Seção 2. O Trauma e a Tristeza de Deus por Perder os Seus Filhos
2.1. Deus que Perdeu Seu Eterno Filho Único
Quão triste ficou o coração de Deus quando os tão desejados Adão e Eva, como objetos ideais do puro e essencial amor que Ele carrega, O deixaram devido a Queda? A tristeza Dele excedeu a de qualquer ser humano. Sua amargura foi extremamente grande. É natural que quão mais profundo e grande seja o valor, mais profunda também será a tristeza de sua perca. Esta é a situação de Deus, tateando no caminho da restauração para encontrar novamente os seus filhos perdidos. (127-20, 01/05/1983)
Quando pais acreditam em seus amados filhos más são traídos por eles, tais pais experimentam um trauma, um dilema e uma situação miserável indescritíveis. Também é uma desgraça indescritível quanto entre duas pessoas que se amam ocorre traição, rejeição e desconfiança, sendo que antes se amavam até ao risco de suas próprias vidas. Não como se compreender isso até que o indivíduo experimente esta dor e digladie-se com isso por si mesmo. Não há como se compreender isso apenas através de palavras. Isto é evidente nas questões mundanas.
Logo, como foi que Deus caiu em tal miséria? Deus não é um ser vago, mas sim um Deus concreto. Os seres humanos desfrutam da mais elevada relação com Ele. A alegria de Deus era encontrar um ponto de partida a partir do qual Ele poderia iniciar Sua jornada de alegria junto com os seres humanos, rumando para o infinito e a eternidade. Porém, devido a Queda de Adão e Eva, Ele perdeu o ponto chave para este início.
Quão desesperador é quando um filho único nascido, numa linhagem de sete gerações de filhos únicos, morre, especialmente quando este tinha nascido quando seus pais já eram de idade avançada! Se os pais ainda fossem jovens eles poderiam ter mais filhos, porém, nesta situação, se o filho único deles, nascido de uma linhagem de sete gerações de filhos únicos morre, quão desesperados estarão os corações dos antepassados das sete gerações que já haviam ascendido? Através da linhagem e dos descendentes, os antepassados desejam receber todas as formas de felicidade que não tiveram no mundo. Assim, quando o filho morre, os pais também desejam morrer indo após eles. Porém Adão não era o unigênito de 7 gerações más sim o unigênito eterno. Deus pretendia estabelecer Adão numa posição inigualável que com a realização de uma família seria cumprida a grande empreitada da criação. Assim sendo, como ficou o coração de Deus devido morte dele? Como ficou Deus ao vê-los desviarem-se dessa maneira? Por 6 mil anos Ele não tem conseguido se livrar do choque causado pela Queda de Adão e Eva.
De acordo com o Princípio da Criação, quando Deus adentrasse a esfera ideal de unidade em amor, Ele, o eterno dono e Sujeito do amor, deveria ser o centro. Entretanto, Satanás foi quem tomou o lugar de Deus como centro. Portanto, “Céu e Terra” tornaram-se “Terra e Céu” e tudo ficou ao avesso. O ideal de amor, desejado como o ideal verdadeiro por parte do próprio Deus, que seria a unidade baseada em amor verdadeiro, formando um corpo indivisível, do qual a linhagem de sangue dos filhos de Deus partiria, ficou ao avesso devido a desviar-se.
Podem imaginar como está o coração de Deus ao contemplar dia após dia, hora após hora, a desgraça do ser humano? Onde fica o prestígio do Deus onisciente e onipotente, quando seus filhos, que deveriam ser louvados em glória como os príncipes e princesas, são mutilados de tal forma se tornando como “latrinas” e sendo enfiados no inferno? Como fica o prestígio do Deus absoluto perante isso? Há como Ele mostrar sua face? (218-241, 19/08/1991)
Poderia um pai simplesmente deixar seu filho morrer quando este está para ser sacrificado? Ao se observar por este ponto de vista, Deus, como um pai de amor, não pode abandonar a nós, Seus objetos de amor, para que simplesmente morramos. Se Deus é onisciente e onipotente, Ele deve criar um mundo ideal e reviver os seus filhos. Isto é mais do que possível quando consideramos a natureza do amor paternal.
Se Deus existe, Ele seguramente é capaz de fazer isso. Logo, podemos concluir que Ele deverá mover-nos para a esfera do ideal de ressurreição. Ele não nos deixará em miséria e morte, mas sim, nos colocará onde possamos atravessar o portão rumo a um mundo de dimensão mais elevada. Que maravilhoso será isso! (67-213, 21/06/1973)
Deus desejava amar a Adão e Eva com um coração tal a ponto de esquecer Sua dignidade de Senhor Criador, Deus onipotente, onisciente e esquecendo até de Sua própria existência. A partir desta situação, podem imaginar o coração Dele ao ver Adão e Eva decaídos? Isto é algo que vocês precisam entender. (7-290, 11/10/1959)
A humanidade de hoje não são os filhos e filhas de Deus. Mesmo que Deus chore, eles fingem que não o vêem. Não importando quão triste Deus esteja, eles se fazem indiferentes. Isto é devido a terem nascido recebendo a carne e o sangue de Satanás. Pior do que isto, mesmo vendo Deus em tristeza, eles estão dando louvores. Vêem a ruína de Deus, acham isso engaçado e ainda riem. Quão penoso foi para Deus orientar tais pessoas e ensinar o caminho que eles deveriam explorar? Se Deus não possuísse um coração de viver para os outros, um coração que nos considera como coitados, Ele não teria conduzido a história da providência até agora. (42-254, 21/03/1971)
2.2. Deus Esteve numa Situação Lastimável por toda a História
Quão indignado Deus fica ao nos observar aqui na terra? Todo os povos que deveriam ser descendentes da linhagem Dele foram empurrados pelo demônio para uma condição miserável e este está fazendo escárnio quanto a Deus dizendo: “Vossa descendência está condenada a tal posição desprezível!”. Satanás também diz: “Como será que o Deus todo poderoso e onisciente poderá lidar com estas circunstâncias?” Mesmo assim, Deus tem que se manter em silêncio. Ele tem que disfarçar que não está ouvindo, que não está cheirando e que não está sentindo. Já chegaram a pensar sobre está histórica situação miserável de Deus? (183-9, 29/10/1988)
Será que Deus é tal como se acredita nas igrejas tradicionais de hoje? Onipotente, onisciente sentado em um trono de glória e que quando Seus filhos vão para a morte Ele fica sentado no trono dizendo: “Ei! Venham até aqui! Não posso abandonar o meu lugar.” Será que Ele faria isso ou jogaria fora Seu trono e desceria até seus filhos? Como seria? Ele ficará lá ou desceria? Ele tiraria sua coroa e desceria correndo? Pensem sobre como Ele faria. (123-160, 01/01/1983)
Vocês devem saber que por centenas de milhares de anos Deus tem gritando aos berros chamando-nos: “Meu filho! Minha filha!”. Já tentaram chamar por esse Deus dizendo: “Paaaiii!!!” até ficarem roucos? Já tentaram chamá-lo com fervor até que suas gargantas secassem, ficando sem fôlego a ponto de fecharem os olhos sem conseguir abri-los de novo? Quão ansiosamente vocês lutaram para abraçar este padrão, que é o padrão do Sujeito da vida? O caráter de cada um de vocês será medido em proporção ao quanto se esforçaram por fazer isso. (184-220, 01/01/1989)
Não temos nada que nos possibilite tratar com este ser onipotente e onisciente. Além do mais, por nascermos como seres humanos decaídos, nossos olhos são profanos. Todas as sensações dos nossos 5 sentidos são seculares. Não há nada que nos possibilite tratar com Deus. Apesar de que conforme as leis da justiça celestial, não temos nada com o que nos relacionarmos com Deus, através da lei do amor, há apenas um único caminho para tratarmos com Ele. Em suas vidas de fé, quão mais profundo forem mais terão que viver como pessoas que vivem com a filosofia do amor e com esta filosofia, devem viver como pessoas de fé que discernem todas as coisas. Uma pessoa que passar dez, vinte, trinta anos de sua vida fazendo isso, torna-se automaticamente uma pessoa que Deus necessita. (149-38, 01/11/1986)
Será que Deus tem suportado atravessar o caminho do sofrimento durante os milhares de anos da providência de restauração por que Ele gosta disso? Qual o motivo pelo qual Deus tem continuado até agora com a providência de salvação, sem esmorecer, ao longo das incontáveis dezenas de milhares de anos da história humana? Isto não é devido a Ele ser onisciente e onipotente, mas sim, devido a Ele estar trilhando o caminho do amor em busca dos seus amados filhos e filhas. Por isso, o amor poder do amor é o que possibilita a Deus triunfar num caminho de milhares de anos de tribulações, sentindo estes como se fossem apenas um dia. Isto está certo? Sim, é certo. (109-282, 02/11/1980)
Deus é ou não é digno de pena? Muitas pessoas duvidam indagando: “Por que o Deus todo poderoso e onisciente seria digno de pena”? Não importa o quanto Deus seja onipotente e onisciente, não há como Ele livrar-se do trauma de perder Seu amado filho e filha. Se houvesse uma maneira de Deus, por si só, livrar-se deste trauma, não haveria a necessidade Dele sofrer ao longo dos 6 mil anos do curso da história.
Mesmo que os seres humanos tenham cometido pecado, Deus mesmo assim não diria: “Seus tratantes, por que vocês pecaram?” Deus conhece bem as circunstâncias em que foi cometido o pecado. Ele é um Deus que sem pensar na Sua situação pessoal, busca tomar conhecimento da situação do ser humano. Ele busca em tristeza àqueles que estão tristes, busca os que sentem dor numa situação dolorosa, e busca aos que estão aflitos e indignados os sentindo aflição e indignação.
A que ponto os senhores conseguiram se comunicar com Deus? Deus vêm até nosso âmbito de vida dessa maneira. E não apenas isso, mas também, Ele nos busca com coração. Com um coração de Pai, ele nos buscou por seis mil anos apesar do fato de O termos traído. (9-231, 29/05/1960)
O que é Igreja de Unificação? Ela é quem argumenta sobre o coração de Deus. É quem diz: “Vamos libertar à Deus!”. As igrejas tradicionais, quando nos vêem dizendo isso, nos chamam de hereges. Senhores só por que alguém é o presidente da nação e ter a autoridade de um presidente, quando seu filho morro, há como ele dizer perante o filho morto: “Um presidente não pode derramar lágrimas pela morte de seu filho”? Há como ser assim? Ele enfiaria seu rosto em um canto chorando amargamente e limpando as lágrimas voltaria a falar com as outras pessoas. Se ele não for assim, o espírito do seu filho morto diria: “Isto é ser pai... Este não pode ser meu pai.” Se este filhos estivesse vivo, ele ajudaria ao seu pai ou iria contra ele? Mesmo que alguém se torne o presidente do mundo, quando seu filho amado morre, ele tem que derramar lágrimas. Todos nós somos assim. (196-19, 24/12/1989)
Quão infeliz estará Deus no fundo de seu coração ao contemplar o ser humano que perdeu completamente o privilegiado valor do ideal da criação como uma vida atormentada, sem valor no fosso da Queda? Que sufocante é para Deus observar que os filhos daquele sujeito através de Seu amor, Sua vida e Sua linhagem de sangue se tornariam filhos legítimos e ocupariam a glória do Reino dos Céus e ao invés, terminam agora as suas vidas atormentando-se em desespero, lamento, dores e lamúrias usando uma máscara de perdedores. Não se sabia que este Deus é um Deus de tristeza. Por isso, o Rev. Moon após conhecer Deus chorou amargamente por dias e semanas. Saibam que a Igreja da Unificação começou em meio a tais circunstâncias profundas. (211-209, 30/12/1990)
Ninguém sabia que Deus tem muita dor em seu coração. Vocês sabem por que Deus apareceu através da história e através de mim, para esclarecer esta solene missão. Se isto não tivesse ocorrido, vocês não saberiam. Que fantástico é isso! Nem Jesus sabia disso e mesmo que ele soubesse, não poderia falar o que estava em seu coração. Ninguém dentre os líderes religiosos conheceu os segredos ocultos do universo. Eu apareci perante o mundo para revelar estes segredos do universo pela primeira vez em toda a história. (215-172, 17/02/1991)
- Seção 1. O Deus de Dor, Angústia e Amargura Históricas
- Seção 2. O Trauma e a Tristeza de Deus por Perder os Seus Filhos
- Seção 3. O Deus Confinado e Encarcerado
- Seção 4. O Motivo pelo qual Satanás Não Pode ser Castigado
- Seção 5. Vamos Libertar Deus
- Seção 6. A Libertação de Deus e o Caminho da Piedade Filial