 21 bilhões de anos-luz. Eis que ele é assim tão grande.
Isto significa que, se a luz partir daqui, após 1 segundo após sua partida foram percorridos 300 milhões de metros... a velocidade que a luz vai é então de 300 milhões de metros por segundo. Em termos de distância, é o mesmo que dar sete voltas e meia ao redor do globo terrestre. Só no “tictac” do relógio ela dá sete voltas e meia no globo terrestre. Para contar a distância de apenas um dia de viagem da luz, nossas costas ficariam curvadas (ficaríamos velhos), ficaríamos totalmente caducos e desistiríamos, porque isto não levaria apenas 100 anos, mas sim levaria, algumas dezenas de milhares de vezes os nossos 100 anos de vida. Um milhão vezes 100 é igual a 100 milhões, assim sendo, são 100 milhões de anos-luz. Percorrer 100 milhões de anos luz é igual a 1 milhão de pessoas todas nascendo e vivendo até a idade de cem anos uma após a outra. Mesmo após 1 milhão de pessoas terem morrido, a luz continuará seguindo adiante.
Neste caso o quanto é 21 bilhões de anos-luz? Juntando todas estas pessoas que nascem e morrem e vivem até os 100 anos, assim serão 210 milhões de pessoas e mesmo neste tanto, a luz continua indo adiante. Esta longa distância não é uma linha reta. Ela segue rodeando e rodeando em círculos. Assim é o universo.

A final de contas, o que é a perfeição do universo? Para que o universo seja perfeito, eu preciso ser perfeito. Não importa o quanto o universo talvez seja perfeito, se eu não sou perfeito isto não tem nada a ver comigo. Todos nós sabemos que não importa o quão bom seja o mundo, não importa o quanto o mundo externo seja bom e dance em felicidade, se no momento você está aflito e em sofrimento, todo aquele ambiente feliz do mundo externo não terá nenhuma relação contigo. (166-210, 07/06/1987)

A respeito da perfeição do universo, tal como o mundo externo é alegre, o meu próprio mundo interior deve também se alegrar. Para se alegrar, tanto minha mente como meu corpo devem estar felizes. Se eu olhar para as minhas células, todas elas devem estar felizes. As células dos olhos e as células da sola do pé são diferentes, não são? Mas mesmo sendo diferentes, todas elas devem estar felizes. Assim também devem estar as células da mão e todas as outras células. A perfeição do universo surge quando temos um mundo no qual podemos sentir a alegria do amor ressoando centrada na mente e no corpo, não isoladamente, mas de forma unida com nenhum dos dois faltando, e sim com ambos sendo capazes de alegraremse. (166-210, 07/06/1987)

5.3. A Natureza é o Material Didático que Ensina sobre o Ideal do Amor

As pessoas que oram chamaram a natureza de “a primeira Bíblia”. Ela não é a segunda. Ao olharmos a Bíblia, a qual é um documentário da história de Israel, não podemos entendê-la precisamente. Vocês sabem o quanto eu quebrei a cabeça tentando entender seu conteúdo? Ela é como as previsões de um adivinho as quais se você põe no nariz viram um “piercing”, mas se a põe na orelha se torna um brinco. Ela é um recurso para fugir da realidade. Se quisermos julgar o conteúdo da realidade e distinguir a seqüência dos eventos, então, muito mais poderoso do que a Bíblia é o mundo natural criado por Deus. (20-270, 07/07/1968)

A afinidade é produzida a partir daquilo que é extremamente pequeno. Os senhores, como indivíduos, também são corpos vivos onde seus 400 trilhões de células estão se relacionando em afinidade. Nada no mundo do ideal de Deus, centrado no amor verdadeiro, ou seja, nenhum ser existente no macrocosmo, veio a existir fora do coração e do amor de Deus. O poeta que venha a sentir esta realidade será um grande poeta. Se existir um poeta que possa sentir o coração do universo na visão do balançar de uma simples folha e dar expressão a este sentimento, ele será um poeta universal. Nós não imaginamos o fato de que tudo ao nosso redor, e até mesmo o desconhecido por nós, todas as coisas da criação, existem junto ao amor de Deus. Se entrarmos em um estado místico espiritual, poderemos ver que até mesmo um pequeno grão de areia contém o princípio do universo e até mesmo em um átomo está contida a infindável harmonia universal. Mesmo que não possamos saber muito sobre todas as coisas existentes, não podemos negar que todas são seres resultantes de uma força unificadora ainda desconhecida. Por trás das moléculas estão os átomos, por trás dos átomos estão as partículas... todas estas coisas não existem de forma inconsciente, mas sim, são seres com uma consciência e um propósito. Este é o porquê de todas as coisas existentes virem a existir pelas mãos de Deus. Entendam plenamente o fato de vocês existirem indubitavelmente em uma relação com o coração de Deus. (9-167, 08/05/1960)

Que tipo de pessoa é um mestre espiritual? O maior de todo os mestres espirituais é aquele que tem um coração tal que seja capaz de pegar uma simples folhinha de grama e dizer: “Deus!” e perceber que o valor desta folha é equivalente ao valor de sua própria vida. A pessoa que consiga cantar sobre este valor desta maneira, será o maior de todos os artistas. Se alguém descobrir a beleza exótica da variedade do coração e do amor de Deus, observando a variedade de todas as coisas da criação e se esta pessoa sentir que ela pode se tornar amiga de todas estas coisas e sentir alegria junto com elas, se este sentimento mover cada simples célula desta pessoa, eis que ela então se tornará alguém que pode representar todo o universo. Este tipo de pessoa será o senhor da criação. Mas como é possível alguém que não sabe fazer nada além de comer, vir a se tornar o senhor da criação? (9-168, 08/05/1960)

Observando cuidadosamente as crianças, vemos que elas gostam principalmente das criaturas vivas como os cachorrinhos, insetos, pássaros e animais selvagens. Qual é o porquê disto? Porque as pessoas originalmente são assim. O que isto significa? Significa que o interesse delas é despertado quando vêem o mundo natural e a terra em movimento. Apesar de poder haver diferentes níveis de bases recíprocas, as pessoas apreciam e sentem interesse ao verem estas coisas. Desta maneira, elas aprendem sobre todas as propriedades do amor dentro de si mesmas.
Se olharmos para as larvas, os insetos ou animais, podemos ver que todos eles existem em pares. Se desta maneira, olharmos para a natureza e nos perguntarmos “o que é isso?”, descobriremos que ela é um museu de materiais didáticos para o desenvolvimento e educação do ideal de reciprocidade, como objetos de amor da humanidade.
(137-211, 03/01/1986)

Deus criou o universo e todas as coisas da Criação como materiais didáticos que capacitam os amados filhos e filhas Dele a descobrirem o ideal do amor. Por isso é que tudo funciona num sistema de pares. Os minerais funcionam em relações de sujeito e objeto. Até os elementos da matéria, que são os átomos, prótons e elétrons, funcionam através de uma relação de sujeito e objeto. Sem estarem numa interação eles não podem existir. Sem movimento não pode haver continuação e existência eterna. Por isso deve haver ação.
O ser humano enquanto cresce adquire conhecimento observando a natureza. “Ah! O mundo dos insetos é assim!” , e dessa forma segue aprendendo. Podemos admirar calmamente uma noite de outono com a luz da lua e o brilho das estrelas no céu, enquanto ouvimos o som dos insetos como a apresentação de uma orquestra. Por que eles emitem estes sons? Eles cantam sobre seus ideais enquanto buscam suas companheiras. Eles sussurram o amor. As aves, e todos os outros animais expressam o que através de seus sons tristes ou alegres? Emitem sons seguindo um denominador comum: o amor. Eles são inferiores na escala das espécies e estão distantes do eixo central, e mesmo assim, estão girando ao redor do eixo no mesmo plano horizontal. Eis como são todas as coisas existentes.
(137-59, 18/12/1985)

Há três tipos de canto dos pássaros. O primeiro é o cantar dos pássaros quando estão com fome. O segundo é o canto para enamorar a parceira e o último é o cantar que avisa quando há perigo. Eles são todos diferentes. Apesar das pessoas comuns não saberem disto, no mundo dos pássaros eles conhecem todos estes diferentes cantos. Ao cantarem por estar com fome todos os outros saberão de imediato. Porém, ao redor de que as vidas diárias deles giram? Se eles estão com fome, tão logo comam a fome acaba. Também não estão em perigo por todos os dias de suas vidas. A maior parte das canções deles estão centradas na relação de dar e receber com o companheiro de amor. (137-212, 03/01/1986)

Os seres humanos foram criados como parceiro sujeito e parceiro objeto, ou seja, como um par. O mundo das coisas criadas, as quais existem para a humanidade, também veio a existir de acordo com o princípio do amor. Ademais, devido ao amor da humanidade, a vida e o ideal se tornam realidade. O mundo da criação existe para a humanidade. Em especial, ele existe como um livro texto para Adão e Eva enquanto eles crescem. É um museu que incansavelmente expõe a essência do amor. (135-12, 20/08/1985)

Todas as aves e os animais existem aos pares, e centrados no amor, entram numa atmosfera harmoniosa e alegre. As flores e borboletas são dois pólos extremos da criação, porém, elas harmonizam-se mutuamente. Esta é a relação harmoniosa do Céu e Terra. Os pólos complementares do universo produzem harmonia baseando-se no amor. O mesmo acontece com as aves migratórias. As aves do sul voam para o norte e as do norte voam para o sul amado entre si, indo de um lugar para o outro, cruzando as regiões. Ao fazerem isso, elas centram-se no amor para sempre. O ser humano aprende sobre o amor através do material didático deste museu criado por
Quando Deus e o ser humano simpatizam-se e amam-se, todos os seres criados no universo entram em ressonância e se harmonizam. Se Deus ama e gosta, o mundo angélico também vem a gostar, e todos os seres da criação gostam disso aplaudindo e exaltando a Deus. As aves que cantam entoam seus cânticos louvando a Deus e as flores exalam suas fragrâncias para tal.
Este mundo da Criação existe para expandir uma atmosfera encantadora na qual os protagonistas do amor mais elevado possam deleitar-se. Até mesmo sapos horrorosos coaxam “croa, croa, croa” quando fazem amor. Que elegante! As pernas deles tremulam rapidamente, subindo e descendo enquanto fazem amor. Quão esplêndida é esta cena, não é mesmo? Esta é a arte mais sublime.
(142-274, 13/03/1986)

Conforme crescessem, Adão e Eva aprenderiam: “Ah!!! É desse jeito que se faz o amor!”. Deus desenvolveu o mundo das coisas criadas como um material didático para levar o ideal do amor humano até a maturidade. De pouco em pouco, ao crescerem, eles diriam: “Ah! Antigamente andávamos como irmão e irmã, mas espere aí...!!!” e dessa forma os sentimentos mudariam. “Ah! É assim! ” e então, eles aprenderiam. Eles seguiriam diretamente por uma linha de equilíbrio que os levaria a colidirem um com o outro: “Deveríamos nos conhecer mesmo que morrêssemos. Não poderíamos seguir por outro caminho.” (137-60, 18/12/1985)

Adão e Eva, nascidos como os primeiros filhos de Deus, deveria crescer enquanto amadureciam a partir da infância até a esfera de proteção de Deus. Como seus intelectos deveriam desenvolver-se através deste processo, eles teriam compreendido o porquê da criação do mundo, e Deus teria educado-os através do mundo criado. O mundo criado, com todos os seres em movimento, era um material didático para ensinar Adão e Eva tudo a respeito da vida, eles deveriam ser nossos primeiros antepassados originais. Vocês devem entender o fato de que Adão e Eva não eram ainda perfeitos, e por isso, todos os seres vivos do mundo criado eram como um exemplo, um museu no qual eles podiam aprender sobre a vida ideal. (137-127, 01/01/1986)

5.4. Nossa Atitude para com a Natureza

Abrindo os olhos e contemplando a natureza pela manhã, esta cria uma afinidade suave com o nosso caráter original e faz brotar o sentimento de um novo ideal. Entretanto, ao se olhar para o mundo humano, quanto mais o vemos, compreendemos o fato que este nos emana sentimentos de desespero e tristeza. Se este fosse o mundo original, onde vivesse a humanidade não decaída, não sentiríamos tal tristeza ao observar o valor da humanidade. A humanidade não foi criada com o mesmo valor de uma simples folhinha de grama ou com o mesmo valor de uma flor ou de uma árvore. A humanidade é o que há de mais precioso e não pode ser trocada por nada na criação. Ela deveria ter aparecido como a encarnação deste valor incomparável, como representantes dos Céus.

Quando contemplamos a natureza, a qual está dotada com o amor de Deus, temos que sentir em nosso coração que nem mesmo as coisas maravilhosas que pertenceram aos reis e às pessoas famosas deste mundo, nem os tesouros antigos, nem as mais belas roupas usadas por mulheres famosas podem ser comparadas com a natureza. Se não conseguimos agir desta maneira estamos cometendo um crime perante a natureza, mesmo que não saibamos disto.
A pessoa que toma em suas mãos a criação, na qual Deus investiu Seu coração, e sente sua preciosidade quando observa um simples ser vivente pensando: “Pode o homem fazer coisas comparáveis a isso? Não importa o quão maravilhosa uma pessoa venha a ser, há como ela ser mais maravilhosa do que Deus?”, é sem dúvida um filho de Deus. Este tipo de pessoa não necessita orar. Esta é uma pessoa na qual Deus habita. Os Céus estão empurrando a humanidade para semelhante de posição.
(9-175, 08/05/1960)

O ser humano gosta e valoriza alguma coisa que pertença à pessoa que ele ama, não importando o que seja. No entanto, ele não sabe valorizar as coisas da criação que foram feitas por Deus, a quem se deve dar o maior amor de todos. Pode uma pessoa assim, ser um filho ou filha de Deus? Todos vocês, que carregam a responsabilidade de libertar a amargura e a lamentação do coração da criação, até mesmo ao verem uma simples grama ou uma folha de uma árvore, devem experimentar de forma profunda o coração de Deus há 6000 anos (bíblicos) atrás, quando Ele então criou estas coisas. Vocês devem ter este tipo coração.
Esse é o motivo pelo qual deve-se ser capaz de derramar lágrimas ao ver uma simples grama pela beira da estrada. Ao abraçar um simples pé de árvore você deve ser capaz de chorar enquanto diz, “Quão triste você tem sido desde que perdeu seu senhor?” Esta pessoa que vos fala agora, já chorou muito. Abracei uma pedra e chorei; chorei até mesmo enquanto observava o soprar do vento. Como vocês ouviram essas palavras, devem ter entendido porque fiz isso.
(9-176, 08/05/1960)

“Preciosas coisas da criação feitas por Deus, preciosas coisas da criação que tem uma eterna afinidade com Deus, tenho que reconhecer vossa tristeza, por nunca terem recebido o tratamento que hoje em dia é dado aos tesouros nacionais e aos objetos preciosos dos palácios reais”. Eu apreciei as coisas da criação dizendo estas palavras. Se todos vocês tiverem um coração que sinta que “mesmo que todas as pessoas do mundo não reconheçam a criação, nós ainda assim devemos simpatizar com ela”, no futuro serão o tipo de gente que se tornará uma nova raça e controlará toda a humanidade. Isto não é uma teoria, é um fato. Quem entre vocês irá observar a natureza como sendo mais preciosa do que a herança de sua família, a qual tem sido transmitida de geração a geração, ou mais preciosa que o mais valioso diamante? Onde está este tipo de pessoa? Deus, quando ver tal pessoa que simpatiza com as coisas que Ele fez, abraçando-as em lágrimas, dirá “Venha a mim”. (9-175, 08/05/1960)

O que é a natureza? É como uma galeria de arte que Deus nos deu como um presente, algo que Ele preparou para o nascimento de seus queridos filhos e filhas. O som dos pássaros, ou até mesmo uma simples grama crescente são ornamentos para tornar bela a vida de seus amados filhos e filhas. Até mesmo uma pedra que rola estrada abaixo, foi criada para filhos Dele, que se tornarão os senhores que governarão a nação e com ela, embelezarão esta nação. Acontece o mesmo com a água que corre nos rios. A natureza não foi criada para ser monótona e sonolenta, mas sim para ser um jardim de incomparável harmonia para o príncipe dos sonhos, o príncipe da esperança, o qual poderá herdar tal mundo que foi criado pelo amor. É por isso que podemos aprender muito com todas as coisas da criação. Quando os pássaros machos e fêmeas cantam, até uma dona de casa aprende com isso. Vocês devem saber como louvar a beleza do mundo criado e viver seguindo rumo ao mundo de respeito mútuo, mesmo que seja ao risco de suas vidas. Se alguém faz isso, até os pássaros desejarão vir e viver nas redondezas da sua casa para criarem os seus filhotes. (175-187, 16/04/1988)

Não importa o quão preciosa possa ser uma obra de arte em um museu – há como isso se igualar a uma obra de arte viva? A questão é: “Quem conseguiu amar esta Terra, que é uma obra de arte divina e o museu de todas as coisas da criação, mais do que Deus ama?” Estou perguntando se vocês amaram esta Terra mais do que amaram as coisas que estão nos museus de seus países.
Há como compararem uma folha de dente de leão que caiu à beira do caminho com uma coroa de ouro da Dinastia Shilla, guardada num museu, sendo que a primeira foi feita pessoalmente por Deus? Se houver um rei que cuide da planta com o coração de dizer: “Tu estás em posição de receber amor. Sinto pena que a partir da minha posição de rei, não consigo dar-te o amor pelo qual o Deus original veio a existir” – as folhas da planta desejarão então seguir a este rei e estar com ele eternamente. Eis a forma como as pessoas deveriam viver.
(175-187, 16/04/1988)

5.5. Ame a Natureza e Ame as Pessoas

Deveriam saber como amar a natureza e como amar as pessoas. Todos vocês devem entender que quem não consegue amar as pessoas e não consegue amar a natureza, também não consegue amar a Deus. As coisas da criação são a existência simbólica de Deus. Devido a que a humanidade é a existência substancial de Deus, os que saibam como amar à criação e a humanidade saberão amar à Deus. (70-178, 09/02/1974)

A natureza deve ser amada sempre. Devemos amar a natureza e amar a humanidade. Devemos amar as pessoas de todas as cinco cores da raça humana. Diria Deus: “Oh, eu gosto apenas de pessoas brancas?” Neste caso, todos deveríamos usar roupas brancas. Pessoas brancas deveriam usar somente roupas brancas. Deveríamos todos jogar fora nossas roupas coloridas. Por que usar roupas pretas? Porque usar roupas coloridas? Seria uma contradição. (133-30, 01/07/1984)

Todos os elementos químicos, e até os microrganismos buscam seguir o caminho do amor. Eles buscam encontrar a célula que pode colocá-los em contato direto com o amor que se une em um só corpo com Deus. Quem faz isto é o ser humano. Devido a isso, devem sacrificar-se em prol do amor. Há que se investir a si mesmo. Por haver a tradição de investir a vida e tudo o que se tem, o que está em um nível inferior pretende investir a si mesmo para aquele que está em um nível superior. Isto não é a Teoria da Evolução de Darwin, mas sim, a lógica de ser absorvido centrando-se no amor. A questão é como o valor de uma destas criaturas menores se eleva enquanto ela é usada como um elemento da criação em função de outra que está no nível de valor subseqüente. (204-131, 01/07/1990)

Devemos sentir que todas as coisas que Deus criou são objetos de nosso amor. Devemos nos tornar pessoas que amam inclusive as formas mais diminutas de vida, sem mencionarmos os seres humanos e todas as coisas vivíeis e invisíveis no Céu e ao mesmo tempo, podermos receber amor de parte delas.
Pela manhã quando ouvimos os pássaros cantando “piu, piu, piu, piu”, ao invés de dizermos, “Eita esses pardais!!! Eu quero dormir até mais tarde mas esses bichos ficam fazendo piu, piu piu, piu!!!?” devemos pensar: “Oh!Muito obrigado! Vieram para me acordar. Rá, rá! Vocês vieram para me avisar que uma pessoa muito preciosa me visitará hoje!” A perspectiva deve ser diferente. Isto é algo grandioso.

Deus criou o mundo angélico ao mesmo tempo em que criou o mundo humano. Que tipo de mundo é o mundo angélico? Somente quando os seres humanos apareçam como flores portando toda beleza e exalando fragrâncias, como as flores que dão frutos, é que finalmente um ninho de amor poderá ser preparado. Devido a isso, toda vida irá começar desde este ponto e todos os seres viventes poderão harmonizar-se a partir disso. Esta harmonia é possível graças aos seres humanos.
Centrados em tais pessoas na Terra, inúmeras tropas de anjos nos céus, estabeleceriam uma esfera de harmonia subjetiva e recíproca na qual poderiam estabelecer uma ação de dar e receber com as pessoas tal como as borboletas e abelhas o fazem em relação às flores. Quando isto acontecesse, sem dúvidas um jardim florido de harmonia apareceria, onde então, Deus se regozijaria, as pessoas se regozijariam, os anjos se regozijariam e toda Criação estaria imersa no amor. Assim, o banquete da primavera se iniciaria.
(31-124, 03/05/1970)