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Seção 1. Os Frutos da Vida e o Espírito Divino

Uma geração da vida humana é um tempo curto e momentâneo. Esta única geração nos faz subir e descer entre a eternidade um momento apenas. Se este se estende, estende-se ilimitadamente, porém, ao contrário, se ele faz curvas a partir deste ponto um novo céu e terra se desenvolvem. Tal como uma balança ele sobe desce.
Vocês todos são os corpos ressurretos de seus antepassados, utilizando novas faces. Quão longo é esta história? É dito que ela tem centenas de milênios. O longo e árduo curso da história existiu de fato para criar uma pessoa – você. Pra criar tal “uma pessoa”, por exemplo, na família Kim, incontáveis antepassados vieram e se foram. Portanto, somos os frutos da história humana.
Vocês gostaria que estes frutos fossem tais que estives com grandes buracos por terem sido comidos por vermes? Vocês referem maçãs com sementes escuras que ao serem cortadas ao meio estas sementes escorregam facilmente ou das maçãs com sementes grudadas no meio? Se vocês fossem abertos ao meio, acham que uma semente madura sairá de dentro de vocês? Estão realmente seguros de que a segunda geração irá se tornar frutos celestiais? Se seus corações fossem cortados ao meio, acham que uma Igrejda da Unificação bem amadurecida sairia deles?
Estaria tudo bem se um fruto substancial de 6 milênios caia sem amadurecer, como uma fruta verde que cai de uma árvore? É possível que você digam: “Ó não! Parece que vou cair!Se o vento soprar um pouquinho mais forte eu caio! Por favor Verdadeiro Pai não me balance e me deixe aqui quietinho!”? Há talvez algumas pessoas aqui que são assim. Por outro lado há um grupo que diz: “Mesmo que o Pai pegue um machado e chacoalhe os galhos como ele bem entenda, meus galhos nunca cairão até que ele os corte”. A quel grupo vocês pertencem?
(46-156, 13/08/1971)

Nós sabemos que as principais ocasiões da vida humana são o nascimento, o casamento e a morte. Para que os indivíduos gerem frutos depois de nascerem e crescerem, devem estabelecer laços com um parceiro e após isso, caminhar junto dele até o final. O mesmo é valido para uma nação. Uma nação também possui um período para estabelecer-se; depois vem o período de prosperidade e em seguida, segue-se um período semelhante à noite.
Quando indivíduos se tornam espíritos de vida eles devem possuir o conteúdo que os permita fazer com que a vida gere frutos dentro de si mesmos. Caso contrário, mesmo que a época da fruição chegue, não serão capazes de gerar frutos.
Por esta razão temos que superar nossas circunstâncias. Não apenas isso, mas também temos que herdar todas as condições que nos capacitem a gerar frutos e possuir a força herdada que virá a ser causa desta fruição. Apenas assim é que podemos passar pelo processo de frutificar nos tornando um fruto necessário para o progresso de um novo curso de história e sociedade.
Após o nascimento, as pessoas devem superar as circunstâncias por si mesmas. Porém isto não acaba aí; elas precisam passar por um processo através do qual possam herdar uma nova vida e gerar frutos a partir desta em no futuro. Após então, elas precisam ocupar o lugar onde possam manifestar os efeitos e resultados apropriados. Por exemplo, tal como cereais são semeados, germinam, geram frutos e são colhidos pelas mãos do dono para serem colocados num armazém, temos que passar pr um processo onde possamos ser colhidos para algum propósito.
Portanto, precisam saber que estão na posição de terem que equipar a si mesmos com as condições internas de poderem herdar tais esperanças e, com base nestas condições, serem novamente reajustados ao ambiente. Isto tem que ser demonstrado não na posição de auto-defenderem-se mas sim na posição e atacarem.
Observem o pé de caqui que floresce na primavera. As flores dele não particularmente tão coloridas como as de outras árvores. Também, a cor das flores dele é similar a cor de suas folhas. Por esta razão, se olharem de relance não perceberão que ele está florido. Mesmo durante o período de fruição, devido a densa folhagem que o cobre, não serão capazes de reconhecer se ele está ou não com frutos. Quando o verão passa e chega o outono, as cores dele começam a mudar. Quando o caqui amadurece, tanto dentro como fora, o fruto dele fica avermelhado. Então é possível se ver os frutos pendurados radiantemente na árvore mesmo depois de todas as folhas já terem caído.
O mesmo acontece também com o membros da Igreja da Unificação. Olhando para a Igreja da Unificação, se os anos 70 são o período de fruição, todos os elementos que são como folhas devem desaparecer. Assim, como o fruto do caqui exposto na árvore resseca pode possuir o valor igual ao da árvore toda, a questão é se nós podemos nos tornar tal como este fruto. Um fruto assim não precisa de nenhuma propaganda. Por olharmos para o fruto por si mesmo, qualquer pessoa pode avaliá-lo cem por cento tanto por dentro como por fora. Assim, quantos labores o pé de caqui teve que passar por até poder aperfeiçoar a si mesmo pela produção de um fruto através deste processo? Temos que entender que até que o fruto estivesse perfeito dentre as numerosas flores que desabrocharam nos galhos, ele sofreu e fez muito mais esforços do que qualquer outro fruto. Temos que entender que ele superou toda sorte de provações por parte do ambiente, pelas quais ele poderia ter caído ao passo que atravessava o verão sendo esbofeteado pelos ventos, pela chuva e por tempestades tudo ao mesmo tempo. Se a árvore não for capaz de gerar muitos frutos mais sim apenas um, este por si só conterá toda seiva combinada e as qualidades externas de luta de toda a árvore. Apenas um fruto assim irá restar. Se restar apenas um fruto deixado nesta árvore, este irá representar o valor da árvore inteira. No caso do pé de caqui, devido aquele único caqui, todo o valor é justificado e assim a dignidade e autoridade da árvore será resguardada quando o outono vier. Mesmo que muitas flores tenha desabrochado, muitos frutos tenham brotado naquela árvore, porém todos tenham caído, e ela não pudesse gerar frutos no outono, tendo apenas galhos lisos, sem folhas, que miserável esta árvore será! No entanto, mesmo que ela não pudesse gerar muitos frutos mas sim apenas um que fosse além da comparação com os frutos de qualquer outra árvore, ela estaria orgulhosa deste fruto perante milhões de outros frutos.
Há inúmeras religiões na sociedade atual. Só no Cristianismo há numerosas denominações. Em meio a esta realidade, olhando para a Igreja da Unificação em sua época de gerar frutos, Deus está pedindo um certo fruto dela. Como mencionado antes, mesmo que uma árvore tenha que gerar muitos frutos, se ela apenas gerar um fruto tão perfeito que não seja superado por nenhum outro fruto daquela árvores, tal árvore pode encontrar seu valor, autoridade e dignidade no outono através deste fruto.
Igualmente, as Igreja da Unificação deve gerar frutos. Desde sua fundação até agora, nossa igreja passou por severas provações e dificuldades enquanto avançava adiante rumo a sua fruição. A grande questão aqui é: que tipo de fruto será.
Desta perspectiva, vocês deve ser capazes de analisarem se de fato passaram por uma primavera normal, um verão normal, e um outono normal e se geraram um fruto completamente maduro.
Olhando para o fruto em sim mesmo, encontramos galhos, folhas, raízes e sementes dentro dele. Se escolhemos um fruto, podemos considerar que possuímos a árvore inteira em nossas mãos. Uma vez que o tal fruto possui muitas sementes, com este fruto, permanecemos na posição de possuirmos dezenas ou centenas de árvores.
O fruto de uma árvore deve possuir todos os elementos essenciais da vida de 10 ou 20 anos da árvore em questão. Apenas assim ele é um fruto perfeito.
No processo de crescimento do fruto, seus elementos essenciais nunca devem ser cortados. Eles devem ser deixados para que o fruto cresça sem interrupções. Desde o dia em que a vida dele começa até o tempo da colheita pelo dono e conseqüente colocação em estoque, os elementos essenciais nunca, nem se quer por uma só vez, devem ser desconectados. Estes elementos essenciais devem retidos no fruto constante e ininterruptamente, desde o início até o fim. Desta perspectiva, após se trilhar o caminho da fé, todos devem ter sentido uma nova vida emanando de dentro de si mesmos, bem como nova êxtase e nova esperança. Desde o dia em que se determinem a serem tais árvores, a serem pessoas assim e a se tornarem tais seres perante o mundo, todos os elementos internos essenciais que são preparados para a época da colheita no outono, devem ser retidos sem interrupções. Sem um processo para solidificar e adicionar algumas coisas no fruto ao passo em que os dias se vão, um fruto completamente maduro não emergirá.
(36-10, 08/11/1970)