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7.5 Caráter formado através de diversas experiências

Durante meu tempo de estudante, eu viajei para muitos lugares. Não há quase nenhuma parte da Coreia que eu não tenha visitado. Eu apenas saltaria em um caminhão, a despeito de seu motorista ficar relutante, e diria a ele que não me importava de sentar na bagagem. Finalmente ele concordaria depois que eu prometia pagar a ele um jantar. Mas durante nossa conversa no jantar, ele ficaria tão tomado por minhas observações, que se oferecia para pagar a conta. Uma vez, na rua, eu falei com uma senhora em seu caminho para o trabalho de seu esposo nas plantações de arroz, com seu almoço do meio dia. Depois de me ouvir, ela acabou me dando a comida do seu esposo!
Eu encontrei muitos pastores conhecidos e ilustres na Coreia ao longo do caminho. Eu os verifiquei a todos, quem era maduro e quem não era. Assim, quando comecei, eu já conhecia seus níveis, embora eles não me conhecessem ainda. Talvez eles me considerassem como nada mais do que um pássaro de passagem, mas eu escrevi tudo que eles tinham para dizer em meu relatório para o Céu.
(62-54, 10/09/1972)

Inicialmente, eu visitei as igrejas clandestinas, não querendo lidar com cristãos que tinham comprometido sua fé se prostrando sob coação em santuários japoneses. Foi três anos antes da liberação da Coreia, que eu comecei a encontrar membros da igreja clandestina. (211-142, 30/12/1990)

Eu sou muito bom em tricotar. Eu tricotava minhas próprias blusas, meias e shorts. Eu sou uma pessoa que estudou tudo que é necessário para viver, mesmo sem uma mulher, para cumprir a Vontade de Deus como o principal negócio da minha vida inteira, mesmo se tivesse que permanecer solteiro. Eu posso tricotar um chapéu bonito. Quando eu tricoto uma luva, faço isto muito rápido. (50-291, 08/11/1971)

Como um jovem, eu senti realmente como era ir ao cinema. Para pessoas como eu, essa foi uma experiência chocante; eu quase sentia vontade de gritar. Eu decidi parar e fazer isso; eu fui cinco vezes todos os dias até que fiquei tão cansado que nunca mais queria ver outro filme novamente na minha vida. Eu disse para mim mesmo, “Seu canalha! Não vá!” (123-242, 02/01/1983)

Naquele tempo, havia um distrito da luz vermelha em Jongno-sam-ga, cidade de Seul. Eu decidi pesquisar o assunto. Por que mulheres bonitas buscavam essa profissão? O que eu faria se ela fosse minha irmã ou uma filha? O que um irmão ou um pai faria? Este é um problema sério. Eu conversaria com essas mulheres sobre isso a noite inteira. (182-167, 16/10/1988)

Quando estava vivendo em Heukseok-dong (em Seul), custava cinco jeon ir para a cidade de trem. Eu iria a pé ao invés de pegar o trem. Isto exigiria de mim 45 minutos para chegar, caminhando rápido, enquanto outras pessoas precisavam duas vezes esse tempo. No verão, eu costumava caminhar com meu uniforme banhado em suor. Eu doava o dinheiro economizado do trem para os necessitados, dizendo, “Meu coração gostaria de dar dinheiro para você em milhares e milhões para criar uma nação feliz, mas ao invés eu dou isto para você representando o povo coreano. Eu oro que isto possa ser uma semente de felicidade e fortuna para você.” (184-246, 01/01/1989)

Quando vivia em Noryangjin (Seul), eu caminhava para a escola para economizar cinco jeon da passagem do trem a fim de dá-lo para os pobres. Eu fazia o mesmo para retornar da escola para casa. Eu conversava com as árvores na beira da estrada, dizendo, “Fiquem vivas até eu ter sucesso. Por favor, cresçam junto comigo.” Contudo, aquelas árvores não estão mais lá. (197-74, 07/01/1990)

Em meu caminho para a escola com o dinheiro para pagar as taxas de matrícula, eu vi uma pessoa com uma doença terminal na estrada. Eu sacrifiquei minhas taxas escolares para ele ir para um hospital. Eu nunca posso esquecer quão duramente pressionado eu fui para pagar as taxas da escola, e quão afortunado eu era por ter meus amigos reunidos ao meu redor para reunir essa soma. Essas experiências formataram profundamente minha vida. (90-251, 03/01/1977)

No norte de Harbin, há um lugar que eu pensava ir a fim de trabalhar em uma empresa elétrica no tempo que estava fazendo meus estudos no Japão. Por quê? A partir dos trabalhadores de lá eu pensei que poderia aprender os idiomas russo, chinês e mongol. Eu estava planejando construir uma sede na Ásia no futuro. (186-317, 06/02/1989)

Eu me treinei para ser o primeiro a chegar e o último a sair no meu local de trabalho. Se eu não fosse o primeiro, eu me sentia mal. Eu queria ser um mestre, um vencedor. É o mesmo com a Vontade de Deus. Quando você é o primeiro por Deus por toda a sua vida, você será o rei do céu. (99-45, 27/08/1978)

Há uma coisa que nunca esqueci. No distrito movimentado de Ginza em Tóquio, eu empurrei uma carroça sem usar qualquer uniforme no meio dos transeuntes bem vestidos. Naquela época eu estava pensando, “Ei vocês, vamos ver se vocês vão para o lado ou não!”
Havia uma barcaça carregada com carvão na Kawasaki Shipbuilding Company. Geralmente exigiria uma equipe de três trabalhadores trabalhando durante três dias para descarregá-la. Nossa equipe de três pessoas terminou a descarga a 1 hora da manhã do primeiro dia.
(37-37, 22/12/1970)

Nos feriados, eu trabalhava em uma fábrica de fertilizantes em Kawasaki. Eles tinham pessoas trabalhando dentro do tanque de ácido sulfúrico, que era um destino à condenação. Os trabalhadores estavam sendo enviados a fim de verificar seu sistema. Era impossível trabalhar mais de quinze minutos dentro desse tanque. Essas eram as condições difíceis nas quais eu trabalhei. (15-181, 08/10/1965)

As pessoas costumam dizer que você deve ir para um lugar quieto e magnífico como uma montanha quando meditar. Isso não faz nenhum sentido para mim. Estudar em um lugar silencioso também é sem sentido. Eu estudei em uma fábrica com o som de milhares de motores e máquinas potentes funcionando no ambiente. Eu me treinei para ser excelente sob as condições mais adversas. (15-131, 03/10/1965)

Durante a ocupação japonesa, qualquer lugar que fosse, eu estava constantemente sob a vigilância da polícia. Todos os meus movimentos dentro e fora da Coreia seriam transmitidos por telefone, e eu sempre seria atendido por agentes no porto de entrada. (34-286, 13/09/1970)

A despeito de ser um estudante, eu estava na lista negra. Várias vezes fui colocado em uma cela da polícia durante a ocupação japonesa. Quando eu estava em Tóquio, todo mês eu seria chamado na delegacia de polícia perto da Universidade de Waseda.
Tínhamos vales de refeição no Japão, e juntamente com meus amigos, íamos em um restaurante para ver quanto podíamos comer. Caminhando na Rua Takadanobaba, podíamos ver muitos restaurantes agrupados ao redor de um templo Budista. Depois de comer sete tigelas de arroz, eu não podia comer mais um grão. A dor era pior do que a sensação de fome ao ponto de não ser capaz de mover um dedo. Eu sempre me mantinha com fome. Quando você está constantemente preocupado em encher seu estômago, você não pode pensar sobre sua nação e Deus. Eu pensava que deveria amar minha nação e Deus mais do que amar comer. Esta era uma verdade, e também minha fé.
(15-182, 08/10/1965)

Por favor, pratique ter duas refeições por dia por 4 anos. Por 14 anos, até a idade de 30 anos, eu fiz isto. Durante esse período, não houve um dia que eu não tivesse fome. É uma grande coisa economizar uma refeição, com uma mentalidade de se sacrificar pelo mundo. (185-111, 03/01/1989)

Eu usava roupas usadas compradas em lojas de segunda mão. Eu não usava creme no meu cabelo, embora as pessoas usassem para manter o cabelo no lugar. Eu não fazia isso, mesmo na primavera e verão. Em todo lugar que caminhava, eu baixava meu olhar em um ângulo não excedendo os quarenta e cinco graus. (15-182, 08/10/1965)

Como um homem que não cumpriu sua responsabilidade diante do Céu poderia satisfazer suas necessidades? É assim como eu pensava durante toda a minha vida. Sem saldar seu débito com Deus, você não pode encará-lo. (37-35, 22/12/1970)

Várias vezes mulheres japonesas se deitaram na minha cama, mas eu nunca pequei com elas. (231-38, 31/05/1992)

Controle seus desejos sexuais. Nem mesmo mulheres lindas deveriam ser capazes de estimular seu órgão sexual. Seja capaz de se controlar, tendo em mente que a raiz da Igreja de Unificação é profunda, e que você deve se enxertar nela para se tornar uma pessoa como eu, como uma árvore saudável. (182-175, 16/10/1988)

Quando eu era jovem, era normal para mim estar na prisão. Eu tinha condicionado meu sistema nervoso para resistir a essas severas torturas que quebrariam qualquer outra pessoa que estivesse sendo interrogada. (25-161, 03/10/1969)

Eu fui espancado quase até a morte, coberto com sangue e sangrando profusamente. Eles chutavam meu estômago com suas botas. Enquanto dois deles me seguravam, outros dois me chutavam e pisavam em mim. Imagine o efeito disso na minha barriga. Tentar sentar e levantar no banheiro era um tormento. (17-295, 15/02/1967)

Porque eu era acusado de dizer que iria cortar a garganta do imperador japonês, eu era aprisionado e torturado. A coisa mais insuportável era ser chutado na virilha com botas perfurantes de couro. Você nunca saberá o que é dor sem essa experiência. (63-213, 14/10/1972)

Uma vez, depois de ser interrogado e torturado por quatorze horas, eu não era capaz de rastejar por vinte metros. Não obstante, eu permaneci na fé até o fim, suportando a dor enquanto desmaiava repetidamente.
Quando eu tinha vinte anos de idade, eu jurei para Deus que salvaria minha nação. Eu acreditava que, representando minha nação, meu amor por Deus era mais forte do que o amor que o povo japonês tinha por seu imperador. Portanto, eu estava convencido que eles seriam finalmente derrotados. A parte que inicia o ataque contra o justo está destinada a perder vergonhosamente.
(33-115, 09/08/1970)