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7.4 Empatia e compaixão

Quando tinha idade suficiente, comecei a dar comida para as aves e cavar poços para elas. Eu cavava poços com toda minha força e dizia para as aves, “Vocês devem vir aqui e beber a água.” Então elas viriam e beberiam a água. Elas viriam e comeriam a comida que eu dava. Elas não voavam quando eu chegava perto delas.
Eu pensava que peixe podia viver em qualquer tipo de água. Então cavei um buraco, enchi com água, e coloquei peixes ali, mas eles morreram durante a noite. Eu chorei, dizendo, “Eu queria cuidar de vocês com todo meu coração. Por que vocês morreram?” Acho que eu era muito emocional. Quando olhava para um peixe separado do grupo, eu diria, “Sua mãe está chorando porque você está longe.”
(173-27, 01/02/1988)

Meu pai odiava quando pessoas matavam cães. Um dia, pessoas da minha vila vieram e capturaram um cão que eu mais gostava. Elas jogaram uma corda em seu pescoço e o penduraram. Ele nem imaginava o que iria acontecer a ele. Ele costumava abanar seu rabo para demonstrar sua alegria ao me ver chegando em casa. Segurando o cachorro que tinha sido enforcado, eu chorei muito. Eu entendi então que as pessoas não eram tão confiáveis como os cães. (71-145, 29/04/1974)

Depois de ter visto um mendigo tremendo no inverno, eu não podia comer ou dormir quando era jovem. Essa era a forma que eu era. Eu disse para meus pais trazerem o mendigo para nossa casa e alimentá-lo. Eu penso que Deus deve ter pensado que Ele poderia utilizar algumas pessoas com essa qualidade em mim. Eu não podia dormir se ouvisse que alguma pessoa em nossa vila estava passando fome.
Eu dizia para minha mãe que devíamos ajudar. Então minha mãe diria, “Você quer alimentar a vila inteira?” Às vezes eu pegava um pouco de arroz de casa e dava para os outros sem dizer para meus pais.
Fazíamos apicultura em nossa casa com várias centenas de colmeias. Havia muitas casas no interior onde as famílias não tinham óleo suficiente para as lamparinas. Eu dava a cera das abelhas para essas pessoas. Eu era muito jovem para saber quanto isto custava naquela época. Finalmente meu pai descobriu, e eu ganhei uma boa bronca.
(56-33, 10/05/1972)

Os amigos pobres em minha vizinhança costumavam trazer seu almoço com cevada cozida ou milho cozido. Eu não podia comer meu arroz depois de ter visto a comida pobre em suas lancheiras. Eu tinha que trocar as lancheiras. Quando algum dos pais dos meus amigos estava doente no hospital, mas não podia visitá-lo porque não tinha dinheiro, eu imploraria em lágrimas para meus próprios pais darem o dinheiro para eles. Se eles não me dessem o dinheiro, eu anunciaria que iria vender isso ou aquilo em casa para obter o dinheiro. (58-79, 06/06/1972)

Eu frequentemente estava com fome quando a Coreia era uma colônia do Japão. Eu convidaria estudantes pobres para comer tanta comida quanto pudessem, assim, meus vales de refeição mensal durariam três dias. (155-316, 01/11/1965)

Havia estudantes que tinham um tempo difícil ao terminar a escola. Eu saia da escola por vários meses, e em nome de seus pais, eu cuidava deles. (26-69, 18/10/1969)

Quando um grupo de pessoas intimidava pessoas fracas, eu lutaria contra esses canalhas. Eu lutava por justiça. A sensação de ser atingido é uma parte importante na formação da filosofia de vida de uma pessoa. (15-132, 03/10/1965)

[Referindo-se aos encontros com a polícia japonesa] Muitas vezes, eu cuspi sangue através de experiências quase fatais. Contudo, nunca dei o nome dos meus amigos sob tortura; eu era leal e responsável por eles. Eu arrisquei minha vida por eles. Eu lutei sozinho. Eu não cedi nem mesmo sob ameaça de morte. (23-132, 18/05/1969)

Eu não falava mesmo durante a tortura mais terrível – ser golpeado com um porrete. Você deve manter a fé de seus amigos. Uma vez que você fez uma promessa, você deve mantê-la até a morte. Uma noite, depois da tortura, eu me senti ainda mais triste, e sabia que nunca esqueceria aquele dia. (33-115, 09/08/1970)

Mesmos que as pessoas possam colocar meu corpo na prisão, ninguém pode aprisionar meu coração e minha crença. Eles podem me golpear o quanto quiserem. Quando eles me golpeiam, tudo isso será um fundamento para me conectar com Deus e a obra de Deus até este ponto. Aqueles momentos estavam testando quanto eu realmente poderia amar meus inimigos. Eu dizia para eles em minha mente, “Me golpeie por quanto tempo você quiser, mas eu nunca odiarei você por isso.” Eu vomitava sangue depois de ser golpeado por muito tempo, mas ainda pensava, “Eu fui espancado para o benefício de toda a humanidade. Eu estou abatido, mas eu não lembrarei a dor. Por favor, Pai Celeste, perdoe aqueles que me batem.” Uma pessoa deve seguir com sucesso através de um teste no qual sua vida esteja em risco. (27-73, 23/11/1969)