Seção 3. O Amor Paternal
3.1. O Amor Paternal é o Amor em Essência
Os filhos são a realização do amor do pai e do amor da mãe e são a personificação do que eles investiram. Eles são a extensão das vidas do pai e da mãe. Eles são também a concretização do ideal do pai e da mãe. As pessoas que já tiveram filhos sabem disso. É por isso que eles dizem a respeito de seus amados filhos: “Eles são a substancialização de meu amor, uma extensão de minha vida, a corporificação do meu ideal – eles são como meu segundo eu”. (69-76, 20/10/1973)
Uma vez que os filhos nascem a partir do fundamento do amor, vida e ideal, quanto mais os pais os vêem, mais estes lhes parecem amáveis; quanto mais os vêem, mais a vida se agita e se preenche; quanto mais os vêem, mais e mais eles se aparentam como parceiros ideais. (69-76, 20/10/1973)
Os pais podem ser mudados? Saibam que durante todas as eras históricas nunca houve uma situação de se revolucionar o amor paternal. Isto significa que não importa quantas revoluções possam ocorrer, o amor tem que continuar eternamente, pois ele é algo que não pode ser revolucionado. Tais pais, como sujeitos de tal amor, necessitam absolutamente de mim. Eles necessitam de mim de forma única, imutável e eterna. (74-17, 10/11/1974)
Por que os filhos sentem saudades dos pais? Porque neles está a sua casa de amor. (137-141, 01/01/1986)
Por que respeitamos e consideramos o amor dos pais? Porque eles se sacrificam sem desejar serem recompensados. Eles não desejam nenhum resultado em troca. Eles se sentem satisfeitos com isto, e são felizes apenas com isto. Eles são felizes apenas com o dar. Não se é feliz por receber todas as coisas. Quem dá é mais abençoado do que quem recebe. Por que ele é abençoado? É porque ele pode representar o lado de Deus. (46-34, 18/07/1971)
O amor dos pais para com seus filhos não é um amor feito apenas através da relação de afinidade na vida cotidiana, mas sim é um amor que emana da medula dos ossos. É inesquecível mesmo que se tente esquecê-lo é inquebrantável mesmo que se tente cortá-lo; tal é o coração de amor que os pais carregam em si. Quando os pais sentem que tem uma conexão de vida com seus filhos, naturalmente um coração de amor para com estes filhos emana deles. (32-15, 14/06/1970)
O que é o amor verdadeiro? É o amor de se viver em função do bem de outrem, é o amor de dar e simplesmente esquecer o que se deu. Não se preocupa em lembrar o que deu e mais ainda não se torna cansado, não importando o quanto já tenha dado. Quando os pais dizem para seu filho que já tem 70 anos de idade: “Filho! Tome cuidado com o carro!”, eles não se sentem incomodados e não há como o filho se sentir enjoado de ouvir isto por mais que estas palavras já tenham sido repetidas incontáveis vezes. Se até com os pais do mundo decaído é assim, quanto melhor seria se no mundo da essência déssemos e recebêssemos o amor de Deus! Haveria como se cansar disso? (139-103, 28/01/1986)
Os pais ao amarem seus filhos não o fazem gabando e afirmando a si mesmos, mas sim, os amam de uma posição como se eles mesmos não existissem. Os pais não amam seus filhos usando sempre de autoridade e em uma posição de imponência. (59-292, 30/07/1972)
Os pais desejam criar seus filhos como pessoas notáveis mesmo que isto signifique sacrificar a si mesmos. Os pais são os imutáveis donos do amor. O que chamamos de pais tem um coração imutável para com seus filhos, apesar de os filhos mudarem de todas as formas e virem a cometer toda sorte de maus atos. Por causa disso é que o amor imutável dos pais é precioso. (141-242, 26/02/1986)
Mesmo que os pais cheguem a sofrer tanto por seus filhos a ponto de derreterem suas medulas ósseas, eles não sentem isto como um sofrimento. Por quê? Isto se deve ao amor. Eles cortam sua carne e sangue e então registram o quanto isto custou em um livro caixa? Não. Ao contrário, sentem-se inconformados por não poderem ter dado tudo. (39-334, 16/01/1971)
O que é a relação entre pais e filhos? Com base no amor, que tipo de relacionamento é este? Na relação entre pais e filhos o amor dos pais é a causa e os filhos são o fruto desse amor, são a frutificação. É assim que eu vejo. A frutificação e a causa não partem de pontos separados, mas sim do mesmo lugar. O que significa dizer que o amor de meus pais é a causa e que eu apareci como a frutificação deste amor? Significa que eu sou aquele que apareceu como o resultado do lugar onde meus pais se amaram no presente. Logo, os filhos no relacionamento de pais e filhos são os que nasceram em eqüidade com o valor de causa e efeito que formaram unidade em um só corpo em amor. (127-13, 01/05/1983)
O relacionamento entre pais e filhos representa o aspecto vertical. Por isso, o amor entre pais e filhos é imutável. Não acontece o mesmo na história humana? O amor conjugal é um amor que se expande nas quatro direções por ser uma conexão de aspecto horizontal. É por causa disso que os pais não podem abandonar seus filhos e os filhos não podem abandonar seus pais. (145-274, 25/05/1986)
A alegria com que os filhos tratam com seus pais deveria realmente ser uma alegria que representa o mundo, e a alegria com a qual os pais tratam seus filhos deveria ser uma alegria capaz de satisfazer o desejo de representar o mundo. A relação entre pais e filhos verdadeiramente não pode ser outra coisa senão o cerne fundamental do universo. Podemos concluir que a raiz fundamental da felicidade brota a partir disto e que, se surge a infelicidade não há lugar de maior tristeza do que isto. (62-16, 10/09/1972)
Ao falarmos sobre a relação pais e filhos, sobre o que estamos falando? Falamos sobre a conexão através da linhagem de sangue. Na palavra “pai” estão envolvidos o amor e a linhagem de sangue. Para se tornar um filho de linhagem direta, deve-se vir a ser um só corpo em amor. Deve-se estar conectado através da linhagem de sangue. O sangue é o que constitui a vida. Este carrega a vida que herdou a tradição dos pais. Isto tudo devido a quê? Devido ao amor. (142-267, 13/03/1986)
A partir de onde eu nasci? Eu nasci do local onde o amor de meus pais teve sua mais bela florescência. Nasci onde esta flor desabrochou em beleza, e não apenas desabrochou como também exalou sua fragrância; fragrância esta que se tornou agradável tanto para meu pai como para minha mãe como também para Deus e para todo o universo, como uma flor ideal que pode desabrochar.
Os filhos são como sementes que foram plantadas num local de alegria, um lugar onde a mãe e o pai, nascidos como o homem e a mulher que encapsulam o universo, fizeram seu amor florescer. (83-159, 08/02/1976)
Quem sou eu? Eu sou aquele que co-participou do ponto da partida da raiz fundamental do amor de meus pais. Como a causa e o efeito partiram de um mesmo ponto, eles são inseparáveis. O amor paternal que é a causa, e a minha vida, tem uma origem de amor única. Observando com este significado, dizer que “pais e filhos são um só corpo com base no amor” se torna algo plausível.
Extraindo-se o amor, palavras como “ser um só ser” ou “ser um só corpo” não teriam como existir. Recebemos o amor de nossos pais desde o tempo que estivemos dentro do ventre. O amor e toda a atenção dos pais deveriam estar concentrados em nós desde o momento da concepção no ventre devido à essência do amor. Por que deveria ser assim? Por sermos os frutos do amor.
Portanto, nascemos pelo amor, no amor herdamos por sucessão os laços de afinidade da vida, recebendo amor crescemos e quando atingimos o tempo de nos encontrarmos com nossa contraparte, adotamos um cônjuge. (127-14, 01/05/1983)
Nada pode destruir a relação entre pais e filhos. Nem mesmo com uma bomba nuclear ela pode ser destruída. É uma relação que nunca poderá ser destruída, onde nunca pode ocorrer separação e que nunca pode ser abandonada.
A relação de afinidade entre pais e filhos é uma relação que não pode ser cortada não importando o quanto se tente cortá-la. Por serem os filhos que possuem a subjetividade quanto ao amor e a vida dos pais, se esta relação for cortada significa que os pais estão na situação de negarem a si mesmos, de negarem as suas próprias vidas e, portanto, não podem negar os frutos do amor. Por isso é que podemos encontrar lógica no fato dos pais serem capazes de abandonarem suas próprias vidas em função dos seus filhos. (83-159, 08/02/1976)
Não importando o quão feliz um casal viva junto, e se ame, qual casal seria mais feliz: um casal com filhos ou um casal sem filhos? Um casal sem filhos é uma obra incompleta é um casal incompleto. É ou não é? (92-220, 17/04/1977)
Não há lei que possa impedir aos pais de amarem seus filhos. Eles não podem ser impedidos. O universo é feito de forma a protegê-los. Vocês devem saber disso. O lugar onde pais de amor abraçam seus filhos amados e se comprazem com eles não pode ser atacado pela lei do universo, mas ao contrário é protegido por ela. Isto era desconhecido. (130-152, 08/01/1984)
Quando um filho cai em doença ou se torna aleijado é, por regra, que o coração elevado e profundo dos pais fluem na direção a este filho incapacitado. Isto seria errado? O coração deste filho deficiente seria como um vale e o coração dos pais seria como um alto topo da montanha. Tal coração de pais flui do topo desta alta montanha até a maior profundeza deste vale. (147-166, 07/09/1986)
Não existe nada de mal no seio de pais que vivem pelo bem de seus filhos. Quão mais gastas sejam as roupas que eles usam, e quão mais miseráveis eles possam parecer, mais profundamente eles estão cavando abaixo no profundo vale das lágrimas. (173-263, 21/02/1988)
Senhoras e senhores, o que aconteceria se um bebê se sentisse envergonhado de fazer cocô? A criança não se sente envergonhada de fazer cocô ou até mesmo de fazer xixi no chão. Pelo contrário, ela até ri abertamente vendo a mãe limpando o seu cocô; é um ato ingênuo! Isto apenas é possível no amor. Não há nada abominável para o amor. Ele pode superar qualquer coisa. (116-86, 20/12/1981)
O coração zeloso de uma mãe criando seus filhos amamentando-os em seu seio! O coração dos pais é tal que mesmo quando os filhos fazem cocô ou xixi e exalam mau cheiro, eles podem esquecer desta situação através do amor. Se o coração de pais decaídos ao pensarem sem seus filhos é assim, quão mais zeloso seria o coração de Deus, como sujeito do amor, ao querer amar Adão e Eva através de seu coração original? Temos que pensar nisto profundamente uma vez mais. (20-208, 09/06/1968)
O coração de pais sente que algo ainda está faltando mesmo após terem dado tudo, quer amar mais considerando que poderiam dar mais amor mesmo após terem amado e ainda lamentam-se após darem tudo achando que não deram. Por ter tais qualidades é que o amor dos pais pode pertencer à essência que se conecta ao amor eterno. Está é a motivação tradicional do ponto de partida do amor. (60-81, 06/08/1972)
O fato dos pais se divorciarem é o mesmo que cortarem seus filhos pela metade com uma faca. A lei pública do universo não permite isso. Pais que violam isto serão praguejados e perseguidos pelo infortúnio aonde quer que forem, não podendo ser felizes. (298-303, 17/01/1999)
Quando o bebê sente fome, o seio da mãe fica inchado de leite. Quando o seio se incha de leite e começa a doer, não há parte dele que não esteja pressionada. O sentimento de uma mãe abraçando e amamentando seu bebê faminto é algo difícil de se expressar com palavras. Quando o seio inchado de leite esvazia a mãe sente-se aliviada e se alegra. Ninguém pode compreender isso a menos que seja mãe. E mais ainda, ao passo que a mãe observa seu bebê tocando em seu seio enquanto o chupa, o amor transborda em abundância de seu coração. (187-100, 06/01/1989)
Quando se pergunta a uma mãe que tem um filho: quem dentre o esposo e o filho ela retiraria do perigo de morte, se ela realmente ama o filho, ela diria que nunca desistiria de seu filho mesmo que signifique ter que abandonar seu esposo. O esposo talvez lamente ouvir isso. Hoje em dia, as pessoas no mundo talvez dissessem: “Bem, um filho você pode ter de novo caso ele morra!” Entretanto, isto é uma condição adicional, pois quando comparamos com o princípio para contestar a ordem vemos que esposo e esposa são horizontais e, portanto, vêm em último plano. Assim é a história do amor. (48-210, 19/09/1971)
Mas afinal o que é o amor original? É o amor pelo qual os pais podem entregar suas vidas pelos filhos. Eles amam superando até as suas próprias vidas. Por que eles têm que fazer isto? É porque originalmente este universo não foi criado devido à vida. Por ser devido ao amor que tudo foi criado, o amor têm a precedência. Logo é a vida que deve estar em concordância com o amor, e não o amor que deve conformar-se com a vida. Por causa disso, o amor genuíno ama a ponto de sacrificar a vida, superando a própria vida. Compreendam que este é o amor dos Céus; este é o amor capaz de se conectar ao universo. (132-153, 31/05/1984)
Observando a vida dos salmões, eles morrem após botarem seus ovos. Mesmo assim, o macho e a fêmea do salmão se unem em prol de gerarem seus ovos... Vendo isso, compreendemos que os casais de salmão amam um ao outro tal como criminosos sentenciados a morte. Quando a fêmea põe os ovos, o macho cava o solo para protegê-los. Isto é verdadeiramente um casal ideal. Tão logo eles põem os ovos, morrem. A cena de ver os vários machos e fêmeas de salmão mortos nos dá verdadeiramente um impacto chocante. Então, o corpo da mãe morta se torna alimento para os filhotes.
Se o Criador existe, por que vocês acham que Ele criou os salmões desta forma? Isto demonstra o quão importantes os filhotes são e o quão importante é o amor. É extremamente natural dizer que Deus criou os salmões como um manual para nos mostrar que o amor é o que há de mais importante assim como os filhos também. A vida do salmão é verdadeiramente uma incrível cartilha para o ser humano. (128-260, 28/08/1983)
3.2. O Amor Paterno é Perfeito Mesmo Após Ser Compartilhado e Compartilhado Várias Vezes
Por que amamos nossos filhos? Por que não podemos evitar de amá-los? Isto é porque o fato de termos filhos é como termos herdado a grande obra de criação de Deus no nível horizontal e substancial. Estamos sentindo a mesma alegria que Deus sentiu após ter criado Adão e Eva. Estamos herdando o amor de Deus e a autoridade divina de criador divino. (76-43, 26/01/1975)
Pais que tenham criado muitos filhos podem enxergar coisas quanto ao coração de amor, apesar delas talvez não estarem muito claras – este é coração deles: largo, grande e profundo. Uma pessoa que tenha criado muitos filhos é alguém que sente na própria pele que não pode agredir ninguém e nem mesmo a seu pior inimigo. Eles permanecem em um fundamento tão mais amplo e vivem em uma lei tão maior apesar de nem mesmo compreenderem claramente isto. (51-312, 05/12/1971)
Um bebê tão logo nasce segue as ondas eletromagnéticas do amor de sua mãe e vai automaticamente de encontro ao mamilo dela. Não importa se ela for uma mulher bela ou feia, ela tem apenas que ser sua mãe. Esta é de fato uma cena sagrada e de incomparável harmonia. (298-305, 17/01/1999)
As pessoas nascem no amor e crescem recebendo amor. O ser chamado “eu” é o fruto do amor de meus pais. Eu sou aquele que como um fruto substancial demonstra como foi o amor de meu pai e minha mãe. Meus pais não têm outra alternativa a não ser amar este fruto de amor chamado “eu”. Através deste fruto, o amor infinito gera outros frutos. Este é o caminho para se conectar o amor em nível individual, familiar, tribal, mundial e universal e até mesmo criar uma conexão com o amor essencial de Deus.
Eu sou um co-participante e um companheiro de caráter único perante o amor de meus pais. Com amor, eu posso ter equidade com meu pai e minha mãe e subir até uma posição equivalente a deles. Este é o privilégio do amor. Os pais desejam dar em herança tudo o que possuem para os filhos e filhas que eles verdadeiramente amam. Para se herdar o universo na tradição do amor, pode-se tranqüilamente herdar cem por cento, quando é possível encontrar uma posição de igualdade de valor de amor. É por isso que os pais desejam filhos de piedade filial. Filhos de piedade filial dão continuidade à herança do amor como participantes no amor eterno de seus pais. (140-235, 12/02/1986)
Não importa que atos uma criança nascida do amor faça, ela jamais cai no desgosto dos pais que insaciavelmente a amarão, pois este bebê é como um “segundo eu” deles feito através do amor dos pais e da própria carne e sangue deles. Não importa se ela faça xixi, cocô, tenha o nariz escorrendo, mesmo assim ela será completamente encantadora e amável. Isto é porque todas estas coisas estão encharcadas de amor.
O amor entre pais e filhos parte dos pais. Recebemos o amor de nossos pais desde o momento de nosso nascimento. Recebemos o amor dos pais e crescemos, então partimos para realizar o amor horizontal de esposo e esposa e em prol do amor conjugal ter continuidade, temos que dar nascimento a filhos e amá-los. Os pais podem sentir o amor verdadeiro apenas após terem filhos. Apenas através do amor fraternal não podemos compreender o que é o amor de pais. Em outras palavras, compreendemos o amor partindo dos pais e dando uma volta completa de forma a retornamos para o amor paternal. (66-116, 18/04/1973)
O cordão do amor de minha mãe, o cordão de amor de meus pais assim como o cordão do ideal deles está conectado a mim e ninguém é capaz de cortar este cordão. Pelo contrário, todo o poder do universo está protegendo isto. Por causa disso, aonde quer que eu vá, meus pais me seguem. Meus pais sempre querem estar comigo, até mesmo no mundo espiritual, portanto, não apreciar o fato dos pais os acompanharem é um pecado. Conseqüentemente devem compreender que o ato mais valoroso para nós seres humanos é pensarmos em nossos pais como se fossem nosso próprio corpo, amando-os e devotando piedade filial a eles. (298-303, 17/01/1999)
O fato de termos nascido é oriundo do amor de nossos pais. Nascemos por enxerto ao amor de nossos pais. Antes de falarmos sobre a conexão de vida ou sobre a conexão através da linhagem de sangue, vida e linhagem estão conectadas e legadas através, e devido, ao amor. Por que o ser chamado “eu” é tão precioso? Não sou precioso porque tenho vida, mas sim por ter co-participado do amor de meus pais. Meus pais é que se amaram, mas o fruto desse amor é este, “eu”. Este “eu” é precioso por nascer portando o início e a fruição. (140-234, 12/02/1986)
Pais verdadeiros se esforçam pela continuidade e hereditariedade da tradição do amor. Isto é igual tanto para ocidentais como para orientais. Transcendendo as tribos, o que todos e quaisquer pais tentam estabelecer é a tradição universal do amor. Todas as pessoas, não importando quem elas sejam, tentam reunir sua família de forma completa e em harmonia para se viver em paz e felicidade.
Quer seja no oriente ou no ocidente, todas as pessoas anseiam por uma vida assim. Neste caso, a tradição é essencial. Isto é porque apenas a tradição está conectada ao futuro.
Entre o amor paternal e o amor conjugal, qual dos dois é o maior? Os ocidentais pensam que o amor conjugal é maior. Porém, não é assim. Perante o amor entre esposo e esposa, o amor que se sente pelos filhos é maior. No amor conjugal, esposo e esposa lutam devido cada um pensar que não está sendo amado, porém, entre pais e filhos, luta-se para um amar mais ao outro. Isto é porque o amor entre pais e filhos é o centro e é vertical seguindo um caminho mais próximo à lei celestial. Conseqüentemente, podemos entender que o amor de servir aos outros é um amor mais próximo ao amor verdadeiro. Não importa o quão forte um homem possa ser e nem o quão dura uma mulher seja, perante este amor eles tem que baixar suas cabeças. (90-81, 19/12/1976)
A razão dos pais serem preciosos é devido a viverem em prol dos filhos. É por isso que a história se reverte no final. Quando os pais ficam idosos eles tornam-se como crianças. No passado os pais costumavam ser os mestres de seus filhos, mas quando atingem os setenta ou oitenta anos de idade, ao contrário, passam a ser como crianças. Neste tempo então, os filhos passam a tomar a posição de pais. Os filhos devem então amar seus pais tal como eles os criaram. Este é o princípio do Céu e Terra. (137-96, 24/12/1985)