Seção 2. A Preparação para a Ida ao Reino dos Céus
2.1. O Baluarte do Reino dos Céus
Quão mais próximos estejamos da verdade, e quanto mais estejamos fascinados por ela, mais ela se tornará nosso centro, o qual ninguém poderá tomar de nós. Mesmo que a terra venha a cair no caos por milênios e o universo fosse subitamente destruído, as pessoas que tem seu coração seguramente centrado na verdade nunca serão abaladas ou perturbadas. No entanto, se não puderem se preparar para aceitarem tal centro em seus corações, não imporá o quão genuína a verdade possa parecer, vocês não a reconhecerão, mesmo que a vida verdadeira apareça, não serão capazes de reconhecê-la e mesmo que o amor verdadeiro apareça, não poderão reconhecê-lo.
Se o cristianismo de hoje esta buscando a verdade genuína, a vida verdadeira e o amor verdadeiro, ele terá que completamente negar a sim mesmo até o final e se tornar uma religião que estabelece o centro da mente e coração que ninguém poderá tomar.
Até agora, quando novos continentes estavam sendo descobertos, parecia que o planeta Terra estava gradualmente se expandindo, porém agora, ao contrário, parece estar encolhendo. Em ouras palavras, quando a civilização não estava desenvolvida, o mundo parecia imenso, mas, ao passo que a história e civilização se desenvolveram, o mundo para estar gradualmente encolhendo. Com respeito a isso, podemos saber que o mundo ideal realizado através da história de verdade será um mundo de uma era universal onde tudo formará laços diretos conosco.
Nosso padrão como cidadãos do Céu, ou seja, a vida e o amor do Reino dos Céus, devem gerar frutos em nós mesmos. Devido a que a verdade, a vida e o amor são como uma família, amor e vida devem necessariamente seguir a verdade e vida e verdade devem necessariamente seguir o amor e da mesma forma, amor e verdade precisam inevitavelmente seguir a vida. Porque é que a verdade, o amor e a vida estão conectados uns cons os outros dessa maneira? Como vocês sabem, em prol de algo vir a existir, deve haver acima e abaixo, frente e trás bem como esquerda e direita com base neste algo. Nada que exista pode vir a escapar desta dimensão do número três. Esta é uma forma fundamental da existência.
Assim sendo, estes três elementos se unem e constituem uma forma unificada. Entretanto, se uma força procede em rumo contrário, uma atuação da força que difere da original vem a ocorrer. Assim, Deus é a origem do amor, da vida e da verdade. Porém, após a Queda, as pessoas falharam em formar um triângulo que ostenta o amor, a vida e a verdade em equilíbrio. Portanto, Deus não pode cumprir Sua Vontade. (2-133, 31/03/1957)
Os discípulos de Jesus pensavam que ele dominaria o Império Romano de maneira instantânea e assim assumiria o trono de Israel, e dessa forma, eles esperavam assumir altas posições neste novo reino. Tais coisas não eram o ponto em questão. Primeiro de tudo, temos que fazer um fundamento para o Reino dos Céus dentro de nossos corações e então, centrados nessa mente e coração, fazermos o fundamento de unidade entre nosso corpo e Deus. Esta é a questão preponderante. O Reino dos Céus começa a partir de nós mesmos. Portanto, nossa mente e coração são o baluarte do Reino dos Céus. (47-269, 29/08/1971)
Onde fica a fortaleza do Reino de Deus? Muitos cristãos acreditam que podem ir para o Reino dos Céus por acreditarem em Jesus. Assim sendo, onde fica a fortaleza do Reino dos Céus? Quando Pedro perguntou: “onde fica o Reino de Deus?”, Jesus respondeu: “Não está nos Céus, mas sim em seus corações”, logo, onde está localizada a fortaleza do Reino de Deus? Poderia esta ser formada por um coração de tristeza ou por uma mente auto-engrandecedora ou pela mentalidade de negar a sociedade? Estas não são as fortalezas que possuem o conteúdo que desejamos e nem as que o Reino dos Céus possa endossar.
As pessoas que buscam a fortaleza do Reino dos Céus devem se deparar com solidão mais do que quaisquer outras na terra. Porque? Por Deus ser solitário, eles também devem ser solitários, e como Deus passou por uma historia de subjugação, eles também terão que passar melo mesmo curso. Então, se as pessoas puderem se arrepender, sentirem-se tristes, derramarem lágrimas em lamentação pelo Céu e a terra encherem-se de tristeza, será que isso virá a ser a fortaleza do Reino dos Céus? nem mesmo isso poderá ser tal fortaleza. Quando atendem a igreja enquanto almejam o tempo de serem abençoados novamente com alegria, precisam ser capazes de serem determinados resolver todos os problemas de pecado e mal deste mundo. Sem que tenham uma única direção em que se determinem para que possam ostentar esta responsabilidade, a fortaleza do Reino dos Céus não pode vir a existir.
Algumas pessoas afirmam confiantemente que devido a serem conscienciosas e terem uma posição social respeitável, o Reino dos Céus começa a partir delas, o que se baseia no entendimento de que bem e mal começam juntos. Porém, bem e mal não começam simultaneamente. Quando o mal para o leste, o bem tem que ir para o oeste, e quando o mal se move, o bem tem que parar. Entretanto, quando o mal tem desejos, o bem não pode têlos. Bem e mal são opostos. A busca pela nação celestial começou a partir do ponto onde Deus perdeu Sua esperança com relação ao mundo humano. Assim, as pessoas que estão satisfeitas com suas vidas presentes, não podem ser pessoas verdadeiramente religiosas. Quando se confrontam com a encruzilhada dos destinos de vida e morte, a qual faz com que as pessoas caiam em desespero, perdendo o motivo de suas existências, você não devem ser excessivamente apegados aos seus estilos e vida, porém, ao invés de proceder em busca de novos valores, negando até suas próprias vidas. A partir deste proceder é que o verdadeiro bem pode começar.
Visto deste ângulo, haveria pessoas que poderiam confiantemente dizer que seu caráter é a fortaleza do Reino dos Céus? Ninguém. Além do mais, não há ninguém que possa afirmar que sua família venha a ser a fortaleza do Céus, e se Deus existiu, Ele não poderia dizer que não conheceu sua família. Nenhuma tribo pode afirmar que Deus deve reconhecê-la devido às suas realizações. Não há povos, nações, ideologia e nem filosofias que pudessem exigir o reconhecimento de Deus. Quando penso a respeito disso, me sinto atônito.
Portanto, quem quiser morrer viverá e quem quiser viver morrerá. O que isto significa? Os que possam trabalhar para proteger a si mesmos do mundo mal por mais de mil anos podem realizar tal sonho, e apenas os que possam sacrificar a si mesmos com gratidão por mais de dez mil anos podem encontrar esperança para viverem por dez mil anos.
De igual maneira, os que clama por vida eterna, felicidade eterna e o eterno Reino dos Céus, devem superar a corrente situação com a eternidade como objetivo, e devem suplantar com perseverança o ponto atual sacrificando a si mesmos. Apenas a partir deste ponto de vista é que a fortaleza eterna poderá emergir. (47-244, 29/08/1971)
2.2. O Padrão para a Ida ao Reino dos Céus
Sem amarmos à Deus, não podemos libertar a nós mesmos do domínio satânico. Assim, temos que amá-Lo mais do que nosso cônjuge. A partir das armadilhas do amor do domínio satânico, as pessoas decaídas emergiram até as bordas deste domínio, porém, não saíram dele completamente. Portanto, não podemos amar nossos pais mais do que amamos à Deus. (41-296, 17/02/1971)
Que tipo de pessoas podem entrar no Reino dos Céus? Primeiramente, os que estejam em sintonia com o coração de Deus. Até que ponto? Como Deus trabalha rumo ao ideal eterno baseado em Seu propósito também eterno, nossa mentes e corações devem estar em sintonia com Ele por toda a eternidade e não apenas por uma década. Nossas mentes e corações devem estar eternamente em sintonia com o Deus eterno. O que devemos fazer para atingir este estado? Temos que nos tornar os filhos que possam eternamente gostar de Deus e termos o apreço Dele. Para nos tornarmos estes filhos, não podemos ser objetos de tristeza para Ele.
Em seguida, temos que estar em sintonia com o corpo de Deus. Aqui, “corpo” significa direção. Enquanto os pensamentos representam o ponto central de todas as direções, o corpo manifesta a direção que é tomada. Para sermos filhos em sintonia com Deus, quando Ele vai para o leste, temos que ir para o leste junto com Ele. Se Deus gostar de algo quente, porém Jesus gostar de algo frio, estaria isto correto? Estaria certo se Jesus desejasse dormir no instante em que Deus quisesse rir e conversar? Tudo o que for manifestado através do corpo físico deve estar em sintonia. Apenas isto já bastaria? Não. Quando Deus está sendo amigável, nós não devemos ser impetuosos e ríspidos. Se Ele está sendo amigável nós também temos que ser amigáveis. O interno e o externo devem combinar entre si. Será que apenas isso faria as coisas darem certo? Em seguida, temos que fazer coisas que estejam alinhadas com a Vontade de Deus. Para que isto aconteça, pode haver coisas que relutemos em fazer? Pode haver coisas que nossos corpos detestem? Temos que fazer coisas que tanto nossas mentes como nossos corpos apreciem. Como Deus existe, deve também haver coisas que Ele goste. Também, como Jesus é o filho de Deus, ele também terá que gostar destas coisas. (47-253, 29/08/1971)
Nunca poderemos ir para o Reino dos Céus sem sacrificarmos nossas vidas. Vão lá e vejam por si mesmos se todos que lá estão não fizeram isso. Eis que assim é a essência da fé. (37-249, 27/12/1970)
2.3. O Ponto de Partida do Reino dos Céus
A partir de onde o Reino dos Céus pode começar? Sem dissolvermos a angústia de Deus, não poderemos entrar no Reino dos Céus. Uma vez que desde a Queda tecemos uma história de tristeza, temos que restaurar todos os nós dela. Todos os nós de seis milênios desde Adão e Eva devem ser restaurados. O Princípio da Igreja da Unificação busca ensinar sobre Deus como um Deus de profunda tristeza.
As pessoas seculares detestam a tristeza e fogem dela. Os Princípios da Igreja da Unificação ensinam a respeito da tristeza de Deus que é mais miserável do que qualquer outra situação de pesar. Se algo triste acontece no mundo, a maioria das pessoas irá evitar este fato e fugir dele, porém o lema do Princípio da Igreja da Unificação é atravessarmos por estes lugares de tristeza. Todas as pessoas do mundo tentam evitar a tristeza mas elas originalmente não deveriam ser assim. Quanto mais entendemos a tristeza de Deus e os detalhes de Sua situação miserável, mais forte será a força que emergirá na Igreja da Unificação para que possamos dissolver a angústia Dele. Esta força se torna a motivação para ação explosivamente ilimitadas. Este é o grandioso poder da Igreja da Unificação. (21-111, 17/11/1968)
2.4. A Essência do Reino dos Céus
Que tipo de mundo é o Reino dos Céus? Sendo o mundo original, indivíduos, famílias e tribos acusados por Satanás não podem ir para lá. Para entrar no Céu, estes todos devem se tornar um, em outras palavras, três gerações devem se tornar uma só. Na família de Adão, Adão era a primeira geração, Caim e Abel eram a segunda geração, e os filhos destes seriam a terceira geração que deveriam se unir em uma só. Do ponto de vista de Deus, Ele era a primeira geração, Adão e Eva a segunda geração, e Caim e Abel a terceira. (21-54, 01/09/1968)
Como o Reino dos Céus é um mundo do viver para os outros, temos que ir adiante fazendo-se dessa noção nossa primeira consideração em vida. Os que tenham o pensamento de serem servidos pelos outros serão destruídos. O Reino dos Céus é um mundo preenchido com o amor de Deus. A essência do amor não é o ser servido mas sim, pelo contrário, o viver par ao bem dos outros. Portanto, o Reino dos Céus difere do mundo secular. Os ensinamentos religiosos de se viver para o próximo, do ser absolutamente obediente, do sacrifício e serviço, não existem no mundo secular. Eles são interpretados como brincadeiras feitas por grupos de mendigos que não compreendem nada quanto a este mundo, no entanto, isto foi uma estratégia secreta de Deus contra Satanás, para que estas pessoas pudessem ser abençoadas mesmo que fossem ignorantes quanto as leis celestiais. (46-40, 18/07/1971)
2.5. A Estrutura do Reino dos Céus
Nós não restauramos a terra natal original. Como não pudemos encontrar a terra natal original, perdemos nossa pátria natal, o que significa o Reino de Deus na terra. Quando falamos a respeito do Reino de Deus, nos referimos a um reino tanto na terra como no Céu.
Três elementos principais são requeridos para o estabelecimento de uma nação: primeiro a soberania, segundo o território, e então a cidadania. Porém Deus não tem um soberania onde Ele possa governar. Ele não tem pessoas a quem Ele possa governar. Portanto, é como se não houvesse uma pátria. Este não é o mundo onde pessoas originais seriam supostas a viverem. (155-26, 06/10/1964)