Oito Livros
Meus marcadores

Você ainda não tem marcadores.

Prefácio

Na manhã de Páscoa em 1935, Sun Myung Moon estava em profunda oração na encosta de uma montanha coreana quando Jesus Cristo apareceu a ele, e disse que ele tinha uma missão importante para cumprir na realização da providência de Deus. Ele estava então com dezesseis anos. Pelos próximos nove anos, Sun Myung Moon estudou intensamente e se esforçou para se preparar para esta responsabilidade. Naqueles anos de oração, ele descobriu uma série de princípios através dos quais foi possível entender claramente a natureza espiritual e física do universo, o processo e significado da história, como também os significados internos para as parábolas e símbolos da Bíblia e o propósito das religiões.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial a Coreia foi liberada da ocupação japonesa, e quarenta anos de perseguição religiosa acabou. O Rev. Moon começou então seu ministério público, tornando conhecidas pelos cristãos as profundas verdades que tinham sido reveladas para ele. Somente alguns preciosos meses mais tarde, entretanto, a Coreia foi dividida em norte e sul, e as forças comunistas tomaram o Norte, onde o Rev. Moon estava ensinando naquele tempo.

A supressão da religião, especialmente do Cristianismo, pelos comunistas coreanos superou até mesmo o que tinha sido experimentado sob os japoneses. Se esperava que os cristãos se conformassem à nova sociedade ateísta em palavras e ações.

Sun Myung Moon já tinha obtido muitos seguidores como um líder cristão em Pyungyang, e logo chamou a atenção das autoridades comunistas. Uma noite sem advertência, ele foi levado para o Departamento de Polícia Dae Dong e foi torturado e brutalmente espancado até ser atirado como morto no jardim da prisão. Ele foi encontrado por sua congregação. Logo que se recuperou, ele começou a pregar novamente.

Deste modo, o Rev. Moon logo depois foi preso novamente e enviado para um campo de trabalho no Norte, em Hung-nam. Quando ele entrou no campo, imediatamente soube que tinha sido enviado ali para morrer. Os prisioneiros eram deliberadamente encarregados com muito trabalho e subalimentados, e eram forçados a trabalhar longas horas na mineração, às vezes com suas próprias mãos, e carregando sacos pesados para o embarque em navios. Geralmente os homens não sobreviviam naquele campo por mais de seis meses, mas Sun Myung Moon compreendeu a importância da mensagem que tinha para dar ao mundo, e se determinou que suportaria todas as dificuldades até o dia quando estivesse livre novamente para continuar seu trabalho. Embora as cotas de trabalho dos prisioneiros fossem propositalmente mais elevadas do que era possível atingir, o Rev. Moon decidiu superá-las. Ele viveu no campo de trabalho por dois anos e dez meses, e até mesmo recebeu um prêmio por seu excelente trabalho.

Sabemos muito pouco de sua vida em Hung-nam a partir de suas próprias palavras, mas antigos seguidores do Rev. Moon nos relatam que os outros prisioneiros não o viam dormir. Quando todos iam dormir à noite, ele já estava em oração, e quando eles acordavam no dia seguinte, eles o viam orando novamente. Ele tem dito que durante aquele tempo, ele nunca pôde orar a Deus de uma forma comum:

“Eu nunca orei por fraqueza. Eu nunca reclamei. Eu nunca fiquei zangado com minha situação. Eu nem mesmo pedia Sua ajuda, mas estava sempre confortando Ele e dizendo para não se preocupar comigo. O Pai me conhece muito bem. Ele já sabia sobre meu sofrimento. Como eu poderia falar a Ele sobre meu sofrimento e causar ainda mais dor ao Seu coração? Eu podia somente dizer a Ele que nunca seria derrotado por meu sofrimento.”

Embora na prisão o Rev. Moon nunca pôde falar sobre o Princípio Divino, outros prisioneiros foram atraídos para ele por sua vida como um homem de Deus. Muitos homens tiveram sonhos ou visões para procurá-lo. Mesmo nessa situação de prisão, Sun Myung Moon encontrou aqueles que tinham sido preparados por Deus para aquele tempo na história. É a partir desses homens que aprendemos a história de sua vida no campo de trabalho.

Em junho de 1950 quando a Guerra da Coreia começou, o B-29 americano bombardeou a área industrial da prisão de Hung-nam. Quando o grupo das Nações Unidas desembarcou do mar, as autoridades da prisão começaram a executar todos os prisioneiros. No dia anterior à execução de Sun Myung Moon, um bombardeio naval das Nações Unidas começou em Hung-nam. Sob esse fogo, as autoridades comunistas fugiram da área, e ele juntamente com outros prisioneiros foram libertados pelas forças das Nações Unidas no dia 14 de outubro de 1950.

O fluxo de refugiados tinha começado sua jornada para a Coreia do Sul, mas as estradas estavam intransitáveis por causa das operações militares. Portanto, os milhares de pessoas se esforçaram em seu caminho para o sul caminhando por trilhas nas montanhas. Os antigos seguidores do Rev. Moon em Pyungyang tinham se espalhado. Ele trilhou as centenas de milhas de volta para a cidade e tentou localizar cada um deles. Um de seus amigos prisioneiros o estava seguindo desde Hung-nam, mas a perna deste homem estava quebrada, e ele não poderia caminhar as longas milhas para o sul. O Rev. Moon carregou este homem em suas costas e em uma bicicleta as seiscentas milhas até Pusan. Novamente eles começaram a dar a mensagem de nova esperança.

Em 1954 o Rev. Moon começou formalmente a Igreja de Unificação (A Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial) na Coreia. Há novas sedes em mais de quarenta países e em mais de 120 cidades nos Estados Unidos.

A Igreja de Unificação está formada ao redor do Princípio Divino, um conjunto de princípios baseados nos padrões que o Rev. Moon encontrou na Bíblia durante seus anos de busca. Ele descobriu que Deus esteve utilizando uma estratégia consistente para salvar o homem – através do Velho Testamento e do Novo Testamento – que fornece o fundamento para a vida e ensinamentos de Jesus. À luz dos princípios de criação e restauração que Deus ainda está utilizando no mundo atual, os cristãos podem encontrar novo esclarecimento para os problemas enigmáticos da fé e da interpretação da Bíblia – mas ainda mais, eles descobrirão significado mais profundo na condução cotidiana de suas vidas.

Os visitantes das comunidades residenciais da Igreja de Unificação frequentemente observam a grande variedade de antecedentes, personalidades, e até mesmo a idade dos membros que, no entanto, estão tão obviamente unidos em coração. Ao redor do mundo, pessoas de todas as idades podem ser encontradas trabalhando juntas como uma única família de cristãos – transcendendo barreiras de cultura e até mesmo de inimizades nacionais – vivendo com o propósito de trazer a realidade de Deus e Seu amor para as pessoas do mundo.

Vivemos atualmente em um tempo de confusão fundamental. Entretanto, não é somente uma confusão externa, mas também uma crise em nossa fé. O Cristianismo está em crise. Mas este também pode se tornar um tempo de nova esperança, porque estamos sendo chamados a lidar com as questões mais fundamentais de todas.

Perdemos o controle de nossa produção de alimentos, da ética de nossos governos, e até mesmo de nosso suprimento de oxigênio da terra. Esperamos que a ciência resolva, no devido tempo, estes problemas de nosso ambiente físico, por mais desconfortáveis que possamos estar durante este tempo. Mas onde podemos nos mover para resolver os problemas de fé e moralidade? Devemos também recuperar o controle de nossa vida espiritual e moral, onde a confusão causa o maior sofrimento e tem as mais profundas consequências. Nosso Cristianismo deve seguir fundo o suficiente para oferecer as soluções práticas mundiais para questões morais: Onde está o equilíbrio entre a moralidade de matar seres humanos individuais na guerra, e a imoralidade de abandonar nações inteiras ao domínio de um poder exterior? Como podemos reconciliar “a nova moralidade” com nossos sentimentos intuitivos sobre moralidade cristã? Por que, afinal de contas, a família e o matrimônio deveriam ser sagrados? Há finalmente algo eterno – e, portanto, absoluto – na natureza e vida humana?

Meras especulações se Deus existe ou não são menos significativas para nós do que a questão, “Se Deus existe, por que Ele não faz algo sobre o mundo?” Cristãos devem ser capazes de responder essa questão. Encontrar nova esperança no mundo atual não é um assunto fácil. As pessoas não se satisfazem mais com ideais efêmeros, mas para serem reinspiradas, devemos ser capazes de dizer claramente: O que é bem e mal na vida real? No quê exatamente Deus tem trabalhado na história? O que é Deus e como podemos conhecê-lo de forma definitiva? E o que Deus espera dos cristãos nesta época de desespero?

Somente uma mensagem cristã que possa lidar com questões definitivas – e fornecer respostas claras e simples – pode trazer nova esperança atualmente. O Rev. Sun Myung Moon veio trazendo esta mensagem.