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Seção 5. Onipotente e Onisciente dentro da Lei

5.1. Onipotente e Onisciente sobre a Base do Princípio

Qual foi a motivação de Deus ao criar o céu e a terra e todas as coisas? Era adentrar o cerne fundamental. Deus não precisa de dinheiro. Então, não foi devido ao dinheiro. Também não foi devido ao conhecimento nem devido a curiosidade, que Ele criou. Não foi em busca de ter algum poder. Não há nada que um ser onipotente, onipresente e onisciente não saiba. Ele é o Rei da sabedoria, o Rei da capacidade e o Rei do ouro. Ele pode fazer quantos diamantes Ele quiser. Por isso, para Deus, os diamantes são desnecessários. E mais, falando sobre conhecimento, como é esperado, se compararmos todo o barulho que os cientistas de hoje fazem por pesquisarem e encontrarem apenas uma lei do mundo natural, e a partir disso, tornarem-se doutores criando todo um tumulto, comparando isso com o conhecimento de Deus em criar todas as leis e os preceitos que podem controlar tudo como um corpo organizado, mobilizando a tudo e estabelecendo todos os princípios e regras centrais do universo, eis que o barulho dos cientistas passa a ser nada. Na arte ocorre a mesma coisa. A arte não vem de outro lugar se não do aprendizado com a natureza. Tudo é aprendido a partir da natureza, e não há nada na arte que não venha dela. (182-122, 16/10/1988)

Sendo Deus onisciente e onipotente que tem Ele alguma necessidade de poder? Não é Ele o sujeito que consegue mover o universo? Por ser o grande rei da força, Ele não necessita de força. Mesmo que se diga que durante a história nasceram grandes e bravos heróis, todos os reis e imperadores que regeram as grandes nações desapareceram. Todos estes foram pessoas que dançaram conforme a música da autoridade de Deus. Deus não precisa de dinheiro e conhecimento tal como nós seres humanos. (176-166, 09/05/1988)

Deus é uma existência absoluta. Um ser onisciente, onipotente e onipresente. Não a nada que Ele não saiba e nada que Ele não consiga fazer. Assim, o que o Deus que possui todas as coisas como sujeito em uma posição absoluta, necessita? Deus, mesmo sendo o sujeito absoluto, ao mesmo tempo em que é sujeito tem o desejo de se tornar parceiro de amor de alguém. Por que Ele deseja isso? Não precisamos apenas do leste. Se há o leste, o oeste se faz necessário e se há leste e oeste, norte e sul são necessários e se estes existem, frente e atrás bem como acima e abaixo são necessários para que uma forma esférica possa ser criada. Devido a isso, o universo se move através do padrão esférico.

No cosmos que tipo de estrelas podemos encontrar? Será que há uma estrela feita de diamantes? Será que o todo poderoso e onisciente Deus que criou o universo não criou nem sequer uma só estrela feita de diamantes?

O que é a coisa que Deus mais gosta? Acadêmicos famosos? Acadêmicos famosos não tem nada de especial. Mesmo que estes venham a pesquisar algo e descobrir como isto é, será algo que o Deus que proclamou todas as leis do tempo e espaço, criou no ato de fazer todo o mundo natural, e não eles. Deus não também não gosta de estudiosos. A seguir presidentes? Será que Deus vai gostar do Reagan, presidente do Estados Unidos? Deus é o presidente do universo. É onipotente, onisciente e absoluto, mas enfim do que é que Ele precisa? Deus também não gosta do poder. Em seguida o que é? Dinheiro? Quanto a este não dá nem para falar. (141-248, 26/02/1986)

Deus é todo poderoso e onisciente. Se Ele ficasse nervoso e golpeasse a terra, de uma só vez, tudo seria quebrado em várias partes. Presidentes e até os bem nascidos do mundo, com um só grito, seriam eliminados sem nem deixar o caldo. Ele precisa de poder? Perante Deus, o poder é desnecessário. Estas, são coisas que os puxa-saco gostam. Logo, quem gosta disto? O diabo gosta disso.

Por que Deus criaria o céu e a terra? Se eu lhes disse-se que Ele criou para se orgulhar de Sua força, de Sua onipotência e Sua onisciência, isto lhes cairia bem? Assim, as coisas criadas pela força agradeceriam a Deus dizendo: “Muito Obrigado Deus por ter me criado espancando-me com toda Sua força”? Ou se sentiriam bem por que Deus ao criá-las usou de muita sabedoria? Ou então, seria talvez do agrado delas serem criadas por um Deus com muito poder? O que tem a ver o poder e a sabedoria de Deus com a minha felicidade? Este tipo de poder é o poder de Deus ou é o meu poder? É a sabedoria divina ou é a minha sabedoria? Pensamos que Deus nos olha como sendo miseráveis ineptos. Isto se torna um problema. (175-151, 16/04/1988)

Os cristãos de hoje em dia falam: “Deus Pai! Ó Pai todo poderoso e onisciente!” Mas o próprio Deus é onisciente e onipotente sobre a base dos princípios fundamentais, sem esta base, Ele não é onisciente e onipotente. Ele não é um Deus que faz tudo o que bem entende. Uma vez estabelecida a lei, a lei estabelecida por um Ser absoluto é também uma “lei absoluta”. Não é uma lei que Deus estabeleceu por Si só conforme sua própria conveniência. A autoridade de Deus é surpreendente por que Ele mesmo se adapta e segue à lei estabelecida. Para estabelecer o bem público, Deus estabeleceu as leis públicas que são capazes de concatenar todas as regras fundamentais das leis naturais, e assim, O Deus absoluto teve que em primeira mão, Ele mesmo, caminhar conforme estas para depois fazer com que todas as pessoas as seguissem. Isto não pode ser feito de outra maneira. Este é o padrão ideal da criação do ser humano. (162-184, 12/04/1987)

Deus não pode fazer isso sozinho. O pensamento dos líderes religiosos atuais é: “O Deus onipotente e onisciente que tem o poder da Criação e pode fazer tudo quando e como Ele bem entender.” Se vocês pensam assim eu não sei, mas me desculpem! Todos os seres criados no céu e na terra agem de acordo com os grandes princípios e leis. Até mesmo para Deus, não é possível agir quebrando estes princípios. Mesmo o presidente de uma nação, colocando em primazia a constituição, deve seriamente considerar todas as leis decretadas através da legislação. Não é devido a não ocorrência disso que hoje acontecem os tumultos? (166-101, 30/05/1987)

Pode parecer estranho falar dessa maneira mas, se Deus quer amor e consegue fazê-lo, por que Ele não faz amor para Si mesmo? Por que se Ele fizesse amor como bem entendesse, sua posição como Deus seria extinta. Assim, Ele não o faz e tal é o porque dele não o fazer. Entendem sobre o que estou falando? “Ó Céus! O Deus todo poderoso e onisciente não pode fazer....?” Logo, por conclusão, presumo que o dualismo e o politeísmo cairão... mas se duvidarem é isso. (173-213, 18/02/1988)

Ultimamente as pessoas ao falarem sobre os atributos de Deus dizem que Ele é absoluto, onipotente, onisciente, onipresente, único e mais ainda: eterno e imutável. Mas sendo absoluto, o que Ele faz? Sendo Ele único o Ele faz? O que temos a ver com a unicidade de Deus? É um grande problema. Sendo onipotente e onisciente o que Ele faz? O que tem isso a ver conosco? Eterno, imutável, e faz o que? Mesmo sendo bom para Deus ser assim, se Ele não tiver uma relação inferior com o ser humano, Ele se torna inválido - desnecessário. Não é possível viver uma vida de fé às cegas. Todas estas coisas devem ser esclarecidas. (223-260, 12/11/1991)

Não há nada que Deus não saiba. Ele é onipotente, onisciente, onipresente e plenipotenciário. Mas, o que isto tem a ver comigo? Que tipo de relação isto tem com a minha pessoa? “Ah, é bom que Ele me domine já que Ele tem toda a força! Já que Ele é onipresente pode me inspecionar em qualquer lugar, que bom! E se tiver algo que eu não sei Ele fará uma análise minuciosa do assunto me deixando até sem movimento” Se Deus dominar a nós apenas através da onisciência e onipotência, seria isto algo bom e apreciável? (130-209, 22/01/1984)

Através do que Deus domina o céu e a terra? Domina através da lei, mas até mesmo esta lei é uma lei que rege através do amor. Assim, até mesmo a lei do universo se mantêm para apoiar a direção do domínio. O motivo de Deus criar o ser humano é por que Ele estima o amor. Ele poderia ficar quieto, sozinho, mas por que Ele criou? Por que Ele necessita de amor que O estimule e que O impulsione. (121-104, 24/10/1982)

5.2. Apenas o Amor é o Padrão Absoluto

Há uma coisa que deixa Deus sem ação. Deus é onipotente e onisciente, não é mesmo? Apesar Dele ser onipotente e onisciente, há uma coisa que Ele não pode fazer por sua própria vontade. Com o que isto se parece? Seria o ouro ou os diamantes? Não teria Ele poder para fazer estas coisas? Há sim uma coisa que este ser onipotente e onisciente não pode fazer por sua própria vontade. O que é isso? É o amor. O amor. Será que há amor dentro de meu coração também? Há amor no coração de vocês? Basicamente sim. Mas se vocês tivessem que dizer: “ Oh, meu amor! Eu sozinho sou meu próprio amor! Meu amor!” para si mesmos o tempo todo, seriam uns loucos. (142-269, 13/03/1986)

Conseguiria Deus obter amor sozinho? O único, onipotente e onisciente Deus ao estar sozinho seria capaz de dizer: “Ai que bom! Sinto-me tão bem!”? Caso isso aconteça, não poderemos deixar de dizer que até mesmo Deus enlouqueceu. O mesmo seria válido para o Reverendo Moon, caso ele afirmasse poder sentir amor estando sozinho e saísse falando: “Oba, que bom! É o meu amor! Se assim acontecesse, as pessoas não iriam dizer que sou um louco? No entanto, tendo nem que seja um lenço de papel como parceiro de amor, e nesse caso, centralizando-se neste lenço, se você disser: “Tu meu amado lenço!”, haveria alguém que te xingaria? Somente no mundo do amor, um parceiro objetivo pode ter o valor e a autoridade capaz de fazê-lo ser um representante do universo. (142-34, 03/03/1986)

Não importa o quanto Deus seja absoluto, ao estar só, Ele não pode possuir amor. Por ser o amor algo que, sem falta, só é encontrado em uma relação recíproco, por mais que Deus seja todo poderoso e onipotente, o amor é a única coisa que Ele não pode possuir estando só. Ele obviamente possui a natureza do amor, mas o estímulo e os sinais do amor, por aparecerem apenas através do parceiro recíproco, ao se estar só não podem ser manifestados. Isto é o amor. A força do amor. (138-246, 24/01/1986)

Os viúvos são pobres coitados, mas porque dizemos isso deles? Por que apesar de terem amor dentro si, eles não tem nada que possa colocar tal amor em movimento. Não importa o quão onisciente e onipotente Deus seja, o amor não atua quando não há um parceiro recíproco. Com quem o Deus, Criador do céu e terra, deseja ter uma relação? Ele deseja empenhar Seu amor sobre Adão e Eva. (130-23, 11/12/1983)

Deus gosta do amor; e de que tipo de amor Deus mais gosta? Do amor verdadeiro. Mas que tipo de amor é o amor verdadeiro? Onde se diz que esta a raiz do amor, a raiz do amor verdadeiro? Esta raiz não é algo que está em Deus. Isto soa estranho, não é mesmo? Mesmo sendo onisciente, onipotente e o mestre do amor verdadeiro, Deus não quis que a raiz do amor começasse a partir de Si mesmo. Ele pensa em plantar esta raiz em uma pessoa que possa se tornar o Seu objeto do amor.

Para quem Deus criou o céu e a terra? Foi para Si mesmo ou para o bem dos seres criados que são Seus objetos de amor? Podemos ver obviamente que Deus criou também para o seu próprio bem, más, devemos saber que Ele estabeleceu toda a base da criação por considerar mais importantes os seus objetos de amor. Se perguntarmos quem é o sujeito destes objetos de amor a resposta é: o ser humano. P pensamento de Deus é concentrar-se no ser humano, na felicidade de todas as pessoas. Mas Deus não é por Si próprio um ser onisciente e onipotente? (109-269, 02/11/1980)

Deus é absoluto e mais ainda, é onisciente, onipotente, onipresente, mas será que até mesmo o amor Ele pode fazer da forma que bem entender? Não. Deus também está recebendo o controle do amor. Assim sendo, o que é Deus? Deus não é onipotência e onisciente? Se dissermos: “Deus, Tu não podes ser onipotente?” e Ele diria: “Eu sou onipotente mas perante o amor não posso usar minha onipotência”. Por que será que Deus é assim?

Deus sozinho não pode fazer o papel de Deus? Que graça há nisso? Ele se preocuparia com o que comer? Preocuparia-se em dormir? Teria preocupações quanto a o que vestir? Ele pode ter suprimentos de todas estas coisas na quantidade que bem entenda. Ele talvez deseje embarcar num avião e ficar voando por aí, mas ficaria chateada em menos de uma hora. Não importa o quão onisciente e onipotente Deus seja, e não importa o quanto ele se orgulhe quanto a si mesmo de ser assim tão especial, nada disso terá graça. Ele é tal como nós. E de igual forma Ele não tem outra maneira. Ele também precisa encontrar satisfação oriunda de ver algo valoroso no qual Ele tenha empenhado esforços para criar. (161-116, 11/01/1987)

Qual o anseio de Deus ao fazer a Criação? Ele é um ser absoluto, mas, estimando o que é que Ele veio a criar - esta é a questão?
Ele não necessita de ouro e não necessita de conhecimento já que é onisciente e onipotente; Ele é possuidor de todas as coisas, mas qual a necessidade que o levou a criar o homem? Qual é a motivação fundamental o ato de Criação? Não é o poder, não é o conhecimento e nem são as posses materiais. O que faltava para Deus? Faltava a base do amor. Deus também, como é de se esperar, não consegue realizar o amor ao estar só. Portanto, a motivação da criação do céu e da terra, a origem, o “Alfa” dela, é o amor.
(149-150, 21/11/1986)

Que tipo de amor Deus necessita? Deus tem amor, porém ele somente pode amar quando possui um parceiro de amor. Senhores! Os senhores possuem amor? Assim sendo gostariam de ficar dizendo: “Oba, que bom! Oh meu amor!” enquanto estão a sós? O amor funciona apenas quando temos um parceiro. Esta é uma regra básica do universo. Por mais que Deus seja todo poderoso e onisciente, quando Ele não tem um objeto de amor, Ele é um Deus de tristeza e de solidão. (94-255, 01/10/1977)

Não importa quanto Deus possa ser maravilhoso, absoluto, onipotente e onisciente, sozinho, nada de bom pode Lhe acontecer. O substantivo alegria e eventualmente as palavras: "Estou Bem! Está tudo bom!" são palavras que não se concretizam ao se estar só. Sem falta, o indivíduo deve estar em posição de ter uma relação com seu parceiro de amor para poder fazer uso das palavras: "Estou bem, sou feliz."
Não importando quanto Deus possa ser onipotente e onisciente, estando sozinho, Ele não pode ser feliz. Um bom cantor ao estar sozinho e cantando para ninguém sente-se feliz? Deve haver um parceiro recíproco. Deve haver dar e receber para se sentir bem. Dessa forma, para que Deus se sinta bem, inevitavelmente Ele não pode ficar sozinho.
(65-18, 13/11/1972)

Qual é a fonte da existência do próprio Deus? A partir do que Ele surgiu? Qual é o ponto de partida Dele? É a onisciência e a onipotência? Sua autoridade absoluta? O que Ele faz com esta autoridade absoluta? Ao estar só, o que um distinto cavalheiro faria com sua autoridade absoluta? Sem ter ninguém consigo, sozinho, se Ele se torna absoluto e tem conhecimento, o que Ele faz com estas coisas? Saber o que é a essência de Deus é um problema importante. É o amor. Não é um amor que obriga os outros a viverem em função de mim mesmo mas sim um amor que leva-me a viver pelo bem dos outros. (218-264, 19/08/1991)

Mesmo o Deus todo poderoso e onisciente fica imobilizado perante o amor verdadeiro. O presidente da Coréia por mais admirável que seja, ao estar perante o amor verdadeiro fica imobilizado. Quando verdadeiramente você ama sua esposa, deseja ou não deseja venerá-la? Você desejará fazer mais do que venerá-la..
Você pode pensar: “De que lugar do universo será que veio a minha esposa? Eu não consigo evitar de amá-la tão verdadeiramente.” A idéia de ficar sem ela paralisaria todos os seus membros. Que difícil seria pensar em ficar sem ela. O quanto a presença dela lhe faz feliz! Até mesmo o presidente da república, por sentir-se feliz com uma esposa assim, veneraria-a com as nádegas voltadas para o céu dizendo: “Minha querida, eu te amo! Te amo!” Nesta hora, a pequena mulher que estaria sentada em frente dele e sendo venerada, iria ou não gostar disso?
(211-84, 29/12/1990)

Por mais todo poderoso e onisciente que Deus seja, sozinho e conforme seu desejo, Ele não consegue amar. Talvez alguns digam que por Deus ser onipotente e onisciente Ele pode amar como bem entenda, mas se assim fosse isso seria um grande problema. Estaríamos nos confrontando com a lógica de que o objeto de amor é desnecessário. Logo, até mesmo Deus, sendo a existência central absoluta, para poder sentir o estímulo e a alegria do seu próprio amor, necessita de um parceiro de amor. (208-234, 20/11/1990)

O próprio Deus necessita de um parceiro. Até mesmo Ele não consegue realizar o amor sozinho. Se estou só, sem ninguém e veementemente falo “Oba! Hoje estou muito bem!”, não vão dizer que enlouqueci? Mas tendo um parceiro, mesmo que você fale veementemente que está bem, isto terá senso estará concordante com todas as condições ao seu redor. Até mesmo se o Deus todo poderoso e onisciente estivesse dançando e dizendo: “Que bom, que bom! A meu amor é bom” não seria isto uma coisa estranha? Vocês compreender isso. Até mesmo Deus, para realizar o amor, não pode estar sozinho. Ele pode sentir a estimulação do amor apenas quando possui um parceiro. Esta é a questão. (141-107, 19/02/1986)

Devido à Deus onisciente, onipotente e absoluto, não há nenhum poder entre as coisas existentes que possa ser páreo para Ele. Deus é também eterno, imortal e auto-existente. Se há alguma coisa que um Deus assim venha a desejar, o que seria isto? Se não é o dinheiro, não é o conhecimento e não é o poder, o que então Ele deseja? Há apenas e tão somente uma coisa que Deus precisa absolutamente. Esta coisa, ao mesmo tempo que necessária para Deus, é também absolutamente necessária ao ser humano. – Isto é o amor verdadeiro.

5.3. Até Mesmo Deus Obedece Absolutamente Perante o Amor

Já que o próprio Deus gosta do amor poderia Ele ficar louco de amor? Poderia o Deus onisciente, onipotente e maravilhoso, que criou os céus e a terra, enlouquecer de amor? Há situações em que o vovô que domina como um tigre, mansamente fica sob o controle da pequena vovozinha que fica em casa. É como se ele fosse puxado pelo nariz, e devido a que e por qual tipo de nariz ele é puxado para ficar assim? Devido a ser puxado pelo nariz do amor. O amor possui uma força formidável. Devido a isso, o próprio Deus fica imobilizado quando está perante o amor. (137-85, 24/12/1985)

Se existe o Deus onisciente, onipotente e cheio de capacidades, do que este Deus gostaria? Teoricamente falando, a conclusão mais adequada à que chegamos é que por ser Deus melhor do que o ser humano, Ele certamente gostar do amor. Mas afinal de contas o que é o amor de Deus? Mesmo desde antes do princípio dos tempos, Deus tinha o amor de eternamente viver pelo bem dos outros, e Ele procura praticar este tipo de amor. (90-82, 19/12/1976)

Os senhores devem ser filhos de Deus. Com base em que desejam se tornar filhos de Deus? No dinheiro? Será que Deus diria: “Sou onipotente e onisciente, e com base em meu grande poder é que vocês devem engajarse numa relação de pai e filho Comigo”? E que tal conhecimento? Estas são todas coisas secundárias. Deus deseja focalizar no amor e dizer: “Tenho que me fazer uno a este amor”. Precisam dizer: “apenas este amor é o que há de melhor!”. No dia em que passam a possuir este amor, até mesmo o Deus todo poderoso deste universo dirá: “Sim, sim!!!”. (69-176, 12/11/1973)

Não importando o quanto Deus seja todo poderoso, poderia Ele simplesmente ordenar que o homem e a mulher obedeçam absolutamente ao amor verdadeiro? Para se colocar na figura de um pai justo, Deus tem que dizer a eles: “Tal como Eu mesmo obedeço absolutamente ao amor verdadeiro, vocês também devem obedecer ao amor verdadeiro!” - ou seria apropriado se sem obedecer ao amor Ele ordenasse: “Ei! Vocês filhos e filhas, obedeçam absolutamente ao amor verdadeiro.” Como seria o correto? Neste caso, o Deus que está posicionado no amor verdadeiro tornar-se-ia então um Deus ditador. Apenas quando Deus diz: “Tal como Eu, eterna e absolutamente obedeço ao amor verdadeiro, vocês, filhos e filhas, devem também eternamente obedecer ao amor verdadeiro.” Assim os filhos e filhas Dele dirão: “Amém!”. Caso contrário dirão: “O Pai age do jeito que Ele quer e só nós temos que obedecer? Hum...”. E assim, isto seria um problema. Vendo dessa maneira, não podemos deixar de afirmar a teoria de que até mesmo Deus obedece absolutamente ao amor verdadeiro. (211-85, 29/12/1990)

Por mais que Deus seja onisciente e onipotente, Ele age em obediência absoluta perante o amor verdadeiro. Por que é assim? Sentem-se bem ou sentem-se mal ao ouvir isto? Será que ouvir sobre o amor verdadeiro no leste é bom e ouvir sobre este no oeste é mal? É bom ouvir sobre o amor verdadeiro tanto no leste, como no oeste, no sul, no norte bem como ainda ouvir sobre ele acima e abaixo. Também durante a noite, durante o dia, em todas as estações, atravessando a juventude e a velhice e para toda eternidade: - não nos desagradaremos em ouvir sobre o amor verdadeiro. (211-77, 29/12/1990)

Até Deus, que afirma ter força absoluta, busca pelo lugar onde o amor possa se fixar, o lugar onde este possa se erguer. Deus absolutamente gosta do amor. Gostar, Ele gosta absolutamente, mas até que nível Ele gosta? Gosta até mais do que de sua absoluta onisciência, onipotência e onipresença. Deus quer obedecer absolutamente o amor de forma a até mesmo abandonar tudo mais. Apenas assim é que pode haver sentido. Chamamos a Deus de pai da humanidade, não é mesmo? Assim, poderia o próprio, pai ao não estar vivendo centrado no amor, dizer para seus filhos e filhas: “Ei vocês! Vivam absolutamente centrados no amor, viu!”? Isto não pode ser dito sem um fundamento. Por isso, o próprio Deus, vive obedecendo absolutamente ao amor e assim fazendo pode educar Seus filhos dizendo: “Vivam desta forma tal como Eu vivo.”

O próprio Deus absoluto diz: “Ó Céus! Eu sou absoluto, onisciente, onipotente, onipresente e possuo todas as coisas mas seria tão bom se Eu também pudesse viver obedecendo a algo absoluto!” Deus também tem o desejo de viver para os outros. Por ser tal um Deus assim, Ele não ama buscando satisfazer a Si próprio. Seria impossível para Ele amar no intuito de satisfazer a Si mesmo. (201-115, 27/03/1990)

Com base em que a unificação será atingida? Será que por Deus ser onipotente e onisciente, ela será atingida através da onisciência Deles? Ou será que seria atingida através do conhecimento? Não. Então, com base em que ela será atingida? Com base no poder? Poder igualmente não funcionaria. Por mais que a primavera tenha poder ela não consegue ser nada mais do que a estação em que as flores desabrocham. Não importando o quanto o verão tenha força, ele não pode ultrapassar o período de sua exuberância e com o chegar do outono tudo se torna murcho. Por mais que o outono seja a estação das colheitas, este não consegue sobrepujar ao inverno. Para sobrepujar estas coisas, as estações devem estar sempre atendendo ao sol como seu centro.
Apenas neste ponto é que as quatro estações podem ser sobrepujadas – caso contrário não como se fazer isso. Quando Deus, na tradição de Pai, adentra a cena em que os filhos, filhas, irmãs e irmãos estão brigando, posiciona-se como centro e diz: “Façam desse jeito!” – por acaso eles todos não se unem? Os que digam que eles não se uniriam estão ensandecidos.
(221-192, 24/10/1991)

O conteúdo que faz com que a teologia moderna esteja fadada à ruína é o pensar que por Deus ser onisciente e onipotente, Ele podem amar da forma que bem entender. Posso eu sozinho amar como bem me aprouver sem ter a nossa “Samonim”? Consigo amar sozinho? O cidadão que disser que é possível fazer isso é um maluco. Assim sendo, pode Deus sozinho vir a realizar o amor? (209-84, 27/11/1990)

Deus é todo poderoso. E se houvesse alguém, que tal como Deus, fosse igualmente “todo poderoso”, e se eles dois viessem a se amar, já pensaram que tipo de mundo seria este? Não haveria equilíbrio e ao contrário um acabaria fugindo do outro. Qualquer coisa que se colocasse entre eles seria impossibilitada de mover tanto para frente como para trás e seria jogada para os lados. O que é fraco deve ir rumo ao que é forte ao passo que o que é forte deve também ir rumo ao que é fraco, e ao unirem-se no centro, devem permanecer fixos. O fraco anseia pelo forte tal como o forte anseia pelo fraco.
Uma mulher que gosta de outra mulher que mais parece ser um homem deve morrer. Uma tal mulher, capaz de dizer que amará outra mulher que se parece com um homem, é melhor que morra. Uma mulher ao tocar a mão de outra mulher sente-se bem? Sentem-se bem quando entre mulheres se dão as mãos? Que ruim quando a mão macia de uma mulher aperta outra mão macia? Que ruim a sensação das duas mãos macias? Isto é mais
detestável que a morte. Por isso tem que morrer de uma vez.
(167-300, 20/08/1987)