Seção 2. Dias de Estudante do Pai em Seul
1. A Vida do Pai em Termos de Roupas, Alimento e Circunstâncias de Vida
Quando eu era jovem, vim para Seul para entrar na escola média. (153-33, 18/10/1963)
Eu deixei minha terra natal na idade de 18 anos, e arrisquei minha vida a fim de restaurar o mundo satânico esquecendo dela. (147-253, 28/09/1986)
Em meu tempo de estudante, eu cozinhei minha própria comida por sete anos. Naquele tempo Seul era muito fria. Embora ela tenha um bom clima atualmente, naquele tempo a temperatura chegava a menos 20 graus centígrados, e a média era menos 15 graus centígrados. Era esse frio em Seul. Quando tirávamos água do poço frequentemente a corda rompia com o peso do balde de metal cheio de água congelada.
Também vivíamos em um quarto muito frio. Em meu tempo como estudante da escola média e colégio, eu dormia em um quarto muito frio. Era mais frio do que é agora. Eu colocava meu saco de dormir em um quarto frio e dormia, e quando acordava de manhã, ficava uma marca no chão que não desaparecia mesmo depois de uma semana. Por isso, você pode pensar que eu era miserável como um jovem tendo que viver sem calor. Quando estava muito frio, eu usava aquecimento elétrico. Frequentemente eu ficava queimado aqui e ali. Nunca esquecerei isso. Eu nunca contei isso para minha mãe. Mas eu tinha queimaduras em várias partes do meu corpo. Eu também economizava minhas despesas de moradia e poupava dinheiro, para que pudesse pagar as despesas de escola dos meus amigos. Por isso, a fim de conseguir dinheiro, às vezes eu trabalhava puxando uma carroça ou carrinho com bagagens. (137-283, 03/01/1986)
Em meu tempo na escola média, eu não comia o almoço, não porque não tivesse dinheiro, mas porque eu queria saber como é sentir fome. Além disso, eu não comia o almoço porque não havia nenhuma comida. Eu fazia isso porque sentia que tinha que me treinar durante os dias normais da minha vida. Naquele tempo, era um grande prazer fazer isso, até mesmo maior do que comer alguma coisa. Naturalmente jovens querem comer tanto quanto eles podem. Mas por minha própria vontade, eu não comia o almoço. Na hora do almoço era muito difícil controlar meu desejo por comida. Enquanto meus amigos comiam seu almoço, eu sentava em um canto distante sem comer, apenas meditando. (50-301, 08/11/1971)
Eu fui muito mesquinho em relação a mim mesmo até que cheguei aos 30 anos, eu nunca comprei um terno novo. Eu sempre comprava um terno de segunda mão em lojas de usados. Em meu tempo de estudante todas as minhas roupas eram uniformes de estudante. Eu os arrumava quando necessário e continuava a usá-los. (51-256, 28/11/1971)
Frequentemente eu ia para uma loja de usados em Seul e propositadamente escolhia os uniformes que outros estudantes não se atreviam a escolher porque eram muito velhos, manchados de óleo ou com mau cheiro. Além disso, eu não cortava meu cabelo, nem fazia a barba. (137-285, 03/01/1986)
Por quê? Porque dessa forma eu era capaz de fazer qualquer coisa que eu queria onde quer que eu fosse. Eu fazia todos os meus próprios calções e cuecas. Eu fazia isso porque queria me treinar para que pudesse fazer a vontade de Deus, mesmo se tivesse que viver sozinho. Assim, vivendo dessa forma e economizando dinheiro, eu ajudava muitas pessoas pobres e miseráveis. E às vezes quando as famílias de patriotas no movimento de resistência tinham dificuldades porque o esposo estava na prisão, e outras coisas assim, eu ia ajudar os membros da família sem dizer meu nome. Eu vivia esse tipo de vida. (51-256, 28/11/1971)
2. Vida de Igreja
Naqueles dias enquanto eu estava frequentando a escola, eu também atendia como um professor de Escola Dominical nas Igrejas Heuk-suk-dong e Seo-bin-go.
No inverno o Rio Hangang congelava à noite. Uma pessoa podia ouvir o som do gelo quebrando. Eu ficava assustado quando estava sozinho. Além disso, eu tinha que cruzar o rio caminhando pela ponte a fim de ensinar na Escola Dominical da Igreja Seo-bin-go.
Eu ensinava muito bem os estudantes da Escola Dominical. Atualmente, eu não posso fazer meus sermões tão interessantes e tão divertidos como eu fazia naquela época. Naqueles dias, eu fiz meu ensinamento muito divertido e interessante, e quando eu derramava lágrimas, os estudantes também choravam alto. Eu pensava que, uma vez que tinham chorado, era suficiente para eles. Mas eles me pediam para falar de novo. Frequentemente eu atendia a Escola Dominical e os ensinava dessa maneira. (187-307, 12/02/1989)
Eu servi na Escola Dominical e ensinei os jovens. Eu era o professor de Escola Dominical em uma bem conhecida Escola Dominical. Por quê? Porque eu conhecia as mentes das crianças muito bem através das minhas próprias experiências.
Quando era professor, eu contava para eles histórias tristes. As histórias poderiam ter se tornado longas novelas. Eu improvisava novelas.
Por isso, pessoas como eu, não tem nenhuma dificuldade em pregar ou dar sermões dez vezes ou mesmo cem vezes por dia. Esse é o motivo pelo qual posso fazer este trabalho. Assim, eu criei uma forma de vida como um pregador ou como um mestre. Eu não sou o Reverendo Sun Myung Moon? Eu sou o Reverendo Moon da Igreja de Unificação; eu sou o Reverendo Moon diante das pessoas mais velhas, como os avôs, e eu sou o Reverendo Moon mesmo para o Dr. Yun, e eu sou o Reverendo Moon mesmo diante de seu avô. Eu também sou o Reverendo Moon para as crianças. Eu frequentemente brinco com crianças. Eu também sou bom em costura. Eu fazia todas as minhas roupas de baixo. Eu posso até tricotar. Eu posso fazer minhas próprias roupas. Eu posso fazer minhas próprias meias, até mesmo quatro pares de meias por dia. (139-51, 26/01/1986)
3. O Pai Queria Economizar Dinheiro
Quando era um estudante, eu não ia para a escola de bonde. Eu nunca peguei um. A tarifa era somente cinco wons. Contudo, eu sempre caminhava para a escola para economizar dinheiro e dá-lo para os mendigos na rua. Eu observava esses mendigos muito de perto. Havia muitos. Quando eu passava, eu olhava para eles, e então no caminho de volta eu os observava de novo. Eu fazia distinção entre os velhos e os jovens. Eu não dava dinheiro para os jovens, mas somente para as pessoas pobres mais velhas. Eu também servia as pessoas idosas. Por isso, quando faço ofertas, eu faço dessa forma. (50-302, 08/11/1971)
Lembro de um dia caminhar de Heuk-suk-dong para a estação de Seul. No verão todos os meus amigos usavam o transporte coletivo onde quer que fossem, mas eu caminhava. Eu pensava: “Sou diferente, devo ir desta forma.” Quando chegava na estação de trem, eu dava aquele dinheiro para os mendigos, e orava por eles dizendo, “Embora eu possa dar a eles somente uma pequena quantia de dinheiro, por favor, faça chegar o dia que os mendigos desta nação possam ter um dia de liberação.”
Assim, você deve saber quais são as condições nesta nação miserável que está em grande dificuldade e em problemas. Além disso, você deve conhecer sua própria tribo. Quem são os membros de sua tribo que estão derramando sangue, suor e lágrimas durante os dias de tribulação da nação, e você deve conhecer sua própria família e seus próprios pais.
Quando eu fui para o Japão, ainda me lembro, e não posso esquecer, quantos dias passei coberto por meu sobretudo desde a estação de Seul até a estação de Shimonoseki. Naquele tempo, os coreanos no trem eram aqueles indo para o Japão onde seus pais viviam. Por isso eu orei para Deus, dizendo, “Oh Deus, eu entendo que tenho que passar através do caminho de lágrimas seguindo com amor ardente e um coração ardente para que eu possa estabelecer o fundamento no qual posso seguir em frente com todas as minhas forças ao longo do caminho de sua Vontade, assim, por favor, permita-me seguir esse caminho.”
Eu não seguia esse caminho a partir de uma posição elevada. Eu o trilhei a partir da posição mais baixa, desde os guetos do povo, desde o fundo da sociedade. Eu experimentei tudo em cada área a fim de conhecer as situações do sofrimento das pessoas do mundo. Eu também experimentei fazer trabalho braçal, fazer trabalho agrícola e trabalhar em um navio. Não houve nada que eu não tentei experimentar.
Eu orava a Deus, “Por favor, permita-me herdar todos os corações tristes e ressentimentos miseráveis das pessoas através da minha vida, e se o Senhor ainda tem quaisquer tristezas ou ressentimentos, por favor, vá em frente e golpeie este Seu filho, e por favor, sinta em Seu coração que o Senhor pode resolver esses ressentimentos me golpeando.” Eu tenho seguido esse tipo de caminho. (127-30, 01/05/1983)
4. Aprendendo
Durante meus dias de estudante eu derramava lágrimas enquanto lia uma página de um livro. Eu aprendia as coisas pensando que em cada página podia haver incluído um segredo que poderia influenciar o destino de nossa nação. Você deve orar dessa maneira. (39-61, 09/01/1971)
Eu sou um homem com habilidades em várias áreas. Eu tenho habilidade para desenhar e pintar. Quando tinha doze anos, eu fui para uma escola de caligrafia e desenhava o modelo de caligrafia. Eu sentia que não havia nada que não pudesse fazer. Quando era hora de estudar, eu memorizava um livro de 200 páginas em um dia. Eu sou um homem de grande talento.
Assim, se eu tivesse escolhido me tornar um acadêmico, eu me tornaria superior a todos. Todos teriam me invejado. Eu tenho esse tipo de cérebro. (68-63, 23/07/1973)
Eu me formei em engenharia elétrica. Na escola eu perguntava muitas questões e colocava meus professores em situações difíceis. Eles pensavam sempre que me viam, “Que tipo de questão ele irá me perguntar hoje?” Sendo que eu perguntava tantas questões, eles pensavam sobre mim como um criador de problemas. Assim, por causa destas coisas, eu fui capaz de estabelecer um fundamento para controlar este mundo agora. Esse é o motivo pelo qual a fábrica de titânio existe hoje.
Na área da engenharia química seguimos para nos tornar reis. Eu também fiquei interessado em cerâmicas. No futuro a civilização científica utilizará a cerâmica como material, por isso devemos assumir a posição mais avançada nessa área. (165-186, 20/05/1987)
5. Amor de Estudante
Naquele tempo, eu pensava assim, “Vou demonstrar a Deus que eu amo Ele como um homem louco, e preparei a mim mesmo para me tornar uma pessoa que pode testificar sobre isso.” Então qual é o limite do amor? Não é o ponto que vocês pensam. Esta não é uma questão insignificante como vocês pensam. Portanto, eu tinha pressa desejando que minha juventude, como uma flor, passasse rápido. Quando eu era estudante, eu não caminhava com meu rosto olhando para cima, mas ao invés, olhando para baixo.
Em meu tempo de estudante, sempre que voltava da escola, eu tirava meu uniforme, e ia fazer trabalho braçal, não porque não tivesse dinheiro, mas porque queria experimentar esses trabalhos. Eu carregava carvão e experimentei o trabalho de um trabalhador da construção. Eu experimentei tudo. Em outras palavras, eu queria conhecer tudo sobre o sofrimento e alegria humana. Eu pensava que minha responsabilidade era liberar todas essas pessoas me tornando o homem responsável para liberar essas pessoas que estavam vivendo em sofrimento e alegria. (37-36, 22/12/1970)
Não havia nada do que eu tivesse inveja quando estava com sua idade? Vocês vão frequentemente ao cinema, não é? Mas naquele tempo, vocês devem saber, eu nunca fui ver filmes, e nunca fui na frente de salas de cinema. Devemos nos equipar com essa subjetividade que, não importa quão feio possa ser o comportamento que vemos, não somos infectados por ele. Devemos ser capazes de orientar as pessoas que agem assim. A fim de fazer isso, devemos seguir através dessas coisas. (184-247, 01/01/1989)
Por quê? Porque devemos nos colocar em uma posição transcendendo a linha de cometer crimes e pecados mesmo se devemos seguir através de circunstâncias que são como filmes ou lugares feios sem ser acusados. (93-278, 11/06/1977)
6. O Pai Acumulou Rico Treinamento e Experiências
Sim, não há nada que eu não tenha tentado. Eu aprendi tudo, até mesmo como fazer carvão nas montanhas. Além disso, eu aprendi como cavar um buraco. Assim, eu posso assumir responsabilidade por trabalhos físicos. Eu posso até mesmo usar palavras de baixo calão. Eu posso fazer amizade com aqueles que usam palavrões, e controlá-los. Eu não sou uma pessoa a ser controlada. Quando fui para um local de construção, havia um líder. Se eu o tivesse derrotado com um soco, ele ficaria constrangido. Por isso eu disse, “Ei, não fale assim. Ouça-me. Você é mau. Você não é bom porque está explorando os estudantes por dinheiro.” Eu falei com ele assim.
Mas depois de dizer coisas assim, você também deve ser capaz de embelezá-lo. Você deve ser capaz de fazer todas essas coisas. Se você quer lidar com pessoas, você deve ser capaz de fazer as duas coisas. A vida não é uma estrada de mão única. Vocês entendem o que quero dizer? Ao lidar com essas coisas, você deve lidar com elas rapidamente. Quando você tem que recuar, você tem que recuar. Você deve ser capaz de fazer essas coisas flexível e livremente dependendo da situação. A fim de ser capaz de fazer essas coisas, você deve ter experimentado muitas coisas. Você entende? (143-297, 20/03/1986)
Eu sou bom em costurar como também em tricô. Não há nada que eu não posso fazer. Quando minha irmã mais velha se casou, eu a ensinei a fazer tricô. Eu posso aprender tudo através dos livros. (186-310, 06/02/1989)
Eu sou bom em fazer coisas pequenas. Uma vez que observo algo, eu posso fazê-lo. Se me dizem para montar alguma coisa, eu posso fazer isto. Eu também experimentei o trabalho de carpinteiro. Eu fui para Pusan e mantinha a vida fazendo trabalho de carpinteiro para os militares americanos. Eu aprendi a fazer carpintaria observando os carpinteiros. Eu era capaz de entender, por isso fui lá e no primeiro dia fiz todo o trabalho. Se eu observo um trabalho de construção, eu posso entender, e começar instantaneamente a edificar a casa. Esclarecendo o princípio e a razão de fazer o trabalho, eu posso me tornar familiarizado com todas essas coisas. (68-64, 23/07/1973)