A Vontade de Deus e o Natal
25 de dezembro de 1976
Hoje é Natal, e as pessoas ao redor do mundo estão celebrando o nascimento de Jesus Cristo.
É mais importante ao celebrar este dia de Natal conhecer o propósito da vinda de Jesus Cristo 2.000 anos atrás. Sem conhecer esse propósito claramente esta celebração fica sem sentido, por isso, nesta manhã eu gostaria de proferir uma mensagem sobre o tema: “A Vontade de Deus e o Natal.”
Quando perguntamos se a intenção original de Deus para este mundo foi completamente cumprida, a resposta óbvia é não. A vontade de Deus foi originalmente frustrada por causa da queda do homem.
Através da história a humanidade decaída tem buscado pela realização definitiva da vontade de Deus e o propósito de criação.
Como esta providência esteve avançando em muitos diferentes níveis desde o indivíduo, família, sociedade, nação e mundo, a vontade ou projeto original de Deus nunca mudou. Deus é eterno, imutável, absoluto e único; portanto, a vontade de Deus é também eterna, imutável, absoluta e única.
Deus não pode comprometer Seu padrão original por causa da falha humana. Ele não pode descer ao nível da humanidade pecaminosa; os seres humanos devem ser elevados ao nível de Deus. Desde a queda, a vontade de Deus tem se concentrado no objetivo de restauração. Deus está determinado a salvar a humanidade, para mostrar para as pessoas como sair do estado decaído para o estado de ideal original de criação. Isso é restauração, ou a providência de salvação.
Por toda a história as pessoas não estavam em uma posição de salvar a si mesmas. Na verdade a salvação vem a partir de Deus. Deus deve enviar um Salvador para revelar o ideal original de Deus de criação para o mundo. Esse homem foi Jesus Cristo.
Jesus Cristo veio para a vontade de Deus, para transmitir a vontade de Deus para a nação escolhida de Israel. Deus estava se movendo em determinada direção e Jesus Cristo estava se movendo para essa direção, assim, com certeza o povo de Israel estava destinado a se mover em um caminho paralelo a Jesus. Se todos os três tivessem se movido em paralelo em uma única direção, a vontade definitiva de Deus poderia ter sido cumprida nessa nação. Deus e Jesus estavam unidos, e tudo isso era necessário para ter o povo de Israel unido com Jesus. Após a realização no nível nacional, a expansão dessa realização para o nível mundial estaria assegurada.
Como vocês sabem, a intenção original de Deus para este mundo não era apenas a perfeição de um indivíduo, mas era também trazer a perfeição da família. Isso teria se expandido para a perfeição do clã, da sociedade, da nação e do mundo.
Se Adão e Eva tivessem alcançado a perfeição sem cair, o mundo de hoje seria inteiramente diferente. Não veríamos todas as visões nojentas que testemunhamos todos os dias. Nem veríamos as barreiras de idioma e as barreiras nacionais que separam as pessoas. Além disso, todo indivíduo viveria para alcançar a perfeição real e poderia claramente traçar seu próprio caminho de vida para alcançar o definitivo Reino do Céu.
O problema hoje é que os humanos não conhecem o Deus vivo e carecem de uma direção adequada. As pessoas vivem ao acaso, vidas errantes. No ideal original isto não ocorreria; todos seriam orientados para a perfeição de uma forma plenamente paralela com a vontade de Deus, e ninguém poderia ou desejaria viver fora dessa vontade.
Se não tivesse ocorrido a queda, a humanidade seria constituída de cidadãos do Reino de Deus na terra. Os cidadãos do Reino de Deus começariam suas vidas aqui na terra, e depois de consumarem suas vidas aqui, eles automaticamente seriam elevados ao Reino de Deus no Céu, onde eles continuarão como famílias.
Sempre houve um projeto na mente de Deus, o plano original que sempre foi e sempre será perfeito, embora a realização física destes planos ainda nunca tenha sido vista.
Jesus orou: “Venha Teu Reino, Seja feita Tua vontade aqui na terra como no céu.” Jesus conhecia a perfeição da vontade Deus no Céu e trouxe essa vontade para a terra, vindo para estabelecer a perfeição aqui. Esse era o plano de Deus.
Entretanto, Deus ainda não viu a perfeição de Seu plano original aqui na terra, mesmo após a vinda de Jesus Cristo.
Por causa da crucifixão, Jesus não pôde cumprir todo o propósito de sua vinda, a realização do ideal do Éden. Não era todo o plano original de Deus cumprir o ideal de matar o Messias. Se esse fosse realmente o método de Deus, então apenas enviá-lo para uma nação que estivesse despreparada para entendê-lo teria sido suficiente. Às vezes sacrifício é necessário, mas Deus não pretendia o sacrifício da vida humana como a chave para a salvação completa. A crucificação de Jesus Cristo não foi capaz de trazer a humanidade para o mais alto grau de perfeição individual, ou familiar, ou social, ou nacional. Portanto, é mais lógico que o Messias tenha que vir uma segunda vez.
O que Jesus fará quando ele vier? Ele virá para acabar com o mundo? A palavra “julgamento” é frequentemente mal entendida como se quisesse dizer que Deus acabará com tudo em ira. Esse não é o propósito da vinda do Messias na segunda vez. Todo o propósito é cumprir a missão que foi deixada incompleta 2.000 anos atrás, para trabalhar pela perfeição individual, familiar, social, nacional e mundial. Julgamento é a obra construtiva de Deus para ver a realização do Reino de Deus aqui na terra.
A obra de Deus é real e física. Ao interpretar a Bíblia literalmente, muitos cristãos antecipam o aparecimento de Jesus no céu, mas há problemas com esta visão. As pessoas percebem Deus como sendo sobrenatural, alguém que pode executar até mesmo o milagre de trazer Jesus nas nuvens. Mas porque o Cristianismo seria necessário nesse caso? Porque fé seria necessária? Porque Deus não utilizou poder sobrenatural para edificar o Reino de Deus na primeira vez? Porque Ele teve que esperar 6.000 anos para realizar isto? Eu quero que vocês saibam que a vontade de Deus ao enviar Jesus Cristo 2.000 anos atrás forma perfeitamente um paralelo com a vinda de Adão no Jardim do Éden. O Senhor do Segundo Advento virá para o mesmo propósito. Em outras palavras, a vontade de Deus, o propósito de Adão, o propósito de Jesus e o propósito da Segunda Vinda são todos a mesma coisa. Verdade é imutável, sendo o início e o fim. A vontade de Deus não pode ser mudada ou manchada pelo tempo, mas será a mesma para sempre. Deus tem uma fórmula, e quando ela é cumprida, Deus irá colocar Seu selo. Essa fórmula específica ainda está lá, sem ser cumprida; Deus está esperando que o homem cumpra esse padrão puro e inalterado.
O que é um homem verdadeiro? O Presidente dos Estados Unidos é automaticamente um homem verdadeiro? O verdadeiro homem é aquele que se ajusta perfeitamente ao padrão de Deus, significando que se Deus é redondo, esse homem verdadeiro é perfeitamente redondo, e se Deus é quadrado, esse homem verdadeiro é perfeitamente quadrado. Do dia até a noite, desde a eternidade até a eternidade ele não se desviará desse padrão.
Como sabemos que Jesus era um homem verdadeiro? Ele não escreveu um grande sinal na testa ou obteve um Ph.D. Ele não tinha nenhum tamanho ou poder extraordinário. Porque sabemos que ele era um homem verdadeiro?
Sabemos que Jesus era um homem verdadeiro porque sua forma de vida era paralela com a vontade de Deus e se ajustava perfeitamente à descrição da forma de vida de Deus. Sabemos que Jesus Cristo nasceu somente para a vontade de Deus, que ele viveu somente para a vontade de Deus, e que ele morreu pela vontade de Deus. No momento crítico da morte de Jesus na cruz, ele morreu como um Messias e com a dignidade de um Messias, não como um homem comum, um homem triste, um homem se escondendo. Jesus não pôde desistir da vontade de Deus se ressentindo à postura de oposição do povo aos seus esforços para salvá-los. Ele sentia profundamente: “Embora o Império Romano se oponha a mim agora, ele deve receber minha misericórdia. Embora os Israelitas se oponham a mim, eles devem receber minha misericórdia.” Portanto, Jesus tinha espaço para perdoá-los, espaço para orar por eles e para abraçá-los.
Jesus foi um homem verdadeiro porque ele viveu perfeitamente a vida de Deus. Ele era um Deus que caminha.
Não havia nenhuma separação entre Deus e Jesus, e porque ninguém pode destruir Deus, ninguém pode destruir Jesus Cristo. A crucifixão não foi sua destruição; Deus manifestou o poder de ressurreição para que o mundo pudesse ver que Jesus nunca foi destruído. Qual Atitude é Necessária a Fim de Receber o Messias? Sendo que a realização da perfeição não foi obtida em Israel, Deus preparou o Cristianismo como o segundo Israel, como o fundamento sobre o qual o segundo Messias pudesse vir. Estabelecer esse fundamento é a tarefa do Cristianismo.
O objetivo definitivo dos cristãos de todo o mundo é receber o Messias. Muitos cristãos pensam que o Messias ordenará que aconteçam milagres extraordinários que resolverão todos os problemas do mundo em um único momento, instantaneamente criando o mundo do Reino de Deus. Este é seu entendimento ambíguo, mas isto não poderia possivelmente acontecer. Quando o Messias vem na segunda vez, ele começará a partir do fundo da situação humana e avançará passo a passo para o mais elevado do Reino. Ele traz o padrão que o restante do mundo deve seguir, e ele não se comprometerá com o mundo. Ele iniciará o confronto final entre bem e mal.
De acordo com o padrão original de Deus, os cristãos modernos estão prontos para serem elevados para o Reino de Deus no céu como homens e mulheres aperfeiçoados? De jeito nenhum. Eles devem se transformar e mudar para se ajustarem ao padrão que o Messias trará; como o segundo Israel, os cristãos devem ser o primeiro povo a mudar para esse padrão.
Quão bem vocês conhecem a vontade de Deus? Muitos cristãos estão convencidos que a vontade de Deus para eles é somente buscar seu próprio cantinho no Céu, e eles podem se preocupar menos sobre o destino do restante do mundo. Enquanto isso a nação e o mundo estão desmoronando, e ao invés de se sentir responsáveis, eles esperam que Deus conduza todas coisas. Esse não é o verdadeiro Cristianismo.
Eu quero que vocês saibam claramente que o alvo de Deus e de Jesus é o mundo, não apenas um único homem, uma única raça, um único povo ou uma única nação. Deus pretendia que o Messias realizasse o cumprimento da perfeição, não para criar uma multidão de denominações. Ele ainda está determinado a alcançar esse único objetivo definitivo de perfeição e unidade entre as pessoas. Como um Cristianismo Dividido e Brigando Pode Exemplificar o Ideal de Jesus? Eu vi como é o Reino de Deus no mundo espiritual, e com certeza vocês também verão que o Reino de Deus não está organizado da mesma forma dividida que as religiões estão aqui. Essa separação é verdadeiramente contrária à vontade de Deus. O conflito e divisão entre as pessoas religiosas têm sido levados para o mundo espiritual, e isso traz grande tristeza para Deus. Contudo, essa tem sido a fé convencional.
Acreditamos em Jesus Cristo como o Salvador e Messias porque também queremos nos tornar os filhos ou filhas que podem cumprir a vontade de Deus. Jesus morreu para o benefício da missão, não apenas para adquirir seu próprio cubículo no Céu. Portanto, jamais se preocupe sobre seu próprio céu, mas se preocupe em trazer o Reino de Deus para sua sociedade e para este mundo. Se você é assim, quando disser para Deus: “Eu não quero ir para o Reino de Deus,” Deus perseguirá você e pessoalmente o instalará na posição mais elevada em Seu Reino.
Jesus nunca reclamou a Deus sobre a rebeldia do mesmo povo que ele tinha sido enviado para salvar, e nunca cessou de cuidar deles. Esse não era o coração de Jesus. Jesus sabia claramente que sua missão não era apenas a salvação de Israel, mas do mundo.
Jesus, como o filho de Deus, estava perfeitamente unido com Deus em vontade e em coração. Por causa dessa unidade, Jesus Cristo pôde morrer com disposição pelo resto do mundo. Como vocês podem se tornar os verdadeiros filhos e filhas de Cristo? Tornando-se perfeitamente uma unidade com Jesus Cristo, unidade com seu espírito e unidade com seu coração. Se você está perfeitamente unido com Jesus Cristo, você pode estar disposto a ser um sacrifício para a salvação do restante do mundo.
Deus estaria mais satisfeito ao ouvir Jesus orar: “Deus, Seu objetivo é a salvação mundial. Por favor, utilize-me e meus irmãos e irmãs cristãos como Seu sacrifício para cumprir Sua obra.” Os verdadeiros cristãos são aqueles que estão dispostos a se sacrificarem, sua própria igreja e sua denominação para a realização da vontade de Deus de salvar o mundo.
Isso era muito diferente do tipo de orações que a maioria das pessoas está orando atualmente: “Senhor, por favor, ajude minha família a ser próspera; abençoe minha igreja,” etc. Um verdadeiro cristão não poderia orar pelo auxílio e bênção de Deus somente para sua família. Aqueles que oram somente por seu próprio cantinho de bênção de Deus não acabarão no Céu. Depois de conhecer a verdade sobre a situação de Deus, podemos somente orar: “Deus, estou pronto para ser Seu sacrifício. Utilize-me como Seu instrumento; cumpra Sua vontade para a salvação mundial através de mim.” Tais pessoas criarão o Reino de Deus.